Cidade registra quinta morte pela doença em 2026; autoridades reforçam importância da vacinação

Letícia Sales Publicado em 14/04/2026, às 14h48
Um adolescente de 13 anos morreu em Sorocaba, no interior de São Paulo, em decorrência da gripe H1N1, causada pelo vírus Influenza A. O óbito ocorreu no dia 6 de abril, mas a confirmação da causa foi divulgada pelas autoridades de saúde nesta semana.
A vítima, identificada como Bryan de Souza Camargo, apresentou sintomas como tosse e dores no peito. Segundo a família, ele chegou a receber atendimento médico, mas o quadro se agravou, levando à internação. O adolescente morreu cerca de uma semana após o início dos sintomas.
Este é o quinto óbito por H1N1 registrado no município em 2026, que já soma 30 casos confirmados da doença neste ano.
De acordo com o Ministério da Saúde, a evolução do vírus pode variar conforme o estado clínico de cada paciente e, sem tratamento adequado, pode evoluir para quadros graves, como pneumonia. Entre os principais sintomas estão febre, dor de garganta, tosse, dores no corpo e na cabeça, além de fadiga, vômito e diarreia.
A vacinação anual continua sendo a principal forma de prevenção contra o vírus e suas complicações. Outras medidas também são recomendadas, como higienizar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar e manter ambientes ventilados.
A campanha de vacinação contra a gripe no estado de São Paulo teve início no fim de março e segue até 30 de maio. Nesta fase inicial, o público prioritário inclui idosos, crianças pequenas e gestantes. A meta é imunizar pelo menos 90% das 18,8 milhões de pessoas desse grupo.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o estado já registrou 951 casos de síndrome respiratória aguda grave por influenza, com 57 mortes. “A Pasta monitora continuamente o cenário epidemiológico de doenças respiratórias em todo o território paulista, e, durante o período de maior sazonalidade, como outono e inverno, a SES coordena ações de prevenção, vigilância, controle e assistência, além de promover a reorganização da rede de serviços de saúde, garantindo o acolhimento de todos os pacientes que procuram atendimento na rede estadual”, diz o comunicado.
A secretaria também destacou que não há superlotação nas unidades estaduais por conta de doenças respiratórias e orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico.
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