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João Maradei: A responsabilidade de cada eleitor paulistano

Redação

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João Maradei: A responsabilidade de cada eleitor paulistano

A responsabilidade de cada eleitor paulistano

No próximo dia 15 de novembro, os brasileiros novamente irão às urnas para escolher seus representantes locais, que serão responsáveis pela gestão pública municipal pelos próximos 4 anos.

Diante do cenário pandêmico, vimos aumentar a taxa de desemprego, a renda de milhares de trabalhadores diminuir, inúmeras empresas encerrando as suas atividades, gestores aumentando impostos e taxando aposentados a pretexto de cobrir déficit orçamentário, ou seja, um desafiador quadro econômico para quem deseja assumir as Prefeituras do país, especialmente aquelas das grandes cidades e, mais especificamente, a da maior cidade da América Latina: São Paulo.

O novo prefeito de São Paulo – ou o atual, caso reeleito – será testado desde o momento que assumir o cargo. Muito provável que estaremos ainda diante dos riscos da Covid-19. Eventos de grande porte deixarão de acontecer na cidade, o que trará consequências para comércio e serviços, além de diminuir a receita municipal. A saúde será tema central, ao lado da educação, tão comprometida ao longo de 2020. Paralelamente, a zeladoria da cidade não pode deixar de ser feita de forma eficiente, em especial no período das chuvas em que alagamentos, quedas de árvores e tantos outros transtornos, lamentavelmente, ainda são realidade em nossa cidade.

Some-se a isso a discussão do Plano Diretor, cuja revisão está prevista para ser iniciada no próximo ano. Trata-se de um dos principais instrumentos da política de desenvolvimento e expansão urbana de uma cidade. A condução desse processo, portanto, deve ser cuidadosa, com bastante critério, atentando-se para as especificidades de cada bairro e região e, principalmente, ouvindo-se a população.

Essas responsabilidades, antes de serem do novo gestor municipal, são dos eleitores paulistanos que, dentro desse panorama, têm a obrigação de fazer uma escolha, mais do que nunca, correta, certeira daquele ou daquela que mais condições reúne para enfrentar com coragem, dedicação e desprendimento os desafios que lhe serão apresentados. Afinal, nos próximos 4 anos mais de 12 milhões de pessoas serão alcançadas por acertos e equívocos da nova gestão, que administrará o 5º maior orçamento do país.

São Paulo não pode servir de ‘trampolim’ para pretensões políticas. Comandar nossa cidade deve ser uma realização, motivo de orgulho para o verdadeiro gestor público. E, aqui, uma importante observação – gestão pública é bem diferente da privada. Havendo uma administração eficiente após cumprimento integral do mandato, aí, sim, poderá almejar novos voos. Gerir a ‘locomotiva do paísnão é para amadores. Não podemos mais admitir que o despreparo, travestido de ‘novidade’, alcance o posto máximo do Executivo paulistano.

Ser prefeito de São Paulo requer vontade, requer conhecimento de cada canto da cidade, requer trabalho árduo e diuturno. Não é uma aventura, não pode ser algo decidido de última hora por pressão partidária, não pode ser a primeira experiência de um neófito. Deve haver estudo dos temas palpitantes ao paulistano, análise dos problemas e suas soluções, conhecimento da estrutura administrativa. As opiniões controversas e o desconhecimento de questões fundamentais para a cidade por parte de alguns candidatos já denotam desrespeito com cada eleitor.

Por isso, nossa missão no próximo dia 15 de novembro é levar ao comando da nossa cidade um prefeito que São Paulo realmente precisa! Está nas suas mãos, eleitor!

 

João C. Maradei Jr. Advogado e consultor, especialista em Direito Público, Direito Penal e Direito das Relações de Consumo e Mestrando em Direitos Difusos e Coletivos

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