O São Paulo nomeou, nesta quarta-feira, através de um ato administrativo, um comitê de estudos do Conselho de Administração para viabilizar a separação entre

Redação Publicado em 10/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 20h56
O São Paulo nomeou, nesta quarta-feira, através de um ato administrativo, um comitê de estudos do Conselho de Administração para viabilizar a separação entre o futebol e a estrutura social do clube.
Esse comitê será responsável por apresentar um projeto ao Conselho de Administração em um ano. Caso seja aprovado nessa primeira instância, seguirá para o Conselho Consultivo e, por fim, ao Conselho Deliberativo.
A equipe desse estudo será liderada pelos conselheiros Adilson Alves Martins, José Alberto dos Santos e Vinicius Medeiros Leite. O advogado tributarista Juliano Di Pietro será um consultor do projeto por ter experiência no assunto.

Auditório do Morumbi — Foto: Marcos Ribolli
A ideia de separar os setores é um tema antigo no Morumbi. Em 2018, o Conselho de Administração do São Paulo discutiu um projeto para viabilizar tal condição. Ele previa a criação de uma empresa para administrar time profissional, estádio, centros de treinamento, categorias de base, patrocínios, licenciamento e tudo relacionado a futebol.
Essa empresa seria 100% controlada pelo São Paulo Futebol Clube.
Sempre que o futebol desse lucro, uma parte dos valores seria devolvido ao clube social. Quando houvesse prejuízo, a empresa iria absorvê-lo. A inspiração, ainda que com mudanças e adaptações ao Brasil, foi o Bayern de Munique, que criou uma empresa para cuidar do futebol, mas com controle acionário do clube.
Quem ocupasse cargo diretivo no clube social não poderia ter cargos na empresa que cuidaria do futebol. Esse Conselho de Administração nomearia o CEO da empresa e os diretores de cada uma das áreas.
O ex-presidente do São Paulo José Eduardo Mesquita Pimenta foi nomeado para presidir a comissão que analisaria o caso. Em abril de 2018, ele considerou o projeto inviável devido a questões tributárias.
O projeto inicial passou por alterações e seguiu para nova análise do Conselho de Administração. No entanto, não houve prosseguimento nos trâmites internos do clube.
Em 2019, o ex-presidente Leco convidou o então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), para uma visita ao CT da Barra Funda.
Naquele momento, Maia mantinha conversas com clubes e entidades sobre o projeto de lei que pretende gerar incentivos aos clubes interessados em criar empresas para gerir o departamento de futebol profissional. Essa era uma das metas da gestão passada.
A atual gestão espera que o novo estudo seja diferente dos demais já apresentados no clube.
Os conselheiros também votarão no próximo dia 18 uma reforma estatutária para o São Paulo. O principal ponto será a reeleição do presidente, que atualmente tem mandato único de três anos.

Julio Casares, presidente do São Paulo — Foto: Divulgação/saopaulofc.net
O mandato dos conselheiros também poderá mudar, passando de três para seis anos, reduzindo assim o processo político dentro do clube.
Para ser aprovada, a proposta precisa receber metade dos votos do Conselho Deliberativo (131 votos). Caso seja aprovada, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, terá prazo de até 30 (trinta) dias para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária.
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Globo Esporte
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