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Fernando Holiday: O Clamor que a Globo não ouviu

Redação SP

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Fernando Holiday: O Clamor que a Globo não ouviu

O Clamor que a Globo não ouviu

No Brasil reina uma cultura, uma cultura perversa que tira a vida de pessoas inocentes e indefesas além de destruir famílias inteiras. Como deve ser para uma mãe perder um filho pequeno, brutalmente assinado e como continuar a vida depois de tamanha tragédia? Não sei responder a esse questionamento, e me dói o coração imaginar tal situação.

Mas essa cultura que existe no Brasil, faz com que as pessoas não enxerguem a dor de vítimas como essa que acabei de me referir. A cultura a qual me refiro é a cultura da “pseudo humanidade” – com o pretexto de que devemos ser mais humanos e amar o próximo vítimas são esquecidas e criminosos são consolados, heróis são deixados de lado e assassinos exaltados.

Envolvem Jesus nessa narrativa, geralmente ateus, que gostam de usar a figura de Cristo somente quando precisam para fortalecer as próprias teses. Dizem que Jesus amou a prostituta, mas esquecem-se do “não peques mais”, argumentam que ele perdoou o ladrão da cruz, mas não contam que ele deixou o ladrão morrer e pagar pelo crime que cometeu. Deus é amor, mas também é justiça e nenhuma sociedade virtuosa subsiste em uma terra onde os valores são invertidos e o homicida é tido como vítima.

É óbvio que transexuais sofrem muito preconceito e têm dificuldade de desenvolver a própria vida por conta da discriminação que, infelizmente, ainda é presente em nossa sociedade. Precisamos acolher essas pessoas, combater a discriminação e dar oportunidade, mas o que uma matéria como essa faz é prejudicar ainda mais a vida dessas verdadeiras vítimas, pois a grande maioria delas não têm nada para esconder. Diferente de Suzy são pessoas de bem.

Suzy, que matou o menino de 9 anos, foi abraçada e acolhida pela rede Globo, mas existe uma pessoa que ainda não foi , a mãe que perdeu seu filho para um monstro. O sangue da pobre criança ainda clama por justiça e os seres humanos não corrompidos ainda gemem de indignação.

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