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Inflação acelera para 0,86% em outubro, maior alta para o mês desde 2002

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Inflação acelera para 0,86% em outubro, maior alta para o mês desde 2002

No acumulado no ano, IPCA registra avanço de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%, ainda abaixo da meta central do governo para o ano, que é de 4%. Alta no mês foi puxada por alimentos como arroz (13,36%) e óleo de soja (17,44%), e pelas passagens aéreas (39,83%).

Puxado pela alta nos preços dos alimentos e das passagens aéreas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, avançou 0,86% em outubro, acima da taxa de 0,64% registrada em setembro, divulgou nesta sexta-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da maior alta para o mês desde 2002, quando a taxa foi de 1,31%, e também da maior taxa desde dezembro de 2019, quando avançou 1,15%. Em outubro de 2019, a variação havia sido de 0,10%.

No acumulado em 2020, o IPCA passou a registrar alta de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%, acima dos 3,14% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com a forte aceleração, a inflação de 12 meses está agora apenas 0,08 ponto percentual abaixo do centro da meta de inflação do governo para este ano, que é de 4%.

IPCA - Inflação oficial mês a mês — Foto: Economia G1

IPCA – Inflação oficial mês a mês — Foto: Economia G1

O resultado ficou ligeiramente acima do esperado. A mediana das projeções de 35 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data era de uma taxa de 0,84%.

Alimentos seguem pressionando

A maior variação (1,93%) e o maior impacto (0,39 ponto percentual) na inflação vieram, mais uma vez, do grupo alimentação e bebidas, embora tenha desacelerado sobre o avanço de 2,28% registrado em setembro. No ano, a inflação dos alimentos acumula alta de 9,37%.

Entre os itens que mais subiram, destaque para alimentos como o arroz (13,36%, após alta de 17,98% em setembro), óleo de soja (17,44%, após avanço de 27,54% em setembro) e carnes (4,25%, após alta de 4,53% em setembro).

Houve aceleração na variação de itens como tomate (de 11,72% em setembro para 18,69% em outubro), frutas (de -1,59% para 2,59%) e batata-inglesa (de -6,30% para 17,01%). No lado das quedas, os destaques foram os preços da cebola (-12,57%), da cenoura (-6,36%) e do alho (-2,65%).

“O que tem puxado a inflação nesses dois últimos meses principalmente são os alimentos. Alguns alimentos, em particular, têm pressionado essa alta, que são o arroz e o óleo de soja, mas tem também as carnes. Em geral, [essa alta] está relacionada à oferta, com influência da alta do dólar sobre as exportações”, disse o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, citando também a contribuição do auxílio emergencial do governo na renda das famílias.

O segundo maior impacto (0,24 ponto percentual) no IPCA de outubro veio dos transportes (1,19%), enquanto a segunda maior variação veio dos artigos de residência (1,53%), com a alta de 2,38%, nos preços dos eletroeletrônicos e dos artigos de informática, influenciados pelo dólar.

Veja o resultado para cada um dos 9 grupos pesquisados

  • Alimentação e bebidas: 1,93%
  • Habitação: 0,36%
  • Artigos de residência: 1,53%
  • Vestuário: 1,11%
  • Transportes: 1,19%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,28%
  • Despesas pessoais: 0,19%
  • Educação: -0,04%
  • Comunicação: 0,21%

Alta de preços fica mais generalizada

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 8 apresentaram alta em outubro. A única queda foi no grupo educação (-0,04%).

“Podemos dizer que as altas de preços estão mais difundidas entre os componentes do IPCA”, destacou Kislanov, citando o índice de difusão do IPCA, que avançou de 63% em setembro para 68% em outubro.

O índice de difusão indica o espalhamento da alta de preços entre os produtos pesquisados pelo IBGE. Em maio, esse indicador era de 43% e desde então mantém trajetória ascendente.

IPCA de serviços em outubro — Foto: Economia/G1

IPCA de serviços em outubro — Foto: Economia/G1

Já a inflação dos serviços avançou de 0,17% em setembro para 0,55% em outubro, a maior variação desde fevereiro, quando o indicador foi de 0,68%, reforçando a leitura de uma alta de preços mais disseminada pela economia.

“Pode ser que a gente esteja em um momento de retomada econômica, por causa de alguns indicadores, como o da indústria, que zerou as perdas da pandemia. Mas, ainda estamos em um cenário muito incerto, a exemplo da taxa de desemprego acima de 14%. Então, ainda precisamos aguardar”, ponderou o pesquisador.

Passagens aéreas sobem 39,83%

No grupo dos transportes, a maior variação veio das passagens aéreas (39,83%), que representaram o impacto individual no índice do mês (0,12 p.p.) e o maior fator de pressão na aceleração da inflação de serviços.

“A alta nas passagens aéreas parece estar relacionada à demanda, já que com a flexibilização do distanciamento social, algumas pessoas voltaram a utilizar o serviço, o que impacta a política de preços das companhias aéreas”, afirmou Kislanov.

A segunda maior contribuição no grupo (0,04 p.p.) veio da gasolina, cujos preços subiram 0,85%, desacelerando em relação à alta de 1,95% observada no mês anterior. Outro destaque foi o seguro voluntário de veículo, com aumento de 2,21%, após sete meses consecutivos de quedas.

Inflação tem alta em todas as regiões

O IPCA avançou, na passagem de setembro para outubro, em todas as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE. Em apenas seis delas, o avanço foi menor que a média nacional. A maior alta foi registrada em Rio Branco (1,37%).

Segundo o IBGE, a inflação na capital acreana foi puxada pelos alimentos, sobretudo das carnes (9,24%) e do arroz (15,44%). Já o menor índice foi observado na região metropolitana de Salvador (0,45%), que sofreu influência da queda nos preços da gasolina (-2,32%).

Inflação tem alta em outubro em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE — Foto: Economia/G1

Inflação tem alta em outubro em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE — Foto: Economia/G1

Perspectivas e meta de inflação

Embora o índice de inflação oficial permaneça sob controle no país, a alta do custo de vida tem pesado mais no bolso dos mais pobres. O índice da FGV que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, por exemplo, acumula alta de 3,86% no ano e 4,54% nos últimos 12 meses.

Apesar da disparada nos alimentos nos últimos meses, a expectativa de inflação para este ano ainda segue abaixo da meta central do governo, de 4%, embora acima do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

“Chama atenção a elevada dispersão da inflação. Cada vez mais produtos apresentam alta em relação ao mês anterior, sugerindo assim que os preços estão mais contaminados pelos choques que ocorreram este ano e que se espraiam agora de maneira mais disseminada”, escreveu em nota para clientes o economista André Perfeito, da Necton.

Os analistas das instituições financeiras projetam um IPCA de 3,02% em 2020, conforme a última pesquisa Focus do Banco Central.

Já o Itaú passou a estimar inflação de 3,41% no ano. “As próximas leituras do IPCA devem seguir pressionadas pela inflação de alimentos e de alguns itens industriais, com destaque para artigos de casa, eletroeletrônicos e vestuário. Projetamos variação de 0,47% em novembro e 0,70% em dezembro”, informou o banco em relatório..

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica.

Nos últimos meses, com a alta do dólar e recuperação da atividade econômica, os preços passaram a subir num ritmo mais acelerado, principalmente alimentos.

Na ata da última reunião do Copom, o Banco Central avaliou que pressão sobre a inflação é ‘temporária’ e espera ‘reversão’ na alta de preços. O BC endureceu, porém, a mensagem sobre o eventual espaço para cortar a taxa básica de juros e frisou estar atento à piora do quadro fiscal do país e as implicações do aumento da dívida pública para a política monetária.

O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano, subindo para 2,75% no final de 2021. Ou seja, a expectativa é que a Selic deve voltar a subir no ano que vem.

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,10% para 3,11% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Copom diz que pressão sobre a inflação é 'temporária'

Copom diz que pressão sobre a inflação é ‘temporária’

INPC de outubro sobe 0,89%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários, subiu 0,89%, acima dos 0,87% registrados em setembro. Trata-se do maior resultado para um mês de outubro desde 2010, quando o índice foi de 0,92%.

No ano, o INPC acumula alta de 2,95% e, nos últimos 12 meses, de 4,77%, acima dos 3,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2019, a taxa foi de 0,04%.

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G1

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