As vezes, a intuição de um piloto pode ser essencial para vencer uma corrida de F1. Mas em outras vezes, o tiro pode sair pela culatra, como foi o caso de

Redação Publicado em 27/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h55
As vezes, a intuição de um piloto pode ser essencial para vencer uma corrida de F1. Mas em outras vezes, o tiro pode sair pela culatra, como foi o caso de Lando Norris, que liderava o GP da Rússia e se recusou a parar nos boxes por pneus intermediários quando a chuva começou a cair, terminando em sétimo. Lewis Hamilton, em segundo, chegou ignorar a primeira chamada da Mercedes para fazer a troca, mas acabou entrando em seguida após insistência dos estrategistas da equipe, o que lhe rendeu a vitória em Sochi, a 100ª da carreira na F1.
– Acho que para o piloto é sempre complicado quando parte da pista está seca e a outra parte um pouco úmida. Sabíamos que uma chuva forte se aproximava. Então o Valtteri parou uma volta antes, e aí nosso pessoal do tempo insistiu para que (Hamilton) parasse – afirma Toto Wolff.

Lewis Hamilton, da Mercedes, no GP da Rússia de 2021 — Foto: Sergei Fadeichev\TASS via Getty Images
Toto disse entender a confusão da McLaren em decidir o que faria no caso de Norris, já que as condições se deterioram muito rápido e decisão de parar o líder da corrida é sempre mais complicada do que de quem vem atrás.
– Estávamos preparados para um final difícil seja passando Lando na pista ou não. Mas aí a chuva veio e as coisas ficaram caóticas. Eu entendo a dificuldade da McLaren em decidir pelo pit stop ou por ficar na pista. Enquanto líder, você só tem a perder. E nós nos beneficiamos disso hoje. E creio que tenha sido espetacular para os fãs.
Antes da chuva chegar, Hamilton estava mais rápido e tentava a todo custo entrar na janela de asa móvel de Norris (quando o piloto de trás fica a 1s ou menos do oponente à frente) para tentar a ultrapassagem, mas o piloto da McLaren conseguia construir uma distância segura na última parte da volta, evitando as investidas do rival. Wolff acha que que seria difícil para Hamilton conseguir a manobra e assumir a liderança.
– Lewis ficou um bom tempo preso atrás do Ricciardo no início da corrida, ainda que Ricciardo tivesse DRS (asa móvel). Acho que seria difícil passar. Eles tinham um carro rápido hoje e estavam gerenciando bem a corrida. Eles estavam preocupados com a quantidade de combustível em algum momento. Mas quando imprimiu um ritmo forte, ele (Lando) foi muito rápido – explica Toto.

Lewis Hamilton, da Mercedes, e Lando Norris, da McLaren, no GP da Rússia de 2021 — Foto: Bryn Lennon/Getty Images
A vitória de número 100 de Lewis Hamilton na Fórmula 1 veio com emoção nas voltas finais do GP da Rússia neste domingo, embaralhado pela chuva que chegou de surpresa e se tornou o pesadelo de Lando Norris, pole position e líder de boa parte da disputa: o britânico se recusou a adotar os pneus intermediários e, patinando na pista nos últimos giros, viu o rival da Mercedes tomar a ponta para voltar ao lugar mais alto do pódio, desde o GP da Inglaterra, em julho.
Max Verstappen e Carlos Sainz completam as três primeiras colocações. Além do triunfo, o heptacampeão reassumiu a liderança do campeonato de pilotos, superando o rival da RBR a seis etapas para o fim da temporada.
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Globo Esporte
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