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Nevou ou não na cidade de São Paulo? Chegada de frente fria à capital reacende debate sobre registros de 1918

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Nevou ou não na cidade de São Paulo? Chegada de frente fria à capital reacende debate sobre registros de 1918

Geada forte ocorrida em 1918 na Avenida Paulista pode ter iniciado crença de que nevou na capital.

A frente fria histórica que deve atingir a cidade de São Paulo a partir desta quarta-feira (28) pode trazer temperaturas negativas, especialmente para os bairros mais distantes do Centro, mas não deve provocar neve na capital.

Relatos de uma forte geada ocorrida em 25 de junho de 1918 criaram a crença de que teria nevado na Avenida Paulista nesta data.

Mas meteorologistas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP) e do Climatempo afirmam que não há nenhum registro de neve na capital desde 1910, quando começaram as medições na cidade.

Segundo a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para esta semana, em todo o estado de São Paulo, existe um pequeno risco de neve fraca apenas na Serra da Mantiqueira nesta sexta-feira (30). O local com mais chance de registrar o fenômeno, cuja probabilidade é estimada em apenas 5%, é a Pedra da Mina, ponto mais alto do estado, localizado próximo à divisa com Minas Gerais.

Frio intenso na região da Avenida Paulista, na zona central de São Paulo, na manhã de 30 de junho de 2021 — Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
Frio intenso na região da Avenida Paulista, na zona central de São Paulo, na manhã de 30 de junho de 2021 — Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

O relato de que houve neve em junho de 1918, mais de 103 anos atrás, teria sido feito pelo meteorologista José Nunes Belford Mattos, considerado um dos pioneiros da área no país, em sua caderneta de observações. Apesar de difundirem que Mattos registrou neve em seu caderno, quando ele estava na estação meteorológica que ficava na Avenida Paulista, e que teria sido encoberta por uma neblina, a informação nunca foi confirmada.

Documentos da mesma data mostram que, durante todo o dia, não houve nuvens no céu, e elas seriam necessárias para a ocorrência de neve.

“As anotações meteorológicas feitas neste dia indicam que o que ocorreu na capital em 25 de junho de 1918 foi uma sublimação de nevoeiro, juntamente com geada, e não neve em si. Para termos neve, além do frio intenso, são necessárias nuvens de chuva, e nesse dia o tempo estava firme e o céu limpo”, explica a meteorologista Daniela Freitas, da Climatempo.

 

Naquele 25 de junho teria sido registrada a temperatura de -3ºC, mas não está registrada como a temperatura mais baixa porque as medições oficiais começaram depois .

A meteorologista Samantha Martins teve acesso a uma página da caderneta de observação da época. O documento indica que houve geada, mas que não havia nenhuma nuvem no céu naquele dia.

Caderneta com dados meteorológicos do dia 25 de junho de 1918 na cidade de São Paulo — Foto: Reprodução/Meteorópole/EM-IAG-USP
Caderneta com dados meteorológicos do dia 25 de junho de 1918 na cidade de São Paulo — Foto: Reprodução/Meteorópole/EM-IAG-USP

O professor de meteorologia Carlos Augusto Morales Rodriguez, do IAG USP, explica que, na capital, nunca houve uma combinação de temperaturas negativas e chuvas, condições que poderiam provocar neve.

“Para nevar é necessário que as temperaturas estejam abaixo de 0°C na superfície e tenhamos nuvens estratiformes características de frente fria. Ocorre que em SP nunca foi observado temperatura abaixo de 0°C quando chove, em parte por que estamos nos trópicos, perto do mar, e as massas de ar perdem força à medida que sobem”, afirma Rodriguez.

Apesar de não haver registro de neve na região metropolitana da capital, o fenômeno já foi observado em outras partes do estado de São Paulo.

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G1

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