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Investigação de Lulinha deve ficar pública por “magnitude” de crimes, diz juíza

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Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, negou abuso de autoridade citado pela defesa do filho de Lula na Operação Mapa da Mina

A juíza Gabriela Hardt , da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, defendeu que a investigação de Lulinha , filho do ex-presidente Lula , na Operação Mapa da Mina continue pública pelo “interesse de toda a sociedade” e disse que a condução do caso sem sigilo dá “saudável escrutínio público”. Em sua justificativa, a magistrada citou a “natureza e magnitude dos crimes”. Segundo as investigações, empresas de Lulinha teriam recebido pagamentos de R$ 132 milhões da Oi como propina.

Hardt negou uma representação da defesa de Lulinha para que se investigue abuso de autoridade após reportagens revelarem relatórios da Polícia Federal nas investigações. “A retirada do sigilo tem o condão de propiciar não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas também o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal, o que tem se mostrado importante em operações de relevo como esta, tudo em consonância com a devida ponderação de valores constitucionais”, escreveu a juíza.

Segundo os advogados de defesa do filho do ex-presidente Lula, há indícios de que documentos sigilosos estão sendo divulgados sem autorização a jornalistas e veiculados em canais de notícias. Para a juíza, no entanto, “não se trata de discutir assuntos privados, mas de investigar supostos crimes cuja apuração é de interesse de toda a sociedade”.

“Embora evidente, importa ressaltar que não existe nos presentes autos qualquer juízo definitivo sobre os fatos, as provas e as questões de direito envolvidas, algo só viável após o fim das investigações e o exercício do contraditório”, disse Gabriela Hardt.

 

 

 

 

 

 

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