A Secretaria da Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo divulgou nesta terça-feira (8) as próximas programações da comemoração do centenário da

Redação Publicado em 08/02/2022, às 00h00 - Atualizado às 14h21
A Secretaria da Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo divulgou nesta terça-feira (8) as próximas programações da comemoração do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.
Os novos eventos culturais incluem exposições na Pinacoteca, Museu Catavento, Memorial da América Latina, Museu Afro Brasil, Museu da Imagem e do Som e Museu da Arte Sacra de São Paulo.
Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, quando ocorreram as exposições há 100 anos, haverá uma projeção mapeada na fachada do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, que também poderá ser vista por transmissão online na plataforma ‘Cultura Em Casa’.

Governo apresenta programação especial para celebrar centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 — Foto: Renata Bitar/g1
O MIS Experience, do Museu da Imagem e do Som, será palco de uma exposição interativa e imersiva sobre Cândido Portinari, que se destacou no movimento modernista brasileiro por volta da década de 30.
Segundo o secretário estadual de cultura, Sérgio Sá Leitão, a programação marcará a reabertura do espaço do MIS Experience, que passou por ampliação desde o início da pandemia.
“Tem tudo para ser uma das exposições mais vistas, mais procuradas e desejadas de São Paulo”, disse o responsável pela pasta.
Iniciada no Theatro Municipal de São Paulo em 13 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna declarou o rompimento com o tradicionalismo cultural associado às correntes literárias e artísticas anteriores.
O manifesto artístico-cultural reuniu diversas apresentações de dança, música, recital de poesias, exposição de obras – pintura e escultura – e palestras.
Inspirados nas vanguardas europeias como o Dadaísmo, o Futurismo e o Cubismo, os artistas expuseram pinturas com cores quentes e tropicais, que apresentavam figuras humanas distorcidas, quebrando com a simetria e as devidas proporções dos padrões artísticos reverenciados pela Academia Brasileira de Belas Artes da época.
Tarsila do Amaral, embora um ícone do modernismo brasileiro, não esteve presente na Semana de 22, mas teve sua arte impulsionada pelo evento, que inspirou o Movimento Antropofágico brasileiro criado por ela e seu companheiro, Oswald de Andrade.
A partir da Semana de Arte Moderna de 1922, a arte nacional ganhou uma valorização nunca antes vista no país, e a cidade de São Paulo se tornou o berço desse modernismo artístico com a cara do povo brasileiro.
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