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Rachel Sheherazade

"Combate ao terrorismo" poderá ser pretexto para EUA invadirem o Brasil

Imagem: Reprodução
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Rachel Sheherazade Publicado em 10/03/2026, às 22h48


Os Estados Unidos podem estar mirando o Brasil em meio à crescente rivalidade com a China, que se destaca como uma potência econômica global, enquanto os EUA enfrentam um declínio moral e econômico.

O Brasil, como maior parceiro comercial da China e detentor de vastos recursos naturais, incluindo reservas de terras raras e água doce, se torna vulnerável a pressões econômicas e possíveis intervenções externas.

A justificativa para uma possível ação militar dos EUA contra o Brasil poderia ser o combate ao narcotráfico, com organizações criminosas sendo rotuladas como terroristas, enquanto figuras políticas locais, como os irmãos Bolsonaro, apoiam essa intervenção.

O próximo alvo dos Estados Unidos pode ser o Brasil.

E isso não é alarmismo.

Há uma guerra sendo travada nos bastidores entre EUA e China. 

Enquanto a potencia ocidental decai moral e economicamente, o país asiático ascende e ofusca os Estados Unidos.

A prosperidade explícita da China é, para o ressentido 
Donald Trump, o espelho invertido que revela a decadência americana.

A China se tornou um dos fenômenos econômicos mais impressionantes da história moderna. 

Em cerca de 40 anos, passou de um país pobre para uma potencia economica.

Com forte planejamento estatal e estabilidade política garantidos pelo Partido Comunista, a China investiu fortemente em tecnologia, educação, infraestrutura, energia e abriu sua economia para investimentos estrangeiros.

O país asiático utilizou elementos do capitalismo sem abrir mão do socialismo e se agigantou diante do resto do mundo.

Mas, como é uma potencia bélica, além de industrial e econômica, a China não pode simplesmente ser invadida pelos EUA.

Ela também possui armamentos nucleares, e um ataque contra o territorio chinês seria respondido imediatamente com bombas atômicas sobre os Estados Unidos.

Trump é louco, mas não tanto!

Como não podem enfrentar o seu maior rival cara a cara, os EUA hostilizam a China indiretamente, atacando países que fazem comercio estratégico com Beijing: uma tentativa de estrangular o gigante asiático.

Venezuela e Irã foram atacados exatamente por causa do petróleo com o qual abastecem a China.

E o Brasil?

Além de aliados no BRICS, nós somos o maior parceiro comercial da China.

Além de petróleo, exportamos soja, minério de ferro e carne bovina.

Temos a segunda maior reserva de terras raras - 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de eletrônicos, a produção de turbinas de energia e tecnologia militar.

Além das riquezas minerais e naturais, o Brasil possui uma das maiores reservas de água doce do planeta.

E apesar de tão rico e relevante , nosso país é extremamente indefeso por que não possui armas nucleares para auto proteção.

Por isso, somos vulneráveis a chantagens econômicas, embargos, supertaxação, interferências políticas, e, é claro, vulneráveis, também, a invasões.

Mas, como os Estados Unidos justificariam um ataque ao nosso país?

 Não somos uma ditadura. Não somos uma teocracia. Não temos armas de destruição em massa…

O pretexto para atacar nosso país e pilhar nossas riquezas será o “combate ao narcotráfico”.

Para isso, basta qualificar as organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho como “organizações terroristas”.

Pronto. Com a desculpa de combater o terrorismo, os Estados Unidos poderão, enfim, invadir o território soberano do Brasil.

O paradoxo é que um presidente que não consegue acabar com as próprias cracolandias está disposto a resolver o problema do tráfico no país vizinho.

No Brasil dos entreguistas, Trump já conta com a ajuda de párias lesa-patrias, como os irmãos Bolsonaro, que, há muito, pedem uma intervenção americana em nosso país


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