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Mais maduro, Calleri diz que decidiu sozinho por volta ao São Paulo: “Sonho com a Libertadores”

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Mais maduro, Calleri diz que decidiu sozinho por volta ao São Paulo: "Sonho com a Libertadores"

Em entrevista exclusiva, atacante fala sobre readaptação, trabalho de Ceni e garotos da base

Depois de cinco anos longe, Jonathan Calleri retornou ao São Paulo para dar continuidade à história que havia sido interrompida em 2016, ao fim de seu contrato de empréstimo com o clube do Morumbi.

Desde a despedida, um dos maiores desejos da torcida era o retorno do atacante que deixou saudades após marcar 16 gols em 31 partidas disputadas. O dia 30 de agosto de 2021 encerrou a longa espera, e Calleri afirma que a decisão em voltar foi exclusivamente dele.

– O Brasileirão não é tão visto como o Campeonato Espanhol ou a Premier League, mas acredito que o São Paulo está no nível de qualquer europeu. Aqui se pratica um futebol que as pessoas jogam bem, tratam de fazer gols, e os atacantes participam e fazem gols. O melhor para mim era voltar a um clube onde as pessoas me dão carinho, onde me sinto com confiança. Acho que em lugar nenhum me sinto com tanta confiança como no São Paulo, além de ter a possibilidade de marcar gols. A decisão (de voltar) foi toda minha, ao contrário de outras pessoas, e não me arrependo de nada. Para mim foi a melhor decisão – afirmou Calleri em entrevista exclusiva ao ge.

Não demorou muito para o atacante se readaptar ao futebol brasileiro e cair novamente nas graças do torcedor. Desde que começou a iniciar partidas pelo Tricolor, no clássico contra Santos, o argentino anotou três gols em quatro duelos pelo Brasileirão. Média de quase um por partida. Ao todo já são oito jogos.

Calleri comemora gol da vitória do São Paulo contra o Corinthians — Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Calleri comemora gol da vitória do São Paulo contra o Corinthians — Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Para Calleri, essa rápida ascensão tem muito a ver com a maturidade adquirida nos últimos anos longe do São Paulo. Em sua primeira passagem, ele ainda era um garoto de 23 anos. Hoje, aos 28, e com passagens por West Ham, da Inglaterra, e pelos espanhóis Las Palmas, Alavés, Espanyol e Osasuna, Calleri considera que muita coisa mudou.

– Hoje sou um jogador mais experiente, que pensa mais no que fazer e espero ajudar meus companheiros e a mim mesmo, principalmente, nos movimentos. O gol no clássico era um gol que o Calleri de 2016 não faria. Por quê? Porque minha cabeça mudou. Eu sabia que o Reinaldo ia fazer o cruzamento ali, então tratei de parar um pouco para “segurar” o Gil e correr para a primeira trave. Antes, era um garoto que ia mais por impulso, que ia mais sem brigar tanto. Creio que o jogador vai adquirindo experiência com o passar dos anos. Hoje sou um jogador muito mais experiente do que cinco anos atrás – comentou.

Esse Calleri mais maduro pode ser fundamental para que ele alcance o principal objetivo nesse retorno ao Tricolor: a conquista da Libertadores. Para isso, a equipe busca a classificação para o torneio através do Brasileirão. Neste momento, o São Paulo ocupa a 12ª colocação, com 34 pontos ganhos.

Na entrevista exclusiva, Calleri fala dessa briga no torneio por pontos corridos e ainda comenta como tem se surpreendido com Rogério Ceni e os garotos revelados em Cotia.

Leia a entrevista na íntegra:

 

Depois de cinco anos você voltou ao São Paulo, e pareceu que esse retorno seria até antes. Você ficou próximo de retornar em alguma ocasião antes desse ano?
– Muitas vezes, realmente, as coisas não são como dizem. É verdade que teve um contato em um primeiro momento, mas somente uma pergunta se eu queria voltar. Claro que sempre estive atento ao São Paulo, nunca esqueci daqui, sempre tive as portas abertas para voltar, mas não foi mais do que isso. Minha ideia era ficar na Europa, porque não havia tido um contato realmente com o São Paulo, só uma pergunta, então eu segui minha vida igual. Pensei que ia continuar na Europa, mas no final de agosto voltaram as perguntas, sobre se eu queria voltar. Foi acelerando o tema pelo período de tempo que havia e também porque creio que eu e o clube estávamos de acordo com muitas coisas e que o melhor era voltar a jogar pelo clube. Fechamos muito rápido, da melhor maneira. Foi a melhor decisão para mim, porque, como disse, é um clube em que me sinto cômodo e com confiança. Creio que em todos esses anos nunca teve uma proposta formal de clube para voltar ao São Paulo. E creio que dessa vez pude retornar e isso é o mais importante. Estar aqui.

Foi a primeira proposta real para você voltar ao São Paulo?
– Contato sempre teve. Falamos muitas vezes, mas falar não significa proposta formal, não significa assinar contrato, não significa de ter a possibilidade real de voltar. Quando se vai à Europa, você vive uma realidade que o melhor para um é jogar no mais alto possível. Eu imaginei que poderia conseguir, mas naquele momento não ocorreu. Acredito que a melhor coisa era voltar ao São Paulo. Realmente sempre teve o contato, mas nunca teve algo formal como para “aceito ou não aceito”. Essa foi, creio eu, a primeira vez que avançou, de falar de contrato, de anos. A melhor coisa era voltar ao clube. Fazer o melhor para mim, que é o principal, estar feliz, que é o que mais quero, e depois ajudar o clube. Hoje estou em uma situação que comecei bem, essa lesão pode me parar um pouco, mas já coloquei na cabeça que quero me tratar bem para chegar da melhor maneira contra o Inter, no mínimo, e seguir ajudando e tratando de fazer gols.

Você tem alguma explicação da diferença para você se adaptar bem, fazer três gols em quatro jogos? E a relação com o São Paulo? Por que dá tão certo?
– A verdade é que eu não sei. É verdade que quando vim coloquei uma ideia na cabeça, que era repetir minha primeira passagem aqui. Queria fazer meu melhor e depois fazer muitos gols para ajudar a equipe e a mim. Eu precisava do carinho dos torcedores, que sempre me deram tudo. Estando bem, acredito que poderia ajudar muito a equipe. Coloquei uma ideia fixa na cabeça e fazer o melhor com essa camiseta. Fazer o mesmo ou melhorar o que eu já tinha feito. Como eu disse, a lesão deve fazer eu ficar uma partida fora no mínimo, mas minha ideia é tratar de continuar jogando e seguir ajudando. Vim para isso, para fazer gols, ajudar a equipe e creio que por enquanto não me arrependo da decisão que tomei. Era a mais correta que tomei até o momento.

Aos 6 min do 1º tempo – gol de dentro da área de Jonathan Calleri do São Paulo contra o Corinthians

O que não deu certo no Calleri da Europa depois de tamanho sucesso no São Paulo?
– Não é que não deu certo. Se alguém viu uma temporada minha inteira vai ver que não joguei muito e não estive bem por diversos fatores, por adaptação, lesões, um futebol completamente diferente, que eu precisaria mais tempo para me adaptar e poderia dar certo. Creio que nos clubes da Espanha, nos quatro anos, em três tive um balanço positivo, três anos em que realmente estive bem. Por diversos motivos não joguei em equipes maiores, em uma equipe que é protagonista como o São Paulo no Brasil. É uma equipe que ataca, que cria situações de gol. Creio que o balanço na Europa foi positivo. Óbvio que meu objetivo era jogar nos maiores de cada país, mas não consegui. Mas a verdade é que estou contente e obviamente gostaria de repetir, como estou repetindo agora, voltando ao São Paulo, fazendo da melhor maneira. Creio que para mim foi uma experiência linda. Queria jogar em um clube muito, muito grande, que cria mais chances de gol em qualquer partida. Não deu, mas creio que hoje o melhor para mim e para minha carreira era voltar a jogar no São Paulo.

Você teve o receio de voltar e acabar com essa relação com a torcida? Você pensou nisso? E com esses três gols em quatro partidas você teve mais alívio em pensar que as coisas estão dando certo?
– Como sempre digo, sou um jogador que mentalmente trato de dizer coisas positivas e sempre dar o melhor, dar o 100%. Uma coisa pode sair bem ou mal, mas sou um jogador que dá tudo em campo. Tenho claro na cabeça e no momento que coloquei o pé no futebol. Sempre desejo repetir o que alguma vez eu já fiz, mas nunca tinha tido a possibilidade real de voltar a jogar no São Paulo. Como disse, quando você é pequeno, o seu sonho é jogar na Europa. Creio que é o futebol mais bonito que se possa praticar. Eu tive que tentar, tentei até onde minha cabeça podia dar. Como eu disse: sempre tem um balanço de cada temporada e creio que na última foi muito boa, uma das melhores na Europa, se não a melhor. Joguei contra as melhores equipes do mundo. Eu queria jogar em uma equipe que seria protagonista, como é o São Paulo, para em cada partida ter uma possibilidade de gol, às vezes duas, três. Posso fazer o gol ou não, mas pelo menos tenho a possibilidade de fazer gols. Ai vai de mim fazê-los ou não. Nessa passagem, fazer três gols agora e me sentir importante, eu creio que tomei a melhor decisão.

A decisão de voltar ao futebol sul-americano foi unicamente sua ou também dos seus empresários e das pessoas que gerem sua carreira?
– Foi minha decisão. Foi tudo meu, porque, como eu disse, creio que no Osasuna, ano passado, no Espanhol, joguei todas as partidas que o corpo me deu a possibilidade. Tive parado dois meses, machuquei o joelho. Agora no todo, mais 22 partidas, joguei todas de titular. Só uma que não. A equipe estava muito bem, ficamos próximos de se classificar para a Liga Europa. O balanço é muito positivo. Nessa passagem, imaginei que poderia jogar numa equipe maior. Não aconteceu, e veio a possibilidade de voltar ao São Paulo. O Brasileirão não é tão visto como o Campeonato Espanhol ou a Premier League, mas acredito que o São Paulo está no nível de qualquer europeu. Aqui se pratica um futebol que as pessoas jogam bem, tratam de fazer gols, e os atacantes participam e fazem gols. O melhor para mim era voltar a um clube onde as pessoas me dão carinho, onde me sinto com confiança. Acho que em lugar nenhum me sinto com tanta confiança como no São Paulo, além de ter a possibilidade de marcar gols. A decisão (de voltar) foi toda minha, ao contrário de outras pessoas, e não me arrependo de nada. Para mim foi a melhor decisão.

Calleri em ação pelo Osasuna, da Espanha — Foto: Getty Images

Calleri em ação pelo Osasuna, da Espanha — Foto: Getty Images

Você falou que nasceu para jogar no São Paulo. Como fica a torcida do Boca Juniors nessa? (risos)
– Eu disse que quando eu coloco a camisa do São Paulo, eu creio que nasci para jogar aqui. Na Argentina, eu me faço muito bem. O Boca é um clube que estou eternamente agradecido, é o clube que me deu a possibilidade de ver o mundo, de jogar em outros clubes fora da Argentina. Um clube que eu respeito e gosto muito. Por hoje o país não está passando pela melhor situação e tampouco tive um contato para jogar no Boca, mas tive a possibilidade de jogar no São Paulo. A melhor possibilidade, porque aqui todo mundo me dá carinho, porque sou um jogador que deixa tudo dentro de campo, que sempre se entrega 100%, e espero retribuir todo esse carinho com gols, com boas atitudes. Eles me dão confiança e me sinto muito bem, e é o clube em que melhor estive. Nada é particular, tudo é por algo. Creio que se me sinto com muita confiança para jogar aqui é porque pude ter a oportunidade de nascer para jogar aqui.

Como foi ter a recepção que você teve ao chegar novamente ao São Paulo e como foi reviver tudo isso?
– Foi muito lindo. A torcida me deu e me dá muito carinho. Creio que é mais do que mereço, estou eternamente agradecido outra vez por acreditarem em mim. Todo mundo se comportou muito bem e espero retribuir dentro de campo. Agradecido a quem foi ao aeroporto, quem me cumprimenta na rua, quem me dá carinho. Estou muito agradecido e espero responder dentro de campo com gols, dedicação, colocar a equipe no mais alto possível. Esse ano a gente não pode ser campeão, mas queremos que no ano que vem a gente trate de brigar na Copa do Brasil, Brasileirão, Paulistão e quem sabe poder voltar a jogar a Libertadores, que para mim é um sonho de voltar a jogar e chegar à final. Ganhar para mim seria um sonho realizado.

Você fez quatro gols em um jogo de Libertadores, viveu grandes momentos. Mas como foi a noite contra o Corinthians, na última segunda-feira? Em que lugar fica o gol no clássico?
– Foi um momento muito lindo fazer um gol em um clássico, voltar a vencer depois de seis partidas. Eu coloco atrás do jogo com o River, pela Libertadores, que para mim foi mágico. E depois da partida contra o The Strongest, em La Paz, que fiz um gol decisivo para o São Paulo se classificar às oitavas. Foi um momento único, lindo, mas acredito que contra River e The Strongest, que parece não ser importante, mas precisava de um empate para avançar às oitavas, depois fomos para as quartas e chegamos perto de estar na final. Esse gol foi muito importante para o São Paulo e para a gente tratar de chegar às finais. Depois caímos na semifinal, perdemos para o campeão. Mas acredito que a partida de ontem (segunda) foi linda por voltar a ter tanta gente no Morumbi, sentir carinho, e nos comportamos muito bem. É verdade que os torcedores desfrutaram a noite da equipe. Foi uma noite mágica, mas não a melhor que eu vivi com o São Paulo.

Ficou a frustração de ter trabalhado pouco tempo com o seu compatriota Hernán Crespo?
– O Hernán, quando eu era criança, eu o via jogar na seleção argentina, e para nós atacantes era um ídolo, ver um camisa 9 fazendo gols na seleção, jogar na Europa. Para nós, ele era um ícone. Ter Crespo como técnico foi muito bom, compartilhar no dia a dia, e vendo ele sendo uma pessoa tão boa, tão humilde e tão grande quanto foi como jogador, mas que se coloca no mesmo nível da gente. Nos tratar como igual para nós foi mágico, tê-lo no dia a dia. Lamentamos por não ter dado o melhor resultado para ele continuar. Estou muito agradecido ao Crespo por esse mês, pois ele é uma referência e foi um grande jogador que me emocionou. Tomara que possamos trabalhar juntos de novo, trabalhar ao lado. Para nós foi uma pena ele ter ido. Mas futebol é assim, resultado. Um dia está e outro não. Tem que aproveitar ao máximo o momento.

Hernán Crespo e Jonathan Calleri conversam no CT do São Paulo — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc

Hernán Crespo e Jonathan Calleri conversam no CT do São Paulo — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc

Qual foi a diferença que você já vê entre Crespo e Rogério Ceni? Se o Crespo é um ídolo na Argentina, o Rogério talvez seja o maior ídolo do São Paulo…
– Rogério, quando estamos no CT e só tem quadros dele, aí você vê como ele é ídolo do São Paulo. Conseguiu muitas coisas como jogador. Eu me surpreendi positivamente ao conhece-lo como técnico. É uma pessoa muito trabalhadora e ganhadora. Ele pega a bola de uma forma incrível, fazemos trabalhos de repetição e com os anos que tem, põe a bola onde quer. A verdade é que estamos muito contentes com ele, que faz trabalhos muito bons. Ele sempre está atento aos detalhes e é uma pessoa muito inteligente que vê as partidas antes. Creio que ontem deu certo e creio que ganhamos como nos portamos na partida. Rogério veio para ganhar e esperamos corresponder dentro de campo. Se ele está bem e tem essa cabeça, acredito que chegaremos muito longe.

Os garotos do São Paulo têm se destacado. Como é sua relação com eles e em qual nível você os enxerga?
– Pessoalmente, eu tenho uma ideia que vejo muito futuro neles. Muitas vezes nas redes sociais me chateia muito quando não se respeita ou não tratam da melhor maneira os garotos da equipe. Falo de Gabriel Sara, Liziero, Igor Gomes e Luan. Creio que poucas vezes vi jogadores tão bons tecnicamente e mentalmente. Eu gostaria que a partir de agora a torcida ajude mais, porque são grandes jogadores. Os quatro. O Igor Gomes fez uma partida incrível. Liziero um partidaço. Sara também. A partir de ontem eu acho que eles ganharam a confiança dos torcedores, e tomara que eles possam receber muito mais apoio. São garotos que dão muito ao clube, tomara que tragam muitos títulos, e com certeza vão trazer muito dinheiro, porque são jogadores que vão ter um grande futuro na Europa. Esperamos que eles nos ajudem a fazer gols e nós os ajudemos a sair campeões. Aí eles vão e deixem para o clube muito dinheiro. Agradecemos a eles pela partida de ontem, nos ajudaram muito. Acredito que ganharam os torcedores, que a partir de agora vão vê-los com outra cara.

Como você compararia o time de 2016 ao de hoje?
– Creio que são duas equipes diferentes. Esta é uma equipe que tenta jogar muito mais, tem uma saída desde Volpi, saindo com os centrais, e vai tocando até o gol. A equipe de 2016 era um pouco mais aguerrida, tirar a bola lá de trás, ganhar a segunda bola. Tinha um jogador chave, que era o Ganso, que jogava para fazer a bola chegar ao ataque. Neste tem os garotos de Cotia, que eles são o elo fundamental. Temos a confiança e tratam de jogar da melhor maneira. Ontem foi uma demonstração do que tentamos fazer, uma excelente partida e que vão nos dar o máximo, ganhar o máximo. Dependemos muito deles, é uma equipe muito jovem com todos os meio-campistas, inclusive o Nestor, que para mim é um grandíssimo jogador tecnicamente e com uma visão incrível. Hoje nós passamos muito pelos garotos de Cotia, são todos jovens. Antes era uma equipe mais aguerrida, que tinha mais partidas, com garotos com muito mais jogos.

Esse São Paulo era para brigar lá em cima, só por Libertadores ou para brigar contra o rebaixamento?
– Hoje estamos no meio da tabela, com a opção de uma Libertadores e brigando para não chegar no descenso. Se me perguntassem no começo do campeonato onde era para estar o São Paulo, eu diria que era para ser campeão. Tecnicamente é uma equipe dotada. Há gente com experiência, com gana. Creio que os resultados não vieram, em muitos momentos não conseguimos resultados, perdemos muitos pontos. Às vezes havia jogos que poderíamos ganhar 3 pontos e não conseguimos… como Ceará, Chapecoense, creio que América-MG também. Se parar para pensar, nas últimas oito partidas, a única que poderíamos perder era contra o Cuiabá. Se pensar no começo do campeonato, o time não conseguiu ganhar, perdeu muitos gols. Creio que era para o São Paulo estar nos primeiros lugares, mas perdeu muitos pontos que para ser campeão não se pode perder. Trataremos de dar o melhor para chegar na Libertadores, terminar o ano, descansar e pensar no ano que vem, que teremos que ser campeões.

E que mudou no Calleri de 2016 para o de hoje?
– São muitas diferenças. Aquele Calleri era um jogador que talvez não pensasse tanto no que fazia, que respondia por impulsos e que estava vivendo um sonho de cinco meses. Sabia que minha estadia tinha um prazo, eram só cinco meses e quase certo que era isso e nada mais. Hoje sou um jogador com mais experiência. Depois cinco anos na Europa, você pensa diferente, a cabeça funciona diferente. Antes, era um garoto que não pensava tanto, e hoje penso duas vezes mais nas coisas. Hoje procuro ajudar muito mais os garotos, dando conselhos para não cometer os erros que cometi. Antes, talvez, eram os outros que tinham que me ajudar. Hoje sou um jogador mais experiente que pensa mais no que fazer e espero ajudar meus companheiros e a mim mesmo, principalmente, nos movimentos. O gol no clássico era um gol que o Calleri de 2016 não fazia. Por quê? Porque minha cabeça mudou, eu sabia que o Reinaldo ia fazer o cruzamento ali, então tratei de parar um pouco para “segurar” o Gil e correr para a primeira trave. Antes, era um garoto que ia mais por impulso, que ia mais sem brigar tanto. Creio que o jogador vai adquirindo experiência com o passar dos anos. Hoje sou um jogador muito mais experiente do que cinco anos atrás.

Você continuou acompanhando o São Paulo?
– Quando podia, tratava de ver a equipe. Vi contra o Racing (oitavas de final da Libertadores), na ida e na volta em Avellaneda. Não pude assistir à final do Paulistão, contra o Palmeiras, não me recordo o porquê, mas estava atento para ver o que acontecia. Sempre acompanho. Eu sou um jogador que gosto muito de ver futebol, acompanho as equipes que eu joguei. Sempre acompanhei a equipe. Muitas vezes não se vê os jogos, mas assistia aos melhores momentos, resumos.

Jonathan Calleri em atuação pelo São Paulo em 2016 — Foto: Getty Images

Jonathan Calleri em atuação pelo São Paulo em 2016 — Foto: Getty Images

Quando você fala ali em “dar conselhos para não cometer os erros que você cometeu” você se refere ao contrato que você fez com os empresários que gerem sua carreira?
– Eu me refiro mais que, quando se é jovem, você quer jogar na Europa o mais cedo possível e quer jogar no mais alto nível. Creio que os garotos estão preparados para jogar em qualquer equipe, mas tem que esperar o momento. Talvez não ir na primeira oportunidade que aparecer. Acho que tem que tratar de jogar dois ou três anos no São Paulo, ser titular, pensar em ser uma equipe, e depois ir para a Europa. Às vezes você vai para um clube que te empresta em um ano, depois no outro e você perde continuidade. O melhor que pode passar para um jogador é jogar, e hoje eles estão jogando. Como eu disse, sou um jogador mais experiência, que dá os conselhos aos garotos para não cometerem os erros que cometi. Com mais jogos hoje, penso duas vezes nas coisas. Com 28 anos, hoje eu pensaria em ficar um ano a mais no São Paulo. Essas coisas é que eu tento passar. Ficar no clube, jogar mais 70 partidas e depois vai. Creio que é melhor para eles, vou mais por esse lado.

O São Paulo vive problemas financeiros, você é ciente disso. Nesse seu acerto com o São Paulo a questão financeira do São Paulo te preocupa?
– Não. Nada distinto dos meus companheiros, creio. Eu vim porque queria jogar e voltar a ser feliz. Problema econômico não é um tema meu, mas da diretoria. Cada trabalhador tem que cobrar o que merece e o que está firmado (no contrato). As coisas se resolvem da porta para dentro, internamente, na situação de cada um. Eu creio que foi um contrato acessível, sem loucuras. Cada trabalhador tem o que merece. De portas para dentro, vamos arrumar como vai ser. Estou chegando, não posso opinar do anterior, só de agora. Isso se falará com o presidente, com diretor, com quem se pode falar, que podem ter uma comunicação e veremos como solucionar. Por hoje estamos com tudo em dia, e o que tiver a mais vai solucionar da porta para dentro.

O alto número de estrangeiros facilitou sua adaptação no São Paulo?
– São muitos estrangeiros, oito, mas a verdade é que somos todos um grupo. Claro que os argentinos e uruguaios são mais próximos, mas creio que há uma harmonia entre todos. Há uma boa conexão entre os brasileiros e estrangeiros, e creio que isso faz com que todos vão para o mesmo caminho.

O grande objetivo do Calleri no São Paulo é um título?
– Claro. Eu vim para ser campeão, meu sonho é ser campeão. Depois pode se dar diferentes objetivos, mas na cabeça, seja o clube que for, é para ser campeão. E o São Paulo pode ser. Temos uma grande equipe, o Rogério é uma pessoa vencedora, que pode ajudar muito. Tomara que ano que vem possamos conquistar título. Adoraria se fosse a Libertadores, seria o sonho máximo e tentaremos esse ano se classificar para sonhar no ano que vem. Fico seguro até dezembro de 2022, e o clube determinará minha passagem por esse ano e meio para fazer um balanço se vai querer ficar comigo ou não. Mas com certeza eu gostaria de deixar a equipe campeã.

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