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Dia a Dia

Justiça de SP realiza nova audiência nesta segunda para decidir se motorista que atropelou e matou Marina Harkot vai a júri

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A Justiça de São Paulo marcou para as 14h desta segunda-feira (21) uma nova audiência que dará continuidade ao processo para decidir se o motorista que atropelou e matou a ciclista Marina Harkot deve ir a júri popular.

O atropelamento ocorreu em 8 de novembro de 2020 em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. A vítima tinha 28 anos e era socióloga, cicloativista e pesquisadora sobre mobilidade urbana. A repercussão de sua morte gerou comoção nas redes sociais e protestos de ciclistas nas ruas.

O empresário José Maria da Costa Júnior, de 34 anos, é réu neste processo criminal, que é conduzido pela Vara do Júri, do Fórum Criminal da Barra Funda, também na Zona Oeste. Ele responde em liberdade ao crime de homicídio por dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Também é acusado de dirigir sob efeito de álcool e fugir do local sem prestar socorro à vítima.

Nesta etapa do processo, chamada de audiência de instrução, a Justiça ouve testemunhas e interroga o acusado. A primeira audiência do caso aconteceu em 24 de novembro de 2021, quando foi encerrada após ouvir quatro pessoas: o marido de Marina, Felipe Burato, uma policial militar e dois médicos que socorreram a vítima.

No mesmo dia da audiência, ciclistas organizaram um protesto em frente ao fórum. Além das bikes, levaram faixas e cartazes pedindo que a Justiça leve o atropelador a julgamento e que ele seja condenado. José Maria compareceu à audiência acompanhado de seu advogado, José Miguel da Silva Júnior, mas não foi interrogado naquela ocasião.

Manifestantes usaram bicicletas e faixa para protestar contra o motorista que atropelou e matou Marina Hakot — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Manifestantes usaram bicicletas e faixa para protestar contra o motorista que atropelou e matou Marina Hakot — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Essa mesma audiência judicial terá continuidade neste ano com mais quatro depoimentos previstos, além do interrogatório do réu. Serão ouvidos dois amigos de José Maria: a estudante Isabela Serafim e o auxiliar de escrevente de cartório Guilherme Dias da Mota, que estavam de carona no carro do empresário quando Marina foi atingida pelo veículo. Eles têm 21 anos.

Também prestarão depoimentos dois funcionários do estacionamento para onde o motorista levou o Hyundai Tucson com o vidro do para-brisa dianteiro trincado após o atropelamento. Se houver tempo, José Maria será interrogado.

Se o juiz do caso entender que há indícios de crimes contra o motorista, o réu será levado a júri popular por homicídio. O magistrado então marcará uma data para José Maria ser julgado por sete jurados, que decidirão se ele deve ser condenado ou absolvido. Em caso de condenação, a Justiça pode aplicar pena de até 30 anos de prisão.

Claudia e Paulo Harkot, pais de Marina, homenageiam filha [foto atrás deles] no local onde ela foi atropelada e morta em São Paulo — Foto: Kleber Tomaz/g1

Claudia e Paulo Harkot, pais de Marina, homenageiam filha [foto atrás deles] no local onde ela foi atropelada e morta em São Paulo — Foto: Kleber Tomaz/g1

De acordo com o Ministério Público (MP), o réu ingeriu bebida alcoólica e dirigiu seu Hyundai Tucson em alta velocidade quando atingiu a ciclista. Dentro do veículo, levava os amigos Isabela e Guilherme. Marina foi atingida pelas costas quando voltava de bicicleta sozinha para casa pela Avenida Paulo VI, em Pinheiros. Segundo a família, ela morreu no local.

O atropelador não parou o carro para socorrer a vítima e se apresentou à polícia dois dias depois. Ele ficou em silêncio na delegacia, mas em entrevista ao “Fantástico” alegou que não viu a ciclista e fugiu porque achou se tratar de um assalto.

“A gente não tinha noção do que pudesse ter acontecido. Da complexidade, se era um roubo, se era alguma coisa. Um assalto”, disse José Maria ao programa, no ano passado.

 

O motorista teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por determinação da Justiça. Ele ainda está impedido de frequentar bares ou outros estabelecimentos que vendam bebida alcóolica.

“Não há uma prova material de que o José Maria tenha ingerido bebidas etílicas naquele dia”, disse ao g1 José Miguel, advogado do empresário. Para o seu defensor, o crime deveria ser reclassificado como homicídio culposo, sem intenção de matar.

“A expectativa é muito alta em relação à audiência, já que os fatos se deram há um ano. A ausência da Marina é sentida por todas e todos durante esse tempo todo e por não ter havido, ainda, a responsabilização do motorista, a angústia se torna maior”, falou a advogada Priscila Pamela Santos, que defende os interesses da família da vítima. “Ela se mostra essencial como resposta da sociedade, que não aceita mais a utilização de veículos como armas, e o privilégio dos carros em detrimento de vidas.”

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G1

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