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Escola de samba Gaviões da Fiel desiste de expulsar e afasta por três anos diretor de bateria filmado agredindo ex-mulher

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Escola de samba Gaviões da Fiel desiste de expulsar e afasta por três anos diretor de bateria filmado agredindo ex-mulher

A Escola de Samba Gaviões da Fiel desistiu de expulsar e determinou o afastamento por três anos do diretor de bateria Claudimir Antônio Teixeira. Ele foi filmado agredindo a ex-mulher no dia 29 de agosto, em Osasco, na Grande SP, no meio da rua e em frente aos filhos.

Teixeira é investigado pela Polícia Civil por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva.

A decisão foi publicada no perfil da agremiação nas redes sociais. Na nota, a escola alega “não aceitar violência contra a mulher” e informa a decisão pelo afastamento por três anos.

Com a medida, ele não poderá ocupar cargos na escola, mas permanece como sócio e poderá frequentar normalmente as dependências da agremiação.

“Foi decidido, pelo Conselho Deliberativo, punição ao agressor com a suspensão e afastamento por 3 anos e não ocupará nenhum cargo, posição ou qualquer vínculo com a entidade. A violência contra a mulher não pode ser tolerada e vamos seguir juntos nessa luta, que não é só da mulher, mas sim de toda a sociedade.”

O texto foi recebido com críticas por diversos seguidores e frequentadores da escola. Uma petição online foi criada para cobrar a expulsão do diretor. Até as 13h desta quarta, o abaixo-assinado já somava mais de 2.700 mil assinaturas.

Em 2018, a então rainha de bateria, Tatiane Minerato, e a imperatriz da agremiação à época, Renatta Teruel, foram expulsas do desfile da escola após brigarem durante um ensaio técnico.

Investigação

Em imagens feitas em 29 de agosto, Claudimir Antônio Teixeira chegava com os dois filhos para deixá-los com a ex-mulher, Mayara Calderone.

A gravação mostra Mayara sendo empurrada contra a lateral de um caminhão pequeno por Claudimir e pela atual companheira dele, Claudia de Sousa, que aparece dando socos em Mayara.

Logo depois, Mayara cai e é arrastada pela calçada por Claudimir. As agressões só acabam quando o porteiro do condomínio intervém. Mayara precisou de atendimento médico. Ela postou fotos dos ferimentos que sofreu em uma rede social.

Mayara contou que, depois da separação, há três anos, Claudimir passou a ameaçá-la de morte e a provocar situações de constrangimento. Por isso ela pediu uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas não adiantou.

O caso está sob investigação do 8º Distrito Policial de Osasco, que instaurou um inquérito policial.

O caso de Mayara foi registrado como violência doméstica, lesão corporal, injúria, difamação e descumprimento de medida protetiva de urgência. Ela disse que vai continuar tentando uma punição mais rigorosa para o ex-marido.

À época da denúncia, Claudimir disse que as agressões aconteceram porque a ex-esposa brigou com a atual companheira dele e que provaria sua inocência na Justiça. A reportagem não conseguiu contato com Claudia de Sousa.

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G1

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