O estado de São Paulo registrou mais de mil mortes por Covid-19 em apenas 24 horas pela terceira vez nesta semana. Foram 1.051 óbitos contabilizados neste sábado (27), elevando o total desde o início da pandemia para 71.747.

Na sexta-feira (26), o recorde de registro diário de mortes foi batido, com 1.193 novos óbitos em apenas 24 horas. A marca de mais de mil mortes em um dia já havia sido registrada pela primeira vez na terça-feira (23), com 1.021 óbitos.

Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computadas no sistema neste período.

O alto número deste sábado ainda pode ser reflexo de represamento de dados de dias anteriores. Na quarta (24), o governo de São Paulo reclamou que o Ministério da Saúde alterou o sistema usado para contabilizar o número de mortes por coronavírus e, assim, dificultou a notificação provocadas pela doença.

Outros estados também relataram dificuldades para inserir os registros de mortes no sistema federal. Após as reclamações das secretarias de saúde estaduais, o Ministério da Saúde atendeu ao pedido das duas principais entidades de secretários de saúde no Brasil e voltou atrás nas mudanças das fichas.

Mesmo assim, a média móvel de mortes diárias, que considera os números dos últimos sete dias, voltou a bater recorde neste sábado (27). O indicador chegou a 619, valor 63% maior do que o registrado há 14 dias, o que para especialistas indica forte tendência de alta.

Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior do que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia. O estado de São Paulo está há 26 dias seguidos com tendência de alta nas mortes.

Também foram registrados neste sábado 18.124 novos casos confirmados de Covid-19 no estado, elevando o total para 2.410.498.

média móvel de é de 16.062 casos por dia neste sábado, maior valor desde o início da pandemia e valor 26% maior do que o registrado há 14 dias, o que também indica tendência de alta.

Por conta da piora dos indicadores de saúde, o governo de São Paulo decidiu prorrogar a fase emergencial do Plano São Paulo, que prevê regras mais rígidas do que a fase vermelha da quarentena, até o dia 11 de abril. A medida entrou em 15 de março e, pela previsão inicial, deveria permanecer até o dia 30.

Fila de espera de leitos

 

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Segundo último balanço da Secretaria Estadual de Saúde atualizado na quinta-feira (25), o estado de São Paulo tinha 30.549 pacientes internados com confirmação ou suspeita de Covid-19 em toda rede hospitalar pública e privada, sendo 12.674 pacientes em leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) e 17.875 em enfermaria.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI eram de 91,6% tanto no estado quanto na Grande São Paulo.

Também até a noite desta quinta-feira (25), o estado contabilizava 1,5 mil pessoas com Covid-19 na fila de espera por um leito de UTI. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass).

Segundo levantamento realizado pela TV Globo com dados das prefeituras, 177 pessoas morreram à espera de um leito de UTI na Grande SP até a noite de sexta-feira (26).

Pelo menos 396 pacientes esperam por um leito de Terapia Intensiva nas cidades da Região Metropolitana, desconsiderando a capital. A cidade de São Paulo não informa o número de pacientes na fila.

Na capital paulista, a Prefeitura de São Paulo confirmou a morte de mais duas pessoas que estavam na fila de espera por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na capital paulista. Com os dois novos óbitos confirmados, chega a quatro o número de pacientes vítimas da Covid-19 que morreram à espera de leitos intensivos na capital.

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Fonte: G1 – Globo.