Faltando menos de 30 dias para as eleições dos Estados Unidos , os eleitores estão decidindo em quem irão votar. Um dos pontos que mais influencia esta

Redação Publicado em 10/10/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h08
Faltando menos de 30 dias para as eleições dos Estados Unidos , os eleitores estão decidindo em quem irão votar. Um dos pontos que mais influencia esta decisão diz respeito à postura que Donald Trump ou Joe Biden irão adotar na política internacional e como irão conduzir as relações com algumas nações
Uma das relações mais importantes e delicadas mantida pelos EUA é com o governo da Rússia. Segundo Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper, a análise da postura política dos candidatos com o governo russo deve ser feita de forma minuciosa.
Ele avalia que, olhando para as relações internacionais de ambos os países, a Rússia pode preferir a eleição de Biden , classificado por Leandro como “menos beligerante e menos agressivo”. Entretanto, ele também pontua que, em 2016, a estratégia da Rússia foi ajudar a eleger Trump , visando um enfraquecimento dos EUA enquanto liderança global.
“O Donald Trump, paradoxalmente a tudo que ele diz e coloca, acaba enfraquecendo a posição dos Estados Unidos como liderança no cenário internacional”, diz Leandro, que complementa:
“E a Rússia sabe disso. Sabe que essa retórica agressiva e nacionalista do Trump retira os EUA de posições de liderança. Portanto, ela acaba, de alguma forma, preferindo que esse cenário (que tem Trump como presidente) se verifique para que ela possa se posicionar de alguma forma para sobrepor ou rivalizar com os EUA no que diz respeito a essa agenda de hegemonia no plano internacional”.
Ao comentar a relação dos Estados Unidos com a China e com a Rússia, Leandro aponta que os países comandados por Xi-Jinping e Vladimir Putin são próximos e possuem uma agenda semelhante em alguns pontos.
“China e Rússia tem uma proximidade que não é nova, que vem ali da Guerra Fria. Não são os melhores amigos, mas, de alguma forma, têm votos em conjunto no Conselho de Segurança da ONU e tem uma agenda importante de se opor à dominação dos EUA”, diz Leandro, que conclui:
“Se a ideia é essa, a Rússia espera uma relação mais conflituosa (dos EUA) com a China. E ela teria mais a ganhar nisso com a eleição do Donald Trump ”.
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IG
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