Desde o acidente de esqui sofrido por Michael Schumacher no Alpes Franceses em 2013, o estado de saúde do ex-piloto é mantido sob sigilo extremo. Mas em uma

Redação Publicado em 08/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h06
Desde o acidente de esqui sofrido por Michael Schumacher no Alpes Franceses em 2013, o estado de saúde do ex-piloto é mantido sob sigilo extremo. Mas em uma série produzida sobre a vida do heptacampeão, que vai ao ar em 15 de setembro, a esposa Corinna e o filho Mick, em momento raro, falaram sobre a condição do alemão.
– É claro que sinto falta de Michael todos os dias. Mas não sou só eu que sinto falta dele: os filhos, a família, o pai dele (a mãe de Schumacher, Elisabeth, morreu em 2003), todos ao seu redor. Todo mundo sente falta de Michael, mas Michael está aqui. Diferente, mas ele está aqui, e isso nos dá força. Estamos juntos. Moramos juntos em casa, fazemos terapia. Fazemos tudo o que podemos para tornar Michael melhor e para nos certificarmos de que ele se sinta confortável e simplesmente sinta nossa família, nosso vínculo. E não importa o que aconteça, farei tudo o que puder. Todos nós iremos – afirma Corinna.

Corinna Schumacher, esposa do heptacampeão Michael Schumacher — Foto: Reprodução/Twitter
Corinna dá a entender que a privacidade adotada após ao acidente seria algo que Schumacher gostaria, já que prezava muito pela vida fora dos holofotes do circo da F1.
– Estamos tentando continuar como família do jeito que Michael gostava e ainda gosta. E estamos seguindo com nossas vidas. “Privado é privado”, ele sempre dizia. É muito importante para mim que ele possa continuar a desfrutar de sua vida privada tanto quanto possível, Michael sempre nos protegeu, agora estamos protegendo Michael – explica a esposa do heptacampeão.
Mick, em um depoimento sincero, fala das experiências que perdeu com o pai por causa do acidente e do desejo e impossibilidade de poder conversar com o Michael atualmente, já que ambos dividem a mesma paixão pelo automobilismo.
– Desde o acidente, esses momentos em família, que acredito que muitas pessoas passam com os pais, não estão mais presentes, ou em menor grau, e a meu ver isso é um pouco injusto. Acho que pai e eu nos entenderíamos de uma forma diferente agora, simplesmente porque falamos uma linguagem semelhante, a linguagem do automobilismo, e sobre o qual teríamos muito mais o que conversar. E é aí que minha cabeça está na maior parte do tempo, pensando que seria muito legal. Eu desistiria de tudo só por isso – afirma o piloto da Haas.

Mick Schumacher pilotou Jordan 191, primeiro carro de Michael Schumacher na F1 — Foto: Haas
No último dia 29 de dezembro, completou-se sete anos do acidente de esqui sofrido por Michael Schumacher, que desde então, se recupera das lesões cerebrais provocadas pelo choque em uma mansão da família na Espanha, sob forte esquema de segurança.
Schumacher é dono de 91 vitórias e sete títulos mundiais na F1, recordista absoluto de triunfos até Lewis Hamilton, da Mercedes, quebrar sua marca em 2020. O alemão teve duas passagens pela categoria; entre 1991 e 2006 por Jordan, Benetton e Ferrari, e entre 2010 e 2012 pela Mercedes.
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GLOBO ESPORTE
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