Diário de São Paulo
Siga-nos
RoboCup 2025

Equipes nacionais dominam desafios na Copa do Mundo de Robôs

As principais categorias incluem Soccer, Home e Rescue, com robôs autônomos mostrando suas habilidades em diversas áreas

Uma das principais atrações do evento é o futebol protagonizado por robôs humanoides - Imagem: Reprodução / g1 BA / Mateus Xavier
Uma das principais atrações do evento é o futebol protagonizado por robôs humanoides - Imagem: Reprodução / g1 BA / Mateus Xavier

William Oliveira Publicado em 20/07/2025, às 13h07


Robôs assumem o protagonismo em diversas áreas, do futebol a operações de resgate e tarefas domésticas, em um cenário que especialistas consideram cada vez mais próximo da realidade. A RoboCup 2025, realizada em Salvador, confirma essa tendência. O evento é considerado a "Copa do Mundo dos Robôs" e reúne inovações que apontam para um futuro automatizado.

Nesta edição, uma nova modalidade chamou a atenção: a competição entre drones autônomos. Os robôs voadores foram bem recebidos e venceram sua primeira disputa, com forte potencial para integrar permanentemente o torneio.

As competições seguem até segunda-feira (21), com acesso gratuito ao público até domingo (20). Esta é a segunda vez que o Brasil sedia a RoboCup, e o país bateu recorde de participação, reunindo um número expressivo de competidores nacionais.

As principais categorias da RoboCup incluem:

  • Soccer: Robôs autônomos treinados para jogar futebol, simulando partidas reais;
  • Home: Robôs projetados para executar tarefas domésticas, como recepção e organização de ambientes;
  • Rescue: Missões de resgate simuladas, em que robôs precisam encontrar vítimas em locais de difícil acesso;
  • Flying Robots: Drones autônomos que realizam tarefas críticas sem controle humano direto.

Os drones atuam de forma independente, simulando missões complexas em cenários de risco. Entre os desafios, estão entrega de kits de primeiros socorros, inspeções e busca por vítimas em áreas de difícil acesso. Parte das provas ocorre sem comunicação verbal, devido à possibilidade de ruídos em situações de desastre.

“Quando se está em uma situação de resgate, você não quer que o humano entre em um ambiente de desastre, em um ambiente inóspito. Então, cada um dos desafios aqui representa algo que o robô precisa fazer em uma emergência”, destaca Rafael Lang, vice-presidente da RoboCup Brasil.

Na nova categoria, quatro equipes competem — três delas brasileiras — enfrentando rivais da Austrália. Ao todo, 200 participantes representam 45 equipes nacionais, um crescimento de 20% em relação à edição anterior, realizada em 2024, na Holanda.

Segundo Marcos Simões, presidente da RoboCup Brasil, o aumento do interesse pela tecnologia reflete o avanço do país na robótica e inteligência artificial em escala global.

Evento tem como objetivo apresentar as mais recentes inovações tecnológicas
Evento tem como objetivo apresentar as mais recentes inovações tecnológicas - Imagem: Reprodução / g1 BA / Mateus Xavier

O Brasil compete nas 15 modalidades da RoboCup, com destaque para o futebol robótico, área em que já conquistou títulos internacionais. Nesta edição, os principais adversários são os alemães.

Além dos drones, competições como "soccer", "home" e "rescue" também movimentam o evento. As equipes brasileiras vêm se destacando por suas inovações. A RoboCin, da Universidade Federal de Pernambuco, participa com dois títulos na categoria B e agora busca um lugar na série A.

Na Bahia, a BahiaRT, da Uneb, lidera a presença local. É a maior equipe do estado e atua também na organização do evento, disputando quatro categorias — sua participação mais ampla desde 2007.


últimas notícias