
Lele Abdala Publicado em 28/07/2025, às 08h00
Há uma epidemia silenciosa no mundo: o cansaço que não passa.
Você pode dormir oito horas, pode viajar, pode até fazer ioga no fim de semana. Porém, segunda-feira de manhã, ele está lá: pesado, viscoso, grudado em você como um lembrete de que algo está profundamente errado.
E se eu te dissesse que esse cansaço não é um problema… mas um protesto?
Sim, um protesto da sua própria alma contra a vida que você está levando.
Vivemos em uma sociedade que romantiza o exausto. É bonito dizer que você está “sem tempo”, que está “correndo atrás”, que está “lutando pelo futuro”.
Porém, quando você se olha no espelho, percebe: o que você chama de esforço é, na verdade, desistência de si mesmo.
Você acorda para pagar contas, agradar pessoas, manter um status que nem gosta… mas quem está acordando por você?
Carl Jung nos provoca: “A sua visão só se tornará clara quando olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.”
A pergunta é: você está sonhando ou já acordou para a vida que vive?
Muitos dos meus pacientes chegam dizendo: “estou cansado”. Mas, depois de algumas sessões, percebem que não é cansaço: é uma recusa da alma em continuar vivendo uma mentira.
O corpo dói porque a alma está gritando.
E o seu silêncio custa caro! Sempre custa!!!
Osho dizia: “O maior ato de coragem é abandonar o confortável e escolher o verdadeiro.”
Porém, quem tem coragem de largar uma vida “correta” para viver uma vida real?
A sua alma está usando o corpo como megafone.
E você chama de “cansaço”.
Eu chamo de rebeldia divina.
Aqui vai uma ferramenta espiritual simples:
Pare agora, feche os olhos e pergunte:
“Se eu não estivesse tentando agradar ninguém, o que eu faria com meu tempo?”
Não censure a resposta.
É aí que está a sua verdade.
Gary Douglas, criador do Access Consciousness, nos lembra:
“A energia segue a escolha.”
Que escolhas você tem feito? Elas te alimentam ou te drenam?
Afirmação de Louise Hay
“Eu me liberto da obrigação de viver a vida dos outros.
Minha alma tem permissão para me guiar.”
A pergunta que pode mudar tudo é: E se você não estivesse cansado? E se apenas estivesse vivendo errado?
Isso pode te assustar.
Mas é aí que começa a liberdade.
💬 Agora é com você:
O que, dentro de você, está pedindo para ser abandonado hoje?
Escreva. Sinta. Mude.
Porque, talvez, o seu cansaço não seja fraqueza.
Seja coragem disfarçada.
Nos vemos na próxima segunda-feira.
Com amor e verdade,
Lele Abdala
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