Via é liberada após mais de 24 horas; origem do gás ainda é investigada

Letícia Sales Publicado em 03/03/2026, às 09h06
Uma explosão registrada na noite de domingo (1º) abriu uma cratera na Rua da Consolação, na região central de São Paulo. Segundo a Enel, o incidente foi provocado pelo acúmulo de gases inflamáveis em uma galeria subterrânea. A origem do material, no entanto, ainda não foi identificada.
A via foi liberada na madrugada desta terça-feira (3), após mais de 24 horas de interdição. Técnicos permaneceram no local para concluir os reparos e realizar medições de segurança. De acordo com a concessionária de energia, os testes indicaram que não havia mais riscos, permitindo o fechamento e a vedação da cratera.
A Enel informou que a rede elétrica subterrânea não sofreu danos estruturais. No trecho afetado, existem apenas cabos de energia, sem transformadores ou outros equipamentos de maior porte. Durante a inspeção, as equipes detectaram a presença de gás inflamável e acionaram a Comgás para avaliação.
Em nota, a Comgás afirmou que foi chamada duas vezes para inspeções técnicas e que não encontrou vazamentos na rede de distribuição. Segundo a empresa, os equipamentos de medição não identificaram etano nem outros componentes característicos do gás natural, descartando a hipótese de que o material inflamável tenha origem em suas tubulações.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento da explosão, na altura do número 2.078 da Rua da Consolação. Um carro que passava pelo local escapou por poucos segundos de ser atingido. Após o incidente, quatro faixas da via e uma calçada foram interditadas, afetando ao menos 25 linhas de ônibus.
As autoridades seguem investigando a origem dos gases que provocaram a explosão.
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