O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, sancionou lei que concede a rua em frente ao Parque São Jorge ao Corinthians, mas vetou artigo que perdoava uma dívida

Redação Publicado em 19/01/2021, às 00h00 - Atualizado às 16h22
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, sancionou lei que concede a rua em frente ao Parque São Jorge ao Corinthians, mas vetou artigo que perdoava uma dívida de R$ 22,1 milhões do clube com o município. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade desta terça-feira.
O texto havia sido aprovado pela Câmara Municipal ainda em 2020, e sua validação pelo executivo municipal era aguardada com ansiedade pelo Corinthians.
– Ganhamos o jogo, mas para comemorar o título a lei teria de ser sancionada na totalidade. Acredito que isso não ocorreu por uma interpretação incorreta do prefeito. Ele entendeu que, por se tratar de um processo transitado em julgado (quando não cabem mais recursos judiciais), não poderia fazer a remissão (perdão) da dívida – explicou o vereador Rodrigo Goulart (PSD), autor das emendas na lei que tratavam do assunto.
O processo no qual o Corinthians foi condenado a pagar R$ 22,1 milhões à prefeitura vem desde 2010 e se refere à utilização da rua em frente ao Parque São Jorge como estacionamento.
O terreno foi cedido gratuitamente ao clube em 1996 por 99 anos. Porém, na gestão do prefeito Gilberto Kassab, o município entrou com ação de reintegração de posse, alegando irregularidades – como falta de interesse público. Em 2015, o Corinthians tirou as grades que cercavam o espaço.
A Câmara ainda pode derrubar os vetos de Bruno Covas, mas Rodrigo Goulart entende que essa possibilidade é improvável.
– Isso não é fácil, pois o Legislativo teria que derrubar todos os vetos do projeto, não só os relacionados ao Corinthians. Como o texto foi votado no ano passado e agora há uma nova legislatura, também seriam necessárias novas discussões – explicou o vereador.
Por meio de assessoria de imprensa, o Corinthians informou que já iniciou conversas com a prefeitura para chegar a um entendimento sobre o tema, em consonância com a sentença emitida pela Justiça no fim do ano passado.
O Timão deve concentrar seus esforços agora no Programa de Parcelamento Incentivado (PPI). Com ele, é possível alongar prazos de pagamento e obter o perdão de multas e juros de dívidas com o Município.
– No PPI, vou tratar especificamente desse caso, e não só do Corinthians, mas também de outros clubes – comentou Rodrigo Goulart.
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GE – Globo Esporte.
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