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Esportes

Nos braços de Sampaoli

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Nos braços de Sampaoli

Jorge Sampaoli chegou para fechar com o Santos e dizem por aí que ele já anda buscando por um bom estúdio de tatuagem na agradável cidade do litoral paulista. Quem observa as fotos do técnico argentino quando ainda comandava a seleção do Chile, durante a Copa de 2014 e sem nenhuma tatuagem, por exemplo, logo percebe que num curto período de tempo o treinador cobriu os braços com desenhos. E muitos garantem que a influência para essa transformação foi Arturo Vidal e todas suas tatuagens.

Samapoli já possuía algumas, todas discretas, mas de alguns anos pra cá ele decidiu prestar homenagem a bandas icônicas do rock argentino. O braço direito é um espaço reservado a um dos maiores grupos do gênero no país vizinho: Patricio Rey (PR) y sus Redonditos de Ricota, ou Los Redondos , formada por Indio Solari a mediados da década de 80 e de fácil referência nos estádios por lá.

É justamente o desenho vinculado ao segundo – e talvez principal – disco da banda, Oktubre (1986), com um homem de braço erguido segurando uma corrente, o tema preferido das torcidas argentinas na hora de pintar as bandeiras que surgem amarradas nos alambrados. E também foi este o desenho escolhido por Sampaoli para o antebraço direito, acompanhado ainda pelo nome do referido disco em vermelho.

A banda tem uma legião de fãs, do tipo torcedores mesmo. Tamanha era a convocatória nos shows que um deles, em Olavarría no ano de 1997, foi proibido de acontecer pelo prefeito da cidade localizada na província de Buenos Aires. Ele alegou que o município não tinha capacidade para receber o público dos Redondos, além dos antecedentes violentos vinculados às apresentações do grupo em outras cidades do interior. Sempre que tocava, a banda precisava encontrar um lugar fora dos limites da capital Buenos Aires, onde também era mal vista. A escolha era por cidades mais afastadas, e que acabavam convulsionadas pela chegada dos fãs do rock estilo transgressor promovido pelos Redondos.

Los Redondos também se dizem detentores do recorde do POGO MAS GRANDE DEL MUNDO. Pogo é como eles chamam a roda de bate cabeça por lá. É um ritual quase religioso, assim que toca a música Ji Ji Ji, faixa 7 do disco Oktubre, a imensa ronda se abre e o público vai ao delírio chocando corpos uns contra os outros.

Já o braço esquerdo, além do PR vermelho em referência a Patrício Rey, foi reservado espaço para outra banda tradicional no cenário local: Callejeros. E da música Creo vem outra referência marcada na pele do treinador santista: “Creo que educar es combatir, y el silencio no es mi idioma.”

Porém, assim como Los Redondos, os Callejeros também já não existem mais. O grupo se desfez pouco tempos depois de uma tragédia que abalou a Argentina no final de ano de 2004, quando um incêndio provocado pelo uso de sinalizadores matou 194 jovens que foram à casa de shows Cromañón para ver uma apresentação do grupo (essa história já foi assunto no blog aqui). Seus integrantes foram considerados culpados e presos.

Entre tantos rabiscos e desenhos, um precisou ser coberto. O técnico levava uma frase de Che Guevara tatuada no braço esquerdo, mas ela tinha um erro ortográfico em espanhol: “No se vive celebrando victorias, si no superando derrotas.” Este si no deveria ter sido escrito todo junto: sino. Então Sampaoli cobriu o erro com uma grande tatuagem da banda Don Osvaldo, formada pelo ex-vocalista dos CallejerosPato Fontanet, amigo pessoal de Sampaoli.

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Javier Ortiz@Bujacocesto

Apoteósico: a Jorge Sampaoli, entrenador del Sevilla, le hicieron un tatuaje con gambazo. Es “sino”, no “si no”

Enfim, a questão é que o Santos trouxe uma ótima opção para o comando do time. Sampaoli pode até ter deixado uma má impressão na Copa do Mundo dirigindo a Argentina, mas sem dúvida é um técnico de bons trabalhos realizados e representa uma novidade no mercado nacional de treinadores tão viciado nos mesmos nomes de sempre. Desembarca também trazendo essa vontade de se provar, talvez em busca de recuperar o espaço perdido depois do mundial da Rússia, animado para uma recolocação no mercado.

Numa escala pouco simplista, podemos imaginar a escola de treinadores argentinos em uma linha com dois extremos bem marcados: Bilardo em uma ponta e Menotti na outra. Essa linha segue uma escala degrade para os dois lados e com todos os outros treinadores inseridos nela, cada um mais próximo da ideologia com a qual se identifica. E ao longo dela, alguns treinadores conseguiram fincar marcos importantes graças à evolução própria e trabalho, como é o caso de Marcelo Bielsa. E é ali, bem próximo aos treinadores ditos dessa escola bielsista, que está Sampaoli.

Bom, ali ou em algum estúdio de tatuagem de Santos.

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