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Marcelo Emerson: Bolsonaro, Lula e a cartilha do político padrão

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Marcelo Emerson: Bolsonaro, Lula e a cartilha do político padrão

Bolsonaro, Lula e a cartilha do político padrão

Marcelo Emerson 


Minha visão sobre a maioria dos políticos profissionais não é muito amistosa. Creio que são apenas uma espécie de despachantes a serviço de grandes grupos de interesse
que preferem agir nos bastidores.

Essa prática da política partidária profissional nas democracias representativas acabou criando uma série de regras de etiqueta seguida por aqueles que se lançam nessa carreira.

São alguns traços característicos dessa categoria: o discurso anódino, repleto de platitudes; a vestimenta padronizada em indefectíveis camisas sociais ou ternos e gravatas alternando em tons de azul, cinza ou preto; o desenvolvimento da arte da mentira e da falsidade, especialmente com a capacidade de sorrir diante de câmeras e dar tapinhas nas costas prometendo algo que será descumprido logo depois. A ojeriza ao verdadeiro interesse público e a recusa a trabalhar de verdade em prol dos direitos do povo.

Curiosamente, a maioria dos eleitores das capitais e das grandes cidades brasileiras sempre viram todas essas características como virtudes do bom político.

Pegue Lula como exemplo: enquanto era um sindicalista barbudo, com excesso de peso e fala tosca, não passava de um espantalho, uma escada para os considerados “bons políticos”, como Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, pudessem subir rumo às vitórias eleitorais.

Tão logo o “establishment” acalentou a ideia de dar uma chance a Lula como seu despachante-mor, o antes “sapo barbudo” foi trocado pelo “Lulinha paz e amor”, envelopado em reluzentes ternos Armani.

Bolsonaro teima em resistir a tudo isso. Lembro de uma aula que fui ministrar na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Acho que foi em meados de 2017. Eu ainda não dava muita atenção ao fenômeno Bolsonaro, que já lotava aeroportos e saia carregado nos ombros em multidões que o encontravam por aí.

Um aluno me perguntou algo sobre o Estatuto do Desarmamento e eu respondi de maneira um tanto genérica e evasiva, com os clichês típicos que usamos no mundo jurídico, já que aquele não era o tema da aula.

O aluno, então, fez um discurso inflamado a favor da desburocratização para obtenção do porte de armas de fogo, e explicou que na região rural onde vivia havia a ação violenta de bandidos, que invadiam fazendas e tocavam o terror.

Ao final de sua fala, o aluno arrematou dizendo que Bolsonaro seria “o cara’ que traria segurança para o cidadão brasileiro, e que seu jeito espontâneo e verdadeiro, por vezes rude, é o que dava credibilidade de que o capitão não seria apenas mais um político falso que atuaria apenas em favor de apaniguados, contra o povo.

Bolsonaro rasga a cartilha das etiquetas do político profissional padrão e seus eleitores gostam disso.

Com dois anos de mandato e uma pandemia para enfrentar, Bolsonaro ainda vai render muitos estudos sobre seu governo. Muitos estudiosos ainda vão se debruçar sobre os anos Bolsonaro. Não sei o que vai sair de toda essa análise, mas uma coisa é certa: a maior parte dos eleitores brasileiros não acredita mais em políticos profissionais padronizados. Até o Lula já percebeu isso.

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