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Esportes

Messi, o deserto e sua gente

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Messi, o deserto e sua gente

Pegamos 10 depoimentos de argentinos envolvidos pela magia de ver o ídolo argentino de perto na pequena San Juan. Título da Copa América é um marco na relação nem sempre tão amistosa

São mais de 15 anos – com 157 jogos, 80 gols (por sete vezes marcou três no mesmo jogo, além de outras oito oportunidades com dois gols na mesma partida) e 47 assistências – pela seleção argentina. Messi superou Batistuta como maior artilheiro de sua seleção em 2017 e hoje é detentor de recordes pela seleção.

Mas sofreu por anos até a conquista da Copa América. Ajoelhou-se e chorou no gramado do Maracanã e tudo mudou.

Em San Juan, província produtora de vinho, que disputa mercado e preferência turística com a vizinha Mendonza, talvez fosse mais apropriado dizer que saiu da água para o vinho.

Argentina x Brasil: clássico começa às 20h30, com transmissão da TV Globo, do SporTV e do ge, que faz a cobertura também em tempo real a partir de 19h, com relatos, fotos, vídeos e todo o clima do jogão

Mural em Buenos Aires que une Maradona e Messi, dois símbolos de seus tempos - Tomas Cuesta/Getty Images
Mural em Buenos Aires que une Maradona e Messi, dois símbolos de seus tempos – Tomas Cuesta/Getty Images

Na terra de Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol da Argentina, a cidadezinha encravada ao lado da Cordilheira dos Andes, com ares, poeira e ventaria de deserto, parou para ver a chegada de Messi. A idolatria pelo camisa 10 – um ano após a morte do maior de todos, Diego Maradona – hoje tem tímidas ressalvas. Apesar da eterna saudade de Diego.

ge ouviu 10 argentinos nos últimos dois dias sobre o seu camisa 10. As reações são de idolatria – mesmo que tardia – até a defesa incondicional. Mesmo os mais saudosos pelo jeitão do “Maradona de la gente” não deixa de reconhecer o óbvio:

– A verdade é que temos que desfrutar, aproveitar, enquanto temos Messi. Não vai haver outro – conta um vendedor ambulante, com inúmeros produtos do camisa 10. Para crianças e para adultos. Arrependidos ou não.

Garotinho quer camisa de Messi: ídolo absoluto das crianças - Raphael Zarko
Garotinho quer camisa de Messi: ídolo absoluto das crianças – Raphael Zarko
Messi mobilizou pequena cidade de pouco mais de 100 mil habitantes - Raphael Zarko
Messi mobilizou pequena cidade de pouco mais de 100 mil habitantes – Raphael Zarko

A TI, MESSI

Gerardo Fernandez – 52 anos, comerciante de roupas, de Ledesma, província de Jujuy

“Olha, eu nunca fui na onda das críticas de Messi. Sempre o amei, ele me deu muitas alegrias. Não sou alheio às críticas que ele recebeu, mas não concordo. Eu sou do interior, nós queremos esse tipo de gente que nos dá essa alegria. Como nos deu Maradona em 1986, Passarela em 1978. Messi, para nós, é único. Ele é argentino, graças a Deus ele é argentino. Muita gente só quer saber do momento e se hoje não saem as coisas, já o criticam. Não interessa o que ele fez, o que ele faz o tempo todo. O positivo está sempre por cima do pequeno negativo.

Hoje é mais humilde, está mais perto do povo. É um homem de carne e osso que ama o seu país. Ele não é inalcançável. Hoje o sentimos muito mais local, muito mais nosso, mais cidadão, mais amigo, mais perto do povo. Por isso eu o amo tanto.

O título da Copa América foi bom não só para ele, mas para todos npos. Maradona foi campeão porque tinha Burruchaga, Valdano, que faziam os gols. Messi não pôde ser campeão do mundo porque Higuaín errou.”

Gerardo e Agustín com o ingresso na mão: "Meu filho vai ver o Messi". Eles viajaram 1.300 km para comprar ingresoss para a partida - Raphael Zarko

Gerardo e Agustín com o ingresso na mão: “Meu filho vai ver o Messi”. Eles viajaram 1.300 km para comprar ingresoss para a partida – Raphael Zarko

Maurício Vildoso – 33 anos, comerciante, trabalhou de segurança em jogo de Messi em San Juan

“Antes havia muita gente que não gostava dele, que o discriminava muito porque pela seleção não tinha ganhado nada. Mas ganhamos a Copa America e mudou 100%. Quem não o amava agora o ama mais do que nunca. Não sou fanático por ele, sou fanático pelo Gallardo, técnico do meu River, mas gosto muito de futebol, gosto muito dele como jogador, como pessoa.

Tive a sorte de conhecê-lo da última vez que veio a jogar aqui em San Juan. Encontrei depois da partida e ele foi muito humilde com toda “la gente”. Sempre soube que ele era um grande jogador, sou encantado pelo seu futebol.”

Maurício é torcedor do River e conheceu Messi em amistoso de San Juan - Raphael Zarko
Maurício é torcedor do River e conheceu Messi em amistoso de San Juan – Raphael Zarko

“Ficamos meia hora, 20 minutos, juntos, foi num amistoso aqui em 2019 contra Nicaraguá. Tirei fotos, conversamos, graças a Deus pude conhecê-lo. Eu trabalhava numa empresa de segurança e tomei conta do vestiário da Argentina.

Foi rápido, porque, você sabe, é o Messi né. Messi sozinho é impossível. Devia ter uns 20 seguranças da AFA. Só lembro que eu o felicitei… mas você ter o melhor do mundo na sua frente te faltam palavras.

Ele sofria muito por não ter título com a Argentina. Veja tudo o que passou quando ele ganhou o título contra o Brasil no Rio de Janeiro. Viu como ele se ajoelhou e tudo? Eu estava em casa e fiquei igual. Quando vi senti muita alegria por tudo que passamos, pela situação da pandemia também, por muita gente que perdemos. A seleção foi nossa alegria”

José Eduardo Arrey – 32 anos, que levou o filho Nehemias Gael

“É um orgulho muito grande poder levar meu filho para ver o Messi pela primeira vez. Ele é aficcionado pelo nosso camisa 10. Na verdade, todos os argentinos que gostam de futebol são. O nome dele (Nehemias) parece o do Neymar, mas ele gosta mesmo é do Messi. Olha a camisa (escrito Messi nas costas). É o jogador que ele mais ama no mundo. Agora, queremos que ele ganhe a Copa do Mundo. Toda criança quer ser como ele”.

O pequeno Nehemias com o pai José Eduardo, ao lado do estádio - Felipe Ruiz
O pequeno Nehemias com o pai José Eduardo, ao lado do estádio – Felipe Ruiz

Venegas Walter – 75 anos, aposentado

” Claro que Messi é um bom jogador, ainda mais tendo ao lado dele quem o acompanhe. No barcelona sempre foi um craque, porque tinha uma boa equipe. Mas eu sou velho. Sou de 1947, tenho 75 anos e, bom, já vi grandes equipes, grandes jogadores ao longo da minha vida.

Acho que Messi se aproximou mais do povo sim, mas muito pouco. Não jogou nunca aqui no nosso país. Eu sou torcedor do Boca e claro que gostaria de ter Messi. Mas tivemos maradona, esse eu vi de perto, no campo.

Quando estava no Barcelona, ele teve grandes jogadores ao lado, muitos brasileiros, como Neymar, Daniel Alves, por isso ele brilhava. Diferente de Maradona, que dependia apenas dele. Ele jogava para a equiope, fazia jogar os companheiros. Não esperava que alguém o ajudasse, por isso há muita diferença entre eles.

Mas me senti muito bem de vê-lo campeão da Copa América. Ele jogou bem e, sim, me emocionei, claro. Porque a Argentina não ganhava nada há muito tempo. Hoje, vivo sozinho, fui casado desde os 30 anos até os 50 anos. Tem dois anos que fiquei viúvo, meus filhos vivem cada um em sua casa e hoje vivo na casa que era dos meus pais. É lá que vou assistir a Messi e a Argentina hoje de novo. Como era quando eu era um menino.”

Walter na Praça de Maio, no centro de San Juan: saudoso de Maradona, mas admirador de Messi - Raphael Zarko
Walter na Praça de Maio, no centro de San Juan: saudoso de Maradona, mas admirador de Messi – Raphael Zarko

Jorge Perez – 53 anos, taxista

“Nos últimos anos a gente o percebe mais com o povo mesmo. Como dizem, menos egoísta. Mas o argentino, como dizemos aqui, se larga e se mata sozinho. Temos o melhor do mundo e não sabemos aproveitar. Sou torcedor do Boca, mas vejo tudo, vejo todos jogos. Champions, Uefa, tudo… Eu o vi em Buenos Aires e aqui, em San Juan, contra Venezuela.

Ele é um monstro, não posso falar, sou suspeito. É o maior de todos. A Copa América ajudou nessa relação, mas o jornalismo acaba levando a isso. Se o jornalismo quer levantar alguém, levanta. Se erra uma, te matam. Vê-lo campeão da Copa América foi emocionante, foi o máximo. Foi como ver Maradona. São os melhores. Ele, Maradona e Pelé.”

Jorge Perez é taxista e coloca Messi no mesmo patamar de Maradona e Pelé - Raphael Zarko
Jorge Perez é taxista e coloca Messi no mesmo patamar de Maradona e Pelé – Raphael Zarko

Daniel Zamora – 26 anos, vendedor ambulante

“Messi mudou tudo aqui em San Juan. Onde vai Messi muda tudo, gera trabalho, a gente se diverte. Existe um fanatismo, que também provoca problema, porque as pessoas querem vê-lo e não dá para ir todo mundo. Eu sou sanjuanino desde criança. A humildade que Messi tem ninguém mais tem.

Eu o acompanho há muito tempo, ele é um professor, é o melhor. Ninguém se compara a ele. É diferente de Maradona, não se compara. Um joga de uma maneira, ele de outra. São coisas diferentes.

A Copa América à parte, as pessoas que o criticam não sabem de futebol. Ele é um ser humano, não joga sozinho, tem uma equipe. A verdade é que temos que desfrutar, aproveitar, enquanto temos Messi. Não vamos ver mais. Não vai haver outro. Aonde vai surgir um canhotinho com essa habilidade, com essa coisa toda assim? Temos que aproveitar. Os que o criticam que não o critiquem mais.”

Daniel Zamora levou série de produtos de Messi para a porta do autódromo - Raphael Zarko
Daniel Zamora levou série de produtos de Messi para a porta do autódromo – Raphael Zarko

Mariela Vargas – 54 anos, vendedora de empanadas

“Eu sou moradora de Albardón (cidade onde fica o autódromo, sede da venda de ingressos). Ele é um bom jogador, uma boa pessoa. A verdade é que eu o amo muito, nós todos o amamos muito, muito, muito. É verdade que agora está jogando melhor, está botando mais vontade em campo quando joga pela Argentina. Mas fiquei muito feliz de vê-lo campeão com a Argentina. Acho que precisávamos disso. Não costumo ver tanto futebol, mas minha filha ama. Nós vimos aquela final todos juntos. Deixei de trabalhar aquele dia. Parecia que tinha certeza que íamos vencer no Brasil. E assim foi.”

Mariela levou empanadas de frango e de carne para vender na fila da compra de ingressos - Raphael Zarko
Mariela levou empanadas de frango e de carne para vender na fila da compra de ingressos – Raphael Zarko

Santiago Chaves – 20 anos, trabalhou na reforma do campo de San Juan

“Eu creio que a maioria das pessoas sempre lhe deu muito carinho. Mas após o título da Copa América ele tirou um peso, hoje joga mais leve com a nossa camisa. Para mim sempre foi claro que ele joga com vontade, pois escolheu defender nosso país. Ele vive na Europa, em Barcelona, desde os 13 anos, poderia não jogar com a gente. Então sempre o defenderei, não importa o que aconteça.”

 Santiago Chaves, de 20 anos, trabalhou nas obras no estádio de San Juan - Felipe Ruiz
Santiago Chaves, de 20 anos, trabalhou nas obras no estádio de San Juan – Felipe Ruiz

Facundo Vera – 29 anos, trabalhou na reforma do estádio de San Juan

“Na minha opinião, Messi sempre foi visto da mesma forma, como um jogador de nível mundial. Mas hoje ele tem o resultado, um título muito pesado com essa camisa. Eu, como todo argentino que gosta de futebol, sempre o admirei. É uma honra arrumar tudo aqui para ele vir jogar com a seleção da Argentina”

Para Facundo, o título fez toda a diferença para a percepção de Messi na Argentina - Felipe Ruiz
Para Facundo, o título fez toda a diferença para a percepção de Messi na Argentina – Felipe Ruiz

Eduardo Arce – 30 anos, trabalhou na reforma dos vestiários do estádio de San Juan

“Para mim, não há dúvida, o Messi é o cara que todo argentino quer ser hoje. O melhor jogador que temos no momento. Mas como Maradona, nunca será. Eu visto essa camisa do Neymar, porque futebol é futebol. Tem a rivalidade com o Brasil, mas sei apreciar o bom futebol. Messi é um ídolo nosso.”

Fã de Messi e de Neymar - Felipe Ruiz
Fã de Messi e de Neymar – Felipe Ruiz
Camisa de Neymar - Felipe Ruiz
Camisa de Neymar – Felipe Ruiz

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