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Luto

Morre Silvio Matos ator e dublador aos 82 anos

Referência na dublagem brasileira artista também se destacou na televisão e no Parafernalha

Ator teve trajetória marcante na televisão, na dublagem e no humor digital. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.
Ator teve trajetória marcante na televisão, na dublagem e no humor digital. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Erika Osti Publicado em 11/04/2026, às 19h48


O ator, dublador e humorista Silvio Matos morreu neste sábado (11), aos 82 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada por colegas de profissão e por perfis especializados nas redes sociais. A causa da morte ainda não foi divulgada. Com uma trajetória marcada por versatilidade e longevidade, o artista construiu uma carreira sólida na televisão, na dublagem e, mais recentemente, no humor digital, onde voltou a ganhar projeção entre o público jovem.

Com início no teatro nas décadas de 1960 e 1970, Silvio Matos fez a transição para a televisão, participando de novelas e programas em diferentes emissoras. Ao longo dos anos, consolidou-se como um rosto conhecido da teledramaturgia brasileira, com passagens por produções infantis que marcaram gerações, como Carrossel (1972), Mundo da Lua (1991) e Castelo Rá-Tim-Bum (1994).

Na dublagem, também deixou sua marca. Emprestou a voz a personagens de séries clássicas exibidas no Brasil, como A Feiticeira e Viagem ao Fundo do Mar, além de atuar como diretor de dublagem em diferentes projetos. O trabalho ajudou a construir uma reputação respeitada entre profissionais do setor, sendo reconhecido pela precisão técnica e interpretação marcante.

Nos últimos anos, o artista passou por uma redescoberta profissional ao alcançar grande visibilidade na internet. Ele integrou o elenco do canal de humor Parafernalha, fundado por Felipe Neto, onde participou de esquetes que viralizaram nas redes sociais. Com personagens ácidos e bem-humorados, muitas vezes inspirados no cotidiano, conquistou uma nova geração de fãs e se tornou um dos nomes mais lembrados do humor digital brasileiro.

Além do sucesso online, Silvio também manteve presença em produções recentes, como a série Família Paraíso (2022) e o filme Jorge da Capadócia (2024), demonstrando sua permanência ativa no audiovisual mesmo após décadas de carreira.

A morte do artista gerou forte repercussão nas redes sociais, com homenagens de fãs, colegas e admiradores da dublagem e da televisão. Muitos destacaram sua voz marcante, o talento versátil e a capacidade de se reinventar ao longo do tempo.

Até o momento, não há informações confirmadas sobre velório e sepultamento. Silvio Matos deixa um legado importante para a dramaturgia brasileira e para a história da dublagem, sendo lembrado como um profissional dedicado, carismático e capaz de atravessar gerações com seu trabalho.


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