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Economia

Ministra defende que sanções não incidam sobre fertilizantes

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Ministra defende que sanções não incidam sobre fertilizantes

Tereza Cristina aponta riscos à segurança alimentar mundial

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, propôs, hoje (16), ao participar de um evento virtual, que as recentes sanções comerciais e econômicas que as principais economias ocidentais impuseram à Rússia e a Bielorrússia não se apliquem às negociações de fertilizantes.Ministra defende que sanções não incidam sobre fertilizantesMinistra defende que sanções não incidam sobre fertilizantes

“Creio que deveríamos excluir os fertilizantes dos regimes de sanções, a exemplo do que ocorre com os alimentos”, propôs a ministra aos demais participantes da mesa redonda sobre insumos para sistemas agroalimentares sustentáveis – entre eles, ministros da Agricultura de outros países e dirigentes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Para a ministra, as restrições à compra e venda de fertilizantes provenientes da Rússia e da Bielorrússia como forma de pressionar politicamente os dois países desestabilizará a oferta dos insumos agrícolas, já que as duas nações são importantes fornecedores mundiais. Segundo Tereza , a consequência disso será uma menor oferta global dos produtos, o que encarecerá seus preços, afetando a produção mundial de alimentos, reforçando a tendência inflacionária e ameaçando a segurança alimentar.

“ Devido ao fornecimento altamente concentrado em poucos países, o mercado mundial de fertilizantes é muito sensível a choques de oferta. E o potencial de desestruturação do comércio destes produtos com a atual crise global é significativo”, acrescentou a ministra, lembrando que a disponibilidade dos insumos impacta os preços das principais commodities agrícolas.

Para Tereza, além de defender que as sanções econômicas não incidam sobre a negociação de fertilizantes, os países deveriam atuar conjuntamente para ampliar o intercâmbio de informações sobre os mercados agrícolas globais e intensificar a pesquisa científica em busca de inovações tecnológicas que permitam fortalecer a eficiência e a sustentabilidade da agropecuária.

“ Temos que encontrar meios de evitar que medidas destinadas a punir comportamentos específicos, aplicadas por um grupo de países, acabem por afetar as cadeias alimentares mundiais. Não podemos, sob o pretexto de solucionar um problema, criar um outro ainda maior, agravando a situação da fome que, segundo a FAO, já afeta a mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo”, acrescentou a ministra após mencionar que a pandemia da covid-19 já tinha posto à prova a capacidade do sistema alimentar global, que ainda enfrenta um “ cenário de cadeias logísticas desestruturadas, níveis elevados de desemprego, muitas incertezas sobre o futuro” e uma consequente onda inflacionária “que atinge a um número crescente de países”.

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Agencia Brasil

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