Depois de acabar na quarta colocação nas Olimpíadas de Tóquio, a seleção masculina de vôlei desembarcou em São Paulo nesta segunda-feira. O grupo ainda

Redação Publicado em 09/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h36
Depois de acabar na quarta colocação nas Olimpíadas de Tóquio, a seleção masculina de vôlei desembarcou em São Paulo nesta segunda-feira. O grupo ainda assimila o resultado abaixo do esperado no Japão, mas já começa a traçar planos para os Jogos de Paris, em 2024. Renan Dal Zotto afirmou que já conversou com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e indicou que deve continuar como técnico do Brasil.
– Já tive a oportunidade de conversar com a CBV. A princípio, tudo ok. Vamos dar continuidade – disse o treinador.
Capitão da seleção, o levantador Bruninho tinha evitado pensar em seu futuro à frente do time brasileiro logo após a derrota para a Argentina na disputa do bronze. O jogador de 35 anos, porém, ressaltou que a declaração foi dada no calor do momento e que Paris 2024 está nos planos.
– Foi um momento de frustração muito grande. Estou empolgado com o que tenho pela frente. Em setembro vou para a Itália, tenho contrato com o Modena. Focado. Faltam três anos para as próximas Olimpíadas. Quero no dia a dia me manter no alto nível, tentar melhorar cada vez mais, evoluir. Vou deixar isso aí nas mãos do Renan que é o chefe. Por mim, eu tenho muita vontade ainda de conquistar mais uma medalha olímpica – disse o levantador, campeão na Rio 2016 e vice em Pequim 2008 e Londres 2012.
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Técnico Renan indica que deve continuar na seleção. Wallace vê fim de ciclo — Foto: Toru Hanai/Getty Images
O ponteiro Lucarelli também confirmou a intenção de continuar defendendo a seleção brasileira. O jogador de 29 anos vai atuar no Volley Lube, da Itália, na próxima temporada.
– Eu penso ano após ano. Tenho agora uma temporada na Itália, que vai ser mais um desafio. Estou pensando nesse desafio de mudar de clube. Meus planos continuam na seleção. Eu me sinto muito bem aqui. Espero poder contribuir, que isso é o mais importante. O momento que eu não estiver mais contribuindo dentro de quadra é o momento de parar, mas ainda acho que tenho coisas para doar para a seleção. Enquanto isso for possível, vou continuar representando o país – disse Lucarelli.
Douglas Souza evitou falar sobre seu futuro na seleção brasileira. O ponteiro de 25 anos afirmou que no momento está pensando mais na sua primeira temporada atuando fora do Brasil. Ele vai defender o Vibo Valentia, da Itália.
O central Lucão, de 35 anos, já havia afirmado ainda em Tóquio o desejo de continuar defendendo a seleção brasileira. O oposto Wallace, por sua vez, viu os Jogos do Japão como o encerramento de um ciclo à frente do time do Brasil, aos 34 anos.
A seleção brasileira de vôlei vai ter apenas uma semana de descanso depois dos Jogos Olímpicos. Na próxima semana, o grupo já se reapresenta no Centro de Treinamento da CBV, em Saquarema, no Rio de Janeiro, para iniciar a preparação para o Sul-Americano, entre 1º e 5 de setembro, em Brasília. Os dois primeiros colocados se garantem no Mundial de 2022.
Renan Dal Zotto antecipou mudanças na equipe. Em alguns casos, jogadores que estiveram nas Olimpíadas vão ganhar descanso. O ponteiro Leal já tinha uma viagem para Cuba programada e está fora do Sul-Americano.
– Vamos ter o Sul-Americano daqui a três semanas. Já nos apresentaremos em Saquarema na semana que vem com um grupo bastante diferente. Alguns precisam descansar, outros precisam se recuperar fisicamente. Leal já estava planejado voltar a Cuba para documentações. Então não vai ser possível ele jogar o Sul-Americano. Wallace já deu sinais de que estaria chegando no momento de repensar – disse Renan.

Leal não vai disputar o Sul-Americano — Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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