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Festa clandestina reúne 170 pessoas na região central da capital paulista

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Festa clandestina reúne 170 pessoas na região central da capital paulista

Todos foram levados para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPCC), ouvidos e liberados em seguida. Vigilância Sanitária Estadual autuou e fechou pelo menos 43 estabelecimentos entre a noite de sexta-feira (5) e a madrugada de sábado (6). Capital está na fase vermelha e apenas serviços essenciais podem funcionar.

Policiais Civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) flagraram uma festa com pelo menos 170 pessoas na noite de sábado (6) no bairro do Canindé, região central da capital paulista. Todos foram levados para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPCC).

Desde a manhã de sábado (6), a cidade de São Paulo está na fase vermelha do Plano São Paulo. Nesta fase, apenas o funcionamento de serviços essenciais é permitido. A restrição acontece em um momento de recorde de mortes e internados no estado de São Paulo.

O organizador da festa foi detido e em seguida liberado. Os demais foram fichados pela polícia e liberados.

Festa clandestina reúne 170 pessoas na região central da capital paulista — Foto: Polícia Civil-Dope/Divulgação

Festa clandestina reúne 170 pessoas na região central da capital paulista — Foto: Polícia Civil-Dope/Divulgação

A Polícia Civil, a Polícia Militar, a Vigilância Sanitária, Ministério Público e o Procon-SP têm feito operações para garantir o respeito às medidas restritivas da fase vermelha. Em entrevista à GloboNews, o chefe de fiscalização do Procon, Carlos César Mareira, disse que desde a semana passada, de 400 estabelecimentos fiscalizados, 25% estavam abertos com atendimento ao cliente e aglomeração.

“Os promoters organizam a festa pela internet, locam um espaço e fazem ilegalmente esse tipo de reunião contrária às regras do plano São Paulo. Há uma organização de os jovens utilizarem pulseiras para o evento e depois pegam uma van para ir até o local do evento. Geralmente são jovens de 18 a 22 anos que ficam nesses locais sem usar máscara e sem utilização de protocolos de segurança como álcool em gel, o que contribui para a disseminação do vírus”, afirma.

O descumprimento das regras sujeita os estabelecimentos à autuações com base no Código Sanitário, que prevê multa de até R$ 290 mil.

Pela falta do uso de máscara, que é obrigatória, a multa é de R$ 5.278 por estabelecimento, por cada infrator. Transeuntes em espaços coletivos também podem ser multados em R$ 551 pelo não uso da proteção facial

Em nota, a Polícia Militar disse que realiza diferentes ações durante a fase vermelha do Plano São Paulo, como ocupação de espaços onde ocorrem festas clandestinas, apoio às Vigilâncias Sanitárias e agentes de fiscalização dos municípios. Para essas ações são empregados, em média, 4 mil policiais a mais por dia.

Além desse trabalho, a PM informou que as atividades de policiamento preventivo e ostensivo seguem sendo realizadas regularmente em todo o estado. Desde sexta-feira (5), a ação da PM resultou na apreensão de 2,7 toneladas de drogas, na prisão de 21 pessoas, na recuperação de 327 veículos roubados ou furtados, em 59 autuações por dirigir sob efeito de álcool ou recusa ao teste do etilômetro, entre outras. Mais de 26 mil pessoas foram abordadas e 48,7 mil veículos vistoriados neste período.

Festa clandestina reúne 170 pessoas na região central da capital paulista — Foto: Polícia Civil/Dope/Divulgação

Festa clandestina reúne 170 pessoas na região central da capital paulista — Foto: Polícia Civil/Dope/Divulgação

Festas reúnem centenas

 

Os casos se repetem. Na madrugada de sexta-feira (5) para sábado (6) ao menos três outras festas clandestinas reuniram centenas de pessoas na Grande São Paulo.

Na Zona Leste da capital, a polícia prendeu cerca de 200 pessoas e apreendeu drogas. O flagrante no bairro da Penha aconteceu após uma denúncia. Segundo o delegado, a festa estava programada para receber 1.500 pessoas. A ocorrência aconteceu na Avenida Amador Bueno da Veiga, 4879.

De acordo com a Vigilância Sanitária Estadual, ao menos 43 estabelecimentos foram autuados e fechados entre a noite de sexta-feira (5) e a madrugada de sábado (6) na cidade de São Paulo por descumprimento das novas normas de circulação definidas pelo governo do estado.

A Vigilância Sanitária Estadual informa que, além das blitze, as fiscalizações podem acontecer através de denúncias pelo telefone 0800 771 3541 ou pelo e-mail secretarias@cvs.saude.sp.gov.br.

Fase Vermelha em SP

 

Todo o estado de São Paulo entrou neste sábado (6) na fase vermelha do plano São Paulo para conter o avanço do número de casos e mortes provocadas pelo coronavírus.

Festas e aglomerações estão proibidas e se tornaram a principal preocupação da Vigilância Sanitária para conter o avanço da Covid-19. No final de fevereiro, o órgão interditou um bar na Zona Norte da capital depois de três autuações em menos de dois meses no mesmo local.

A fase vermelha autoriza apenas o funcionamento de setores da saúde, transporte, imprensa, estabelecimentos como padarias, mercados e farmácias, além de escolas e atividades religiosas, que foram incluídas na lista de serviços essenciais por meio de decretos estaduais. Parques, academias, bares, museus e cinemas, por exemplo, deverão permanecer fechados.

O governador João Doria (PSDB) anunciou que a fase restritiva da quarentena deve permanecer até o dia 19 de março.

O que pode e não pode na fase vermelha

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Fonte: G1 – Globo.

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