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Marcus Vinicius de Freitas

Marcus Vinícius de Freitas: A viagem presidencial de Joe Biden

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Marcus Vinícius de Freitas: A viagem presidencial de Joe Biden

A viagem presidencial de Joe Biden

Marcus Vinícius De Freitas

Pouco antes de iniciar sua primeira viagem presidencialao Exterior, Joe Biden publicou artigo em que afirmava que seu objetivo era renovar o compromisso dos Estados Unidos com os aliados, além de demonstrar capacidade para enfrentar os desafios e deter as ameaças existentes, particularmente Rússia e China. Para tanto, Biden propôs duas questões fundamentais: “Podem as democracias se unir para entregar resultados reais para os povos num mundo em rápida transição? As alianças e instituições democráticas do século XX provarão sua capacidade contra os adversários e ameaças atuais?

A verdade é que os primeiros resultados parecem responder aos questionamentos de maneira negativa. A Cúpula do G7 logrou poucos resultados positivos. A reunião deveria cobrir três aspectos fundamentais: vacinas, crescimento econômico e mudança climática. Nas três áreas os resultados foram pífios. Os países do G7 prometeram fornecer mais 1 bilhão de doses de vacinas para os países em desenvolvimento. Só que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o mundo precisa de 11 bilhões de doses para controlar a pandemia da COVID-19. No tocante ao crescimento econômico, num momento em que o mundo precisa de um crescimento maior para reduzir os efeitos dos vários lockdowns implementados, os países optaram por criar uma tributação global de multinacionais. Estes impostosserão automaticamente repassados aos cidadãos. Criar impostos num momento de crise não constitui uma das soluções mais brilhantes para promover crescimento. E, no tocante à questão climática, as metas estabelecidas foram frustrantes, particularmente pelo fato de não se estabelecer um cronograma para eliminar o uso do carvão – uma das principais causas do aquecimento global para geração de energia elétrica.

Um ponto de convergência, no entanto, foi o confronto crítico a Beijing e a Moscou. De fato, o clima de tentativa de restauração da Guerra Fria permeou os encontros. E, sem dúvida, o Comunicado da Organização do Atlântico Norte (OTAN) revelou o clima de beligerância. No caso de China – mencionada dez vezes – foram renovadas as já tradicionais críticas relativas a direitos humanos e sua militarização. Quanto à Rússia – citada sessenta e uma vezes a crítica foi direcionada à sua atuação global como potência militar. Neste clima de Nova Guerra Fria, a China foi apresentada como um desafio sistêmico à ordem internacional. A grande preocupação de Washington é ver uma associação entre China, em ascensão, e Rússia, em declínio, formando um bloco para desafiar o Ocidente. Os europeus, que são os maiores interessados na questão, não veem com bons olhos uma Nova Guerra Fria, pelo fato de contarem com a China para um renovado crescimento econômico pós pandemia, e pela proximidade territorial com a Rússia, cuja potencialidade bélica supera qualquer capacidade militar existente no Velho Continente. Embora Biden tenha sido recebido com alívio por seus companheiros europeus, a realidade é que os interesses norte-americanos não mudaram muito desde os tempos de Donald Trump. Houve, é fato, uma mudança de estilo, porém o conteúdo segue igual. E isto complica a vida dos europeus, que não têm o mesmo dinamismo de recuperação econômica que os norte-americanos. Além disso, qualquer movimentação errônea por parte da Europa pode representar uma conta muito mais elevada e difícil de pagar.

Por fim, a tão aguardada reunião entre Biden e Vladimir Putin tentará melhorar a instabilidade das relações bilaterais. Pouco deverá ser alcançado no diálogo, no entanto. Ambos – Biden, que já chamou Putin de assassino, e Putin que retrucou chamando-o de senil – não parecem inclinados a abrir muitas áreas paranegociação. O mais importante deste encontro é que, pelo menos, seja logrado algum acordo para redução na produção de armas nucleares, assunto de relevante importância, particularmente considerando que em agosto o tema da não proliferação nuclear retornará à discussão na pauta global. As respostas às perguntas de Biden, no momento, parecem pouco promissoras, embora ele, por certo, afirmará que a viagem foi um sucesso. O cenário global está instável, num processo monumental de transição,  que oferece muitas preocupações às lideranças constituídas. No entanto, momentos assim também oferecem muitas oportunidades, particularmente àqueles que não estão diretamente relacionados aos conflitos existentes. Com estratégia e sabedoria, talvez o Brasil pudesse aproveitar melhor deste momento de incerteza global.

Marcus Vinícius De FreitasAdvogado e Professor Visitante, Universidade de Relações Exteriores da China

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