Ex-jogador já havia sido preso outras duas vezes no ano passado pelo mesmo motivo

Lívia Gennari Publicado em 13/06/2025, às 11h08
O ex-atacante Jô, com passagens de destaque pelo Corinthians, Atlético-MG e pela Seleção Brasileira, foi preso na última quinta-feira (12) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por dívida de pensão alimentícia. Agentes da Polícia Federal cumpriram dois mandados de prisão expedidos contra o jogador, que se preparava para embarcar em uma aeronave no momento da abordagem. Após ser detido, o ex-jogador foi levado ao 1º Distrito Policial de Guarulhos, onde permanece sob custódia.
Histórico de detenções
Esta é a terceira vez que Jô é preso pelo mesmo motivo. O ex-atacante já havia sido preso duas vezes no ano passado.
Em dezembro de 2024, Jô já havia sido preso em Contagem (MG), enquanto atuava pelo Itabirito Futebol Clube. Na ocasião, ele foi levado ao Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) e liberado após o pagamento da dívida. A defesa alegou, naquela ocasião, um erro de comunicação entre os tribunais da Bahia e de Minas Gerais.
Meses antes, em maio, ele também foi preso em Campinas, horas antes de uma partida do Amazonas FC, clube que defendia na época, contra a Ponte Preta. O jogador foi solto no dia seguinte, após apresentação de um alvará de soltura expedido pela Justiça.
Defesa alega crise financeira
Jô tem oito filhos oficialmente reconhecidos, sendo seis deles de relacionamentos fora do casamento atual. A pensão em atraso se refere ao filho de dois anos do atleta com a influenciadora digital Maiára Quiderolly.
De acordo com a defesa, Jô já tinha conhecimento do mandado de prisão e a dívida seria resultado de uma crise financeira. O advogado do ex-jogador afirmou que ele tem tentado levantar o valor necessário para quitar a dívida, inclusive com a venda de um imóvel em São Paulo.
A lei brasileira permite a prisão de quem deixa de pagar pensão alimentícia. Isso pode acontecer quando a pessoa deve pelo menos três parcelas e não consegue provar que está impossibilitada de pagar. Nesse caso, o juiz pode determinar a prisão por até três meses, mesmo que o devedor tenha outras dívidas ou compromissos financeiros.
Para garantir o pagamento da pensão, a Justiça também pode autorizar o uso de dinheiro de fontes que normalmente não podem ser usadas para quitar outras dívidas, como salário, poupança ou aposentadoria. Isso porque a pensão alimentícia é considerada uma obrigação essencial.
A nova prisão de Jô reforça a recorrência do descumprimento de suas obrigações legais e levanta questionamentos sobre sua real situação financeira, especialmente após uma carreira marcada por altos salários e passagens por grandes clubes do Brasil e do exterior.
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