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Tenho 12 anos e não sonho pequeno

Tenho 12 anos e não sonho pequeno - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal
Tenho 12 anos e não sonho pequeno - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal
Lorena Julião Barboza

por Lorena Julião Barboza

Publicado em 15/02/2026, às 09h50


Tenho 12 anos. Faço aniversário dia 15 de outubro.

E antes que alguém diga que é cedo demais para saber o que eu quero, eu já aviso: eu sei.
Sou engraçada e doce ao mesmo tempo. Extremamente vaidosa - e não tenho vergonha disso. Gosto de me sentir bonita porque isso me lembra que eu tenho valor. Sou leal, intensa e cheia de memórias felizes que carrego como pequenos tesouros.

Sou uma mistura de cidade e campo.

Meu sotaque entrega: um paulista com um toque caipira. E eu gosto que seja assim. Porque eu também sou assim — metade brilho de cidade grande, metade poeira de estrada de terra.

Amo animais. Especialmente cachorros e cavalos. Andar a cavalo me dá uma sensação difícil de explicar: é liberdade, é força, é silêncio e vento ao mesmo tempo. Eu também amo desenhar, pintar, passar tempo com minha família. São nesses momentos simples que eu lembro quem eu sou de verdade. Eu quero ser famosa um dia. Quero ser reconhecida pelo que faço. Quero brilhar. E eu luto por isso, mesmo sendo nova. Talvez algumas pessoas achem exagero. Talvez digam que é cedo demais.

Mas desde quando existe idade certa para acreditar em si mesma?

Nós não fomos feitos para caber em espaços pequenos.

Não fomos feitos para diminuir nossos sonhos para que eles pareçam mais aceitáveis.

Fomos feitos para brilhar.

Para tentar.

Para errar e tentar de novo.

Para fazer a diferença e fazer o bem.

Tenho 12 anos.

E isso não é pouco.

É só o começo.


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