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Marcus Vinicius de Freitas

Marcus Vinicius de Freitas: Os incêndios e a questão climática

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Marcus Vinicius de Freitas: Os incêndios e a questão climática

Os incêndios e a questão climática

Marcus Vinícius De Freitas

Os incêndios florestais ocorridos em várias partes do mundo acenderam, uma vez mais, a luz vermelha na questão ambiental. Afinal, há anos que se vem falando sobre a mudança climática, anteriormente referida como aquecimento global, porém sem muito êxito no convencimento dos governos quanto à sua fatalidade ou não. O fato é que do ponto-de-vista retórico políticos gostam de discutir sobre assuntos cujas medidas adotadas jamais serão, efetivamente, por eles vistas. É muito mais fácil deliberar sobre problemas do futuro, quando não mais estaremos por aqui, do que resolver os atuais. Estes, que são muitos, geralmente são colocados em segundo plano quando se discutem as grandes questões da humanidade.

O Painel Intergovernamental sobre o Clima (IPCC) da Organização das Nações Unidas, publicou recentemente um de seus relatórios mais contundentes sobre a questão do aquecimento, afirmando que a alta da temperatura atual global deverá ser de 1.5 graus Celsius, no período entre 2030 e 2040, antecipando em, pelo menos, uma década, a projeção anterior. Os cientistas do IPCC afirmam que para limitar as consequências desastrosas da mudança climática, o objetivo deveria ser acelerar, ao máximo possível, o processo de descarbonização no curto prazo.  Este alerta vermelho levantado pelas Nações Unidas vem sempre acompanhado das previsões catastróficas e da hecatombe global que levará ao fim da humanidade. Na realidade, refletem um pouco da expectativa das religiões monoteístas que vêm a necessidade de um processo de destruição e renovação do planeta para se atingir um plano espiritual superior. O fato é que mudanças climáticas têm ocorrido ao longo da saga da humanidade, que, sabiamente, soube adaptar-se à mudança dos tempos.  

Já há muito que se tenta criar esta narrativa do fim próximo da humanidade. Da teoria malthusiana, que previa que o crescimento populacional superaria a oferta de alimentos, levando a humanidade à fome e miséria, aos efeitos implacáveis do buraco na camada de ozônio e do resfriamento global da década de 1970, o fato é que já deveríamos estar acostumados a essas teorias fatalistas. Não estou negando aqui a questão da mudança climática, mas apenas reafirmando que o abuso das ilações, na realidade, prejudica o enfrentamento sério e maduro desta questão fundamental.

É realidade que há vários incêndios ocorrendo pelo mundo, resultantes de uma onda de calor e seca, que tem contribuído intensamente neste sentido. No presente momento, observamos incêndios na Grécia, na costa sul da Turquia, no sul da Itália (Sicília e Sardenha), na Rússia (Sibéria), nos Estados Unidos (norte da Califórnia), e no Canadá (Colúmbia Britânica) – onde mais de 5.800 quilômetros de florestas foram queimados dentre outros muitos focos que têm surgido. No início do ano de 2021, a situação foi particularmente complicada no Brasil, onde, aliado aos incêndios naturais, também houve atuação humana nas queimadas com o propósito de ampliar áreas para agropecuária. O Brasil foi severamente criticado na ocasião, por motivos óbvios. No entanto, ao invés de senhorear-se da situação e liderar a discussão sobre a temática, por meio da organização de uma conferência internacional sobre o tema, por exemplo, o governo optou por atacar os mensageiros sem contestar a mensagem. Como resultado disso, o Brasil, que já vinha diminuindo sua relevância global em razão da corrupção dos governos petistas, tornou-se alvo fácil em razão da sua pequenez diplomática sobre o assunto.

Sempre tive a convicção de que, em que pese a necessidade de estarmos alinhados à agenda internacional do meio ambiente – afinal, há uma quantidade de fundos de investimento que levam essaimportante questão em consideração – o Brasil deveria concentrar-se na melhoria da qualidade do tratamento de sua situação ambiental. Afinal, é imperdoável que um país que é uma das principais economias do mundo ainda não tenha saneamento básico para uma grande parcela de sua população. Ou que, ainda, não consiga despoluir dois rios que cortam arterialmente a cidade mais importante do País. Ou ainda que cestos e sacos de lixo estejam espalhados pelas cidades, criando enormes problemas de limpeza pública. Estes aspectos, os políticos – de esquerda e de direita – não gostam de tratar porque tem a ver com situações em que suas atuações poderiam, de fato, influenciar positivamente.

É preciso sempre recordar a importante lição que Leo Tolstoi ensinou: “Uma das primeiras condições para a felicidade é que o elo entre o homem (e a mulher) e a natureza não seja quebrado.” Preservar, mais do que falar, é essencial ao futuro do planeta. É essencial ao nosso elo com a felicidade.

Marcus Vinícius De Freitas, Advogado e Professor Visitante, Universidade de Relações Exteriores da China

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