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Jemerson comemora retorno após 11 meses e avalia condição física no Corinthians: “Nota seis ou sete”

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Jemerson comemora retorno após 11 meses e avalia condição física no Corinthians: "Nota seis ou sete"

Zagueiro não atuava desde janeiro de 2020 e agora espera sequência no Timão

2021 começa cheio de esperança para o zagueiro Jemerson. Depois de passar praticamente todo o ano passado sem atuar, ele estreou pelo Corinthians no último jogo de 2020 e saiu satisfeito com o desempenho na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo.

Jemerson foi contratado em novembro, mas testou positivo para Covid-19 e teve de esperar quase dois meses para poder entrar em campo:

– Jogador sente falta de jogar. Eu estava há um longo tempo treinando separado. Foi uma fase difícil, mas de aprendizado. Deu para mudar meu pensamento e minha visão das coisas. Pelo longo período que passei sem jogar, só com treinos específicos e físicos, só com movimentos que normalmente você não faz no jogo, voltar e ir bem na partida é a prova de que o preço pago valeu a pena. As coisas vão se ajustando no dia a dia. Fiquei muito satisfeito, muito feliz com a estreia. Mas é pés no chão. Um passo de cada vez. Sei que ainda tenho muito a mostrar para todos aqui no Corinthians – disse Jemerson, em entrevista ao ge.

– 2020 foi um ano muito conturbado, fiquei um ano sem jogar, voltei agora e até me surpreendi com o desempenho durante o jogo.

 

O zagueiro chegou ao Timão após rescindir com o Monaco, da França. No clube europeu, ele estava afastado desde o começo da temporada. Sua última partida havia sido em 28 de janeiro, contra o Saint-Étienne.

– Na vida, nada é fácil. Quando você vence, não vê as coisas como ela são. Quando passa por um período difícil, vê como são. Esse período sem jogar me fez crescer ainda mais do que no período em que joguei. É provar a si mesmo cada dia. Às vezes, você acha que está bom, mas não está. Tem outras pessoas trabalhando duro para pegar o seu lugar. O período na Europa me fez crescer como pessoa e profissional – completou.

Jemerson, zagueiro do Corinthians no CT Joaquim Grava — Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

Jemerson, zagueiro do Corinthians no CT Joaquim Grava — Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

Jemerson assinou um contrato curto com o Corinthians, até junho de 2021, e diz ainda não ter tido nenhuma conversa com a diretoria para prorrogar o vínculo.

Por enquanto, a preocupação é com a sequência de jogos. Jemerson dá nota “nota seis ou sete” para seu condicionamento físico. A evolução virá nos treinamentos e, se tudo correr como ele espera, com uma sequência de partidas como titular. O Timão volta a campo em 13 de janeiro, para enfrentar o Fluminense.

– Preciso melhorar uns três ou quatro em termos de nota, então acho que estou seis ou sete. Preciso de sequência para pegar ritmo de jogo. É diferente ritmo de jogo de treino. Quando você fica muito tempo fora, a intensidade é diferente. O pensamento é diferente, o raciocínio é diferente. Com ritmo de jogo, vem natural o movimento. Ainda não conversei com Mancini, voltamos a treinar recentemente. Agora, com essa parada, vamos ter esses dias para conversar. Estamos aí. Tem Bruno Méndez, tem Marllon. Respeitando, conversando no dia a dia. Somos amigos, isso é bom para o elenco. Tem opções. Eleva o nível do elenco.

Confira a entrevista com o zagueiro Jemerson:

ge: Por que se interessou em jogar no Corinthians?
Jemerson: 
No começo das negociações, teve outras equipes. O meu pensamento era ficar na França, ver a situação com o Monaco. Tive coisas para sair para a França mesmo, mas quis mudar do país. Tive propostas não tão interessantes. Veio o Corinthians. Chance grande, clube enorme, não podia falar não se estavam me querendo. Era voltar ao Brasil e voltar a atuar.

Imaginava essa demora para estrear?
 Eu sabia que quando eu chegasse teria que ter duas ou três semanas de espera. Vinha treinando forte para não ficar tão abaixo. Mas quando joga sempre, o rendimento é diferente. Fiquei me preparando, na expectativa de estrear. Seria contra o Grêmio, mas peguei Covid-19 um dia ou dois antes do jogo. Treinei como titular. Acabei não indo para o jogo, mas tudo tem a hora certa. Temos que seguir e ficar firme e forte. Ter foco na cabeça e trabalhar. Sempre ali, dando o máximo.

Como foi sua experiência com a Covid-19?
 Eu não fiquei assustado, não. Tive febre e dor no corpo e depois mais nada. Fiz quarentena de 15 dias, deu até mais. Esperei. Respeitei o distanciamento com meu filho e minha esposa. Eles não pegaram. Depois, perdi o paladar, mas não tive mais nada. Eu fiz trabalhos em casa, fiz na academia quando não tinha ninguém, tudo para não perder. Perde-se força. Trabalhei para não voltar tão abaixo.

A imprensa não tem podido acompanhar os treinos. Você tem treinado com o Gil, já conseguiu se entrosar?
 Normalmente, o Mancini testa o time dois dias antes dos jogos. Durante a semana, ele roda. Não fica fixa a dupla de zaga, gosta de rodar. Dois dias antes ele coloca o que tem em mente e faz o time. Nos outros dias, não.

Quais as primeiras impressões sobre Vagner Mancini?
 Falei com amigos, pessoas que jogaram com ele. Tem que ser verdadeiro. Conversei com um rapaz que está me ajudando e jogou com ele, que disse para eu ser verdadeiro com o Mancini. Ser verdadeiro é importante. Sempre é treino com intensidade, isso faz chegar bem nos jogos.

O que vislumbra para o futuro do Corinthians?
 Ganhar o máximo de jogos possível. Achavam que não chegaríamos, turbulência, e agora estamos em sequência de jogos sem perder. Agora, é manter. Onde essas vitórias vão nos levar. Não peguei a turbulência do começo, peguei o final. Quando não vence, todo mundo fica chateado. Time grande. Ficar juntos, falar menos e fazer mais. Treinar o máximo possível para ficar firme. Quando você imagina que as coisas são fáceis, é aí que te faz não chegar.

Já sabe algo sobre o futuro? Vai permanecer no Corinthians?
 Ainda não sentamos para conversar sobre isso. Ainda há tempo, são só dois meses de clube e um jogo. Vamos deixar as coisas acontecerem naturalmente, vamos falar sobre isso mais para a frente.

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GE – Globo Esporte.

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