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Cobertura de Imprensa | CNPPD 2026: Por que os especialistas estão debatendo sobre Ciberguerras?

Imagem: Reprodução
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Davis Alves

por Davis Alves

Publicado em 25/05/2026, às 08h58


Ataques digitais contra empresas, vazamentos de informações estratégicas, manipulação de dados, Inteligência Artificial utilizada em operações ofensivas e conflitos virtuais capazes de impactar governos e economias inteiras. Esses fatores explicam por que especialistas de diferentes países estão debatendo cada vez mais sobre ciberguerras.

O tema esteve no centro das discussões do 7º Congresso Nacional de Profissionais de Privacidade de Dados (CNPPD 2026), realizado na UNIP Campus Norte, em São Paulo nos dias 08 e 09 de maio. Reunindo profissionais da área de tecnologia, privacidade, segurança digital, Inteligência Artificial e governança, o evento mostrou que os conflitos modernos não acontecem apenas em territórios físicos, mas também em ambientes digitais, onde dados, sistemas e informações estratégicas passaram a representar ativos extremamente valiosos.

Ao longo do congresso, os entrevistados reforçaram que o avanço acelerado da Inteligência Artificial ampliou significativamente a capacidade de ataques cibernéticos, tornando as ameaças mais sofisticadas, rápidas e difíceis de serem detectadas. Além disso, os especialistas alertaram que empresas e instituições públicas precisam se preparar não apenas para proteger sistemas, mas também para lidar com impactos financeiros, reputacionais e operacionais causados por ataques digitais.

Confira os principais temas debatidos durante o CNPPD 2026:

  1. LGPD em Tempos de Guerras Cibernéticas: João Gonçalves, CEO da Protegon, destacou que a proteção de dados passou a ocupar posição estratégica dentro das organizações. Segundo o especialista, em um cenário de conflitos digitais, empresas que investem em governança, privacidade e segurança conseguem reduzir vulnerabilidades e responder de forma mais eficiente a incidentes cibernéticos.
  2. Os 35 Níveis de Ciberataques na Evolução da Inteligência Artificial: O Prof. Davis Alves, Ph.D, Presidente da APDADOS - Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados, apresentou uma análise sobre a evolução dos ataques impulsionados por Inteligência Artificial. A palestra mostrou como a automação está elevando o potencial ofensivo das ameaças digitais, exigindo preparo técnico cada vez maior das equipes de segurança.
  3. Panorama Internacional da Proteção de Dados: O Eng. António Pessoa Weya, Diretor de Tecnologia da APD - Agência de Protecção de Dados trouxe ao congresso uma visão sobre a legislação de proteção de dados em Angola, enquanto Eugenio Diaz, Representante do CECyD – Centro de Estudios en Ciberseguridad y Datos e Gustavo Segré, Jornalista, debateram os efeitos da desinformação e das fake news na Argentina. Os palestrantes internacionais reforçaram que as guerras digitais ultrapassam fronteiras e afetam diretamente sociedades, governos e instituições ao redor do mundo.
  4. Segurança Reputacional e o Papel do Direito e da TI: Dr. Paulo Perrotti e Prof. Me. Edison Fontes discutiram como ataques digitais podem comprometer reputações corporativas e gerar crises institucionais. Os especialistas defenderam maior integração entre tecnologia, direito e gestão estratégica para fortalecimento da segurança organizacional.
  5. Inteligência Artificial ou Humanos: Quem é Superior?: O Prof. Me. Marcos Alexandruk promoveu reflexões sobre os limites entre Inteligência Artificial e capacidade humana. O debate destacou que, apesar do avanço tecnológico, decisões estratégicas e análises críticas continuam dependendo da atuação humana.
  6. As Novas Profissões em TI Advindas da Inteligência Artificial: O Prof. Me. Evandro Teruel apresentou uma análise sobre as novas demandas do mercado tecnológico. Segundo ele, o crescimento das ameaças digitais e da IA vem criando oportunidades profissionais ligadas à cibersegurança, governança de IA, automação e ética digital.
  7. Aula Prática: Automatizando os Ataques Hackers por Inteligência Artificial via Kali Linux: Kramer Saunders realizou demonstrações práticas sobre automação de ataques cibernéticos utilizando Inteligência Artificial em ambientes controlados. A atividade evidenciou como ferramentas tecnológicas podem ser utilizadas em operações ofensivas digitais.
  8. Agile Scrum em Tempos de Guerras Cibernéticas: Robério Brum destacou a importância da adaptação rápida e da gestão ágil em cenários de crise digital. Segundo o palestrante, velocidade de resposta e reorganização operacional são fundamentais diante de ataques cibernéticos em larga escala.
  9. O que Avaliar nas Ferramentas com IA antes da Aquisição?: Elisangela Monaco, da Universidade Paulista, apresentou reflexões sobre riscos relacionados à contratação de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, especialmente em relação à privacidade, conformidade regulatória e exposição de dados sensíveis.
  10. A Infiltração do Crime Organizado nas Grandes Cidades Mundiais: Susanna do Val, Presidente do Sindicato dos Policiais Federais de São Paulo SINPF/SP, explicou como organizações criminosas vêm utilizando recursos tecnológicos para ampliar operações digitais, disseminar desinformação e executar crimes cibernéticos.
  11. Gestão Ética e Exposição de Segredos Corporativos: A Profa. Dra. Teresinha Covas e o Prof. Me. Robson Vieira da Associação Brasileira de Administração (ADM Brasileira) abordaram os desafios relacionados à proteção de informações estratégicas e segredos corporativos em um cenário marcado pelo aumento dos riscos digitais.
  12. A Importância da Produção de Conhecimentos para DPOs: A Dra. Ana Canto de Lima destacou a necessidade de fortalecimento técnico e científico dos profissionais de proteção de dados, enfatizando que conhecimento e atualização constante se tornaram indispensáveis diante da evolução das ameaças digitais.
  13. Internacionalização de Carreira e os Limites do ChatGPT: Carlos Schröer e Claudiane Roesel discutiram oportunidades profissionais internacionais em tempos de transformação tecnológica, enquanto Silvia Brunelli trouxe reflexões sobre os riscos da dependência excessiva de ferramentas de IA generativa sem supervisão humana.
  14. BlackHat: A Escalada da IA para Ataques Globais: Joas Santos, da RedTeamLeaders, apresentou análises sobre o crescimento do uso da Inteligência Artificial em ataques cibernéticos de grande escala, alertando para a necessidade de monitoramento contínuo e inteligência de ameaças.
  15. Desafios no Aprendizado sobre Gestão de Crises: A Dra. Cristina Sleiman abordou os desafios enfrentados pelas organizações diante de vazamentos de dados, crises reputacionais e ataques digitais, ressaltando a importância da capacitação contínua e dos planos de resposta a incidentes.
  16. Panorama Internacional de Proteção de Dados e Cibersegurança no Chile: Marcelo Drago, Presidente da AGPD Chile - Asociación de Profesionales en Protección de Datos Personales, participou de um painel moderado pelo Prof. Davis Alves, apresentando os desafios regulatórios enfrentados pelo Chile no avanço da proteção de dados e segurança digital. O debate reforçou a importância da cooperação internacional diante das ameaças cibernéticas globais.
  17. Aula Prática: Técnicas de Invasão via Hardware: O Tenente Marcelo Marcon e Cesar Bettin demonstraram vulnerabilidades exploradas por meio de dispositivos físicos, reforçando que a segurança digital também depende da proteção estrutural e física das organizações.
  18. Painel dos Representantes: Por que falar sobre Guerras Cibernéticas?: O painel moderado por Paulo Emerson e composto por Joana Madsen, Antônio Andrade, Érico Silva, Anderson Palácio e Monica Cassa promoveu reflexões sobre os impactos das guerras cibernéticas no ambiente corporativo, governamental e social. Os participantes destacaram que os conflitos digitais já fazem parte da realidade mundial e exigem preparo estratégico das organizações.

O CNPPD 2026 demonstrou que o debate sobre ciberguerras vai muito além do universo técnico. Em um cenário global marcado pela transformação digital acelerada, especialistas nacionais e internacionais alertam que ataques virtuais podem comprometer economias, reputações, operações empresariais e até a estabilidade de países.

Este relevante congresso é realizado pela APDADOS - Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados, que com sua atuação já é a maior da América Latina e do Brasil no segmento e a segunda maior associação da temática no mundo, possui mais de 15 mil membros e já impacta mais de 80 mil pessoas por meio de suas redes sociais. A atuação da entidade vem fortalecendo o debate técnico e estratégico sobre LGPD, governança digital, segurança da informação e os desafios relacionados às ciberguerras, conectando especialistas nacionais e internacionais em discussões cada vez mais relevantes para o futuro da segurança global.

Por isso, discutir Inteligência Artificial, privacidade, proteção de dados e segurança cibernética deixou de ser apenas tendência tecnológica para se tornar uma necessidade estratégica em escala global.


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