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Fórmula E começa sétima temporada com 12 equipes e status de Mundial da FIA

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Fórmula E começa sétima temporada com 12 equipes e status de Mundial da FIA

SporTV transmite todas as corridas ao vivo; campeonato tem oito etapas, mas outras corridas devem ser confirmadas de acordo com a evolução da pandemia de Covid-19

A temporada 2020/2021 da Fórmula E começa neste fim de semana com a disputa de uma rodada dupla na sexta-feira e no sábado, no circuito montado nas ruas de Riad, na Arábia Saudita. Dois brasileiros estão entre os 24 participantes da sétima temporada da categoria de carros elétricos: Lucas di Grassi, campeão em 2016/2017, e Sérgio Sette Câmara, que faz seu primeiro campeonato completo. A competição passa a ter o status de Mundial chancelado pela Federação Internacional de Automobilismo, como a F1 e Mundiais de Rali, Endurance e Kart.

Por enquanto, estão marcados seis eventos, mas dois deles, na Arábia Saudita e no Chile, terão duas provas, o que por enquanto deixa o campeonato com oito corridas. Outros seis países (Alemanha, Inglaterra, China, Coreia do Sul, México e Estados Unidos) ainda podem receber a categoria neste ano, mas dependem da evolução dos casos de coronavírus – só a França já teve a etapa cancelada.

O SporTV2 transmite o treino oficial da primeira etapa, na sexta, a partir das 10h, e corrida a partir das 14h. No sábado, o treino e corrida da segunda etapa serão transmitidos no mesmo horário. Bruno Fonseca narra e Felipe Giaffone e Rafael Lopes comentam as duas corridas.

Começa o Mundial de Fórmula E com transmissão no SporTV

Começa o Mundial de Fórmula E com transmissão no SporTV

CALENDÁRIO DA FÓRMULA E – TEMPORADA 2020/2021

DATA PAÍS CIDADE
26 DE FEVEREIRO ARÁBIA SAUDITA RIAD
27 DE FEVEREIRO ARÁBIA SAUDITA RIAD
10 DE ABRIL ITÁLIA ROMA
24 DE ABRIL ESPANHA VALÊNCIA
8 DE MAIO MÔNACO MONTE CARLO
22 DE MAIO MARROCOS MARRAKESH
5 DE JUNHO CHILE SANTIAGO
6 DE JUNHO CHILE SANTIAGO

Confira a seguir um guia com as principais informações da temporada:

Formato das etapas

 

Nas etapas com apenas uma corrida, a única atividade no primeiro dia (sexta-feira) é uma rápida sessão de dez minutos para a checagem de componentes. No segundo dia (sábado), são disputados dois treinos livres (45 e 30 minutos, respectivamente), classificação e corrida. Já os eventos com duas provas têm uma ligeira diferença: no dia da segunda corrida, é realizada apenas uma sessão livre antes da classificação.

Carros da Fórmula E durante a pré-temporada de Valência — Foto: Getty Images

Carros da Fórmula E durante a pré-temporada de Valência — Foto: Getty Images

A classificação tem um formato diferenciado em relação a outras categorias como a F1. Os 24 pilotos são divididos em seis grupos de quatro de acordo com a classificação do campeonato, ou seja, com os mais bem colocados entrando na pista no último grupo – na etapa inicial, é considerada a tabela da temporada anterior. Os seis mais rápidos – levando-se em conta os tempos dos quatro grupos – avançam à Super Pole, na qual são decididos os seis primeiros lugares do grid.

Sistema de pontuação

 

O formato é muito parecido com o da Fórmula 1, com os dez primeiros colocados somando pontos, no esquema 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1, e o dono da melhor volta da prova levando um ponto extra desde que termine no top 10. No entanto, há outras duas bonificações em jogo: três pontos para o pole position e um para quem fizer a volta mais rápida na fase de grupos na classificação.

Fan Boost e Modo Ataque

 

Continuam valendo dois artifícios que podem ser utilizados pelos pilotos durante as corridas da Fórmula E, o Fan Boost e o Modo Ataque. Em ambos, os pilotos podem contar com mais potência em seus carros para efetuarem ultrapassagens ou ganhar velocidade.

Modo Ataque é uma das atrações da Fórmula E nas corridas — Foto: Divulgação

Modo Ataque é uma das atrações da Fórmula E nas corridas — Foto: Divulgação

O Fan Boost é usado desde a primeira temporada e consiste num acionamento de um modo que permite o uso de mais energia ao carro durante cinco segundos. Os cinco pilotos mais votados pela internet ganham esse disparo e podem conseguir mais velocidade num momento específico ou mesmo para tentar uma ultrapassagem.

Já o Modo Ataque pode ser acionado duas vezes durante a corrida quando o piloto acessa um canto da pista pré-determinado fora da trajetória normal. Após o acionamento, o carro ganha dois minutos de energia extra (35 kW), nos quais se pode ganhar tempo sobre os adversários tanto para atacar um outro piloto quanto para se defender de uma investida.

Carro

 

O chassi da temporada passada será mantido, já que, com a pandemia de Covid-19, o novo modelo Gen3 EVO da Spark teve sua estreia adiada para o campeonato seguinte. Desde que a segunda geração dos modelos da Fórmula E estreou, ficou dispensada a troca de carros durante as corridas, já que a autonomia das baterias foi melhorada. A potência é de 350 kW em modo de classificação e 300 kW em corrida.

Antônio Félix da Costa defende o título da Fórmula E na temporada 2020/21 — Foto: Divulgação

Antônio Félix da Costa defende o título da Fórmula E na temporada 2020/21 — Foto: Divulgação

O equilíbrio foi enorme na pré-temporada realizada em Valência, com quatro equipes diferentes liderando os dias de testes e apenas 0s761 separando todos os 24 pilotos.

Trem de força

 

Com o mesmo chassis para todas as equipes, o trem de força (com os componentes que geram a energia que move o carro) é o grande diferencial para que os times tenham a competitividade desejada. Devido à crise econômica, foram dadas aos fabricantes três opções: seguir com o trem de força usado na temporada 2019/20, adotar um pacote novo para durar pelas próximas duas temporadas ou adiar a introdução de novas peças para mais tarde nesta temporada 2020/21, começando o campeonato com o pacote antigo.

Trem de força desenvolvido pela Audi para a Fórmula E — Foto: Divulgação

Trem de força desenvolvido pela Audi para a Fórmula E — Foto: Divulgação

Audi, Porsche, Jaguar, Mahindra, BMW, NIO e Mercedes decidiram reformular seus trens de força, enquanto Penske, Nissan e Techeetah optaram por começar o campeonato com suas unidades antigas. Além dessas dez equipes de fábrica, a Venturi usa trens de força da Mercedes, enquanto a Virgin tem como fornecedora a Audi.

Continuidade para os brasileiros

 

Segundo maior vencedor da história da Fórmula E, com dez vitórias, Lucas di Grassi parte para sua sétima temporada consecutiva como piloto da Audi. Com 32 pódios, um recorde na categoria, Di Grassi ficou entre os três primeiros no campeonato em cinco das seis temporadas disputadas, tendo, além do título em 2016/17, dois vices (2015/16 e 2017/18).

Lucas Di Grassi comemora título da Fórmula E — Foto: Divulgação/Fórmula E

Lucas Di Grassi comemora título da Fórmula E — Foto: Divulgação/Fórmula E

Em busca do bicampeonato, o brasileiro terá como companheiro de equipe o alemão Rene Rast, que, já no meio da última temporada, substituiu o também alemão Daniel Abt.

Reserva das equipes RBR e AlphaTauri na Fórmula 1 no ano passado, o mineiro Sérgio Sette Câmara parte para sua primeira temporada completa, depois de ter participado das últimas seis etapas em 2019/20 pela Dragon.

Sérgio Sette Câmara, novo piloto da equipe Dragon na Fórmula E em 2021 — Foto: Xavier Bonilla/NurPhoto via Getty Images

Sérgio Sette Câmara, novo piloto da equipe Dragon na Fórmula E em 2021 — Foto: Xavier Bonilla/NurPhoto via Getty Images

A equipe passa a se chamar Dragon/Penske – a companhia do lendário Roger Penske já fabricava o trem de força. O suíço Nico Muller será o companheiro de equipe de Sette Câmara.

Campeões na pista

 

Além de Lucas di Grassi, a Fórmula E contará em seu grid com outros três campeões: o português Antônio Félix da Costa, dono do título na temporada 2019/20, o suíço Sebastien Buemi, campeão em 2015/2016, e o francês Jean-Eric Vergne, único bicampeão da história da categoria, em 2017/18 e 2018/19. Primeiro campeão da Fórmula E, em 2014/15, Nelsinho Piquet está na Stock Car.

Vergne vence o ePrix de Mônaco da FE em 2019 — Foto: Divulgação/FE

Vergne vence o ePrix de Mônaco da FE em 2019 — Foto: Divulgação/FE

Atual bicampeã de equipes e tricampeã de pilotos, a Techeetah conta justamente com Vergne e Da Costa como seus representantes. Juntos, os dois conquistaram 12 vitórias para o time somando-se as últimas quatro temporadas.

Outro que aposta na continuidade é Buemi, que vai para sua sétima temporada consecutiva pela mesma equipe. Da primeira à quarta temporadas, o time se chamava Renault e.dams, e depois a nomenclatura mudou para Nissan e.dams. Buemi é o maior vencedor da Fórmula E, com 13 vitórias. Além de um título, o suíço tem três vice-campeonatos.

Um dos campeões da Fórmula E, Sebastien Buemi é o principal piloto da Nissan eDams — Foto: Xavier Bonilla/NurPhoto via Getty Images

Um dos campeões da Fórmula E, Sebastien Buemi é o principal piloto da Nissan eDams — Foto: Xavier Bonilla/NurPhoto via Getty Images

Principais transferências

 

Dono de nove vitórias na Fórmula E, o inglês Sam Bird deixou a equipe Virgin, rumo à Jaguar – o neozelandês Nick Cassidy ficou com a vaga. Ex-Fórmula 1, o alemão Pascal Wehrlein substituirá o suíço Neel Jani na Porsche. Após a aposentadoria do belga Jerome D’Ambrosio, a Mahindra tem uma nova dupla, formada pelos ingleses Alexander Sims e Alex Lynn.

Sem Felipe Massa, que se transferiu para a Stock Car, a Venturi promoveu D’Ambrosio para ser o chefe da equipe, que terá o suíço Edoardo Mortara e o francês Norman Nato como pilotos.

EQUIPES E PILOTOS DA FÓRMULA E – TEMPORADA 2020/2021

EQUIPE TREM DE FORÇA PILOTOS
TECHEETAH DS ANTÔNIO FÉLIX DA COSTA (PORTUGAL) E JEAN-ERIC VERGNE (FRANÇA)
NISSAN E.DAMS NISSAN SEBASTIEN BUEMI (SUÍÇA) E OLIVER ROWLAND (INGLATERRA)
MERCEDES MERCEDES STOFFEL VANDOORNE (BÉLGICA) E NYCK DE VRIES (HOLANDA)
VIRGIN AUDI NICK CASSIDY (NOVA ZELÂNDIA) E ROBIN FRIJNS (HOLANDA)
BWW ANDRETTI BMW MAXIMILIAN GUNTHER (ALEMANHA) E JAKE DENNIS (INGLATERRA)
AUDI AUDI LUCAS DI GRASSI (BRASIL) E RENÉ RAST (ALEMANHA)
JAGUAR JAGUAR SAM BIRD (INGLATERRA) E MITCH EVANS (NOVA ZELÂNDIA)
PORSCHE PORSCHE PASCAL WEHRLEIN (ALEMANHA) E ANDRE LOTTERER (ALEMANHA)
MAHINDRA MAHINDRA ALEX LYNN (INGLATERRA) E ALEXANDER SIMS (INGLATERRA)
VENTURI MERCEDES EDOARDO MORTARA (SUÍÇA) E NORMAN NATO (FRANÇA)
DRAGON/PENSKE PENSKE SÉRGIO SETTE CÂMARA (BRASIL) E NICO MULLER (SUÍÇA)
NIO NIO TOM BLOMQVIST (INGLATERRA) E OLIVER TURVEY (INGLATERRA)

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Fonte: GE – Globo Esporte.

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