Pedido da defesa do presidente é aceito e muda regra de votação; decisão agora exige 75% dos votos dos conselheiros.

Ana Beatriz Publicado em 09/01/2026, às 13h26
O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube adiou a votação que analisaria o pedido de impeachment do presidente Julio Casares e acatou uma solicitação feita por sua defesa, alterando de forma significativa o critério necessário para a destituição do mandatário. A reunião, inicialmente marcada para o dia 14 de janeiro, foi remarcada para sexta-feira, dia 16, conforme decisão anunciada nesta quinta-feira (8).
Além da mudança de data, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, acolheu a interpretação jurídica apresentada pela defesa de Casares, que passou a embasar o processo no artigo 58 do estatuto do clube, e não mais no artigo 112, como previsto inicialmente. Com isso, o percentual mínimo para aprovação do impeachment subiu de dois terços (66,6%) para 75% dos votos.
Na prática, a mudança eleva o número de votos necessários para afastar o presidente. Dos 225 conselheiros aptos a votar, antes seriam necessários 171 votos favoráveis à destituição. Agora, o impeachment só será aprovado se 191 conselheiros votarem a favor.
A alteração no critério foi divulgada inicialmente pelo portal UOL e gerou repercussão entre grupos políticos do clube, que avaliam que a decisão torna o afastamento mais difícil.
Votação será presencial e secreta
Outra possibilidade discutida era a realização de uma votação em formato híbrido, com participação remota de conselheiros. No entanto, o Conselho Deliberativo descartou essa opção. A votação será 100% presencial, realizada nas dependências do estádio do Morumbis, e ocorrerá em voto secreto.
Apesar do adiamento da data, os horários foram mantidos. A primeira chamada está marcada para 18h30, e a segunda para 19h, no horário de Brasília.
Próximos passos do processo
Caso o Conselho Deliberativo aprove o impeachment, Julio Casares será afastado imediatamente da presidência. O cargo passaria a ser ocupado de forma interina por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube.
A etapa seguinte seria a convocação de uma Assembleia Geral dos Sócios, última instância do processo. Essa reunião também precisaria ser marcada pelo presidente do Conselho Deliberativo. Até a decisão final dos associados, Casares permaneceria afastado de suas funções.
Se o impeachment não for aprovado pelo Conselho, o processo será automaticamente encerrado.
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