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É a economia, estúpido!

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em

kleber carrilho

Por Kleber Carrilho

 

É a economia, estúpido!

 

A frase parece mal educada, e é. Trata-se de uma famosa resposta, muito lembrada nos ambientes do marketing e da comunicação política, que James Carville, estrategista do ex-presidente dos EUA Bill Clinton, deu ao tentar explicar o que definiria a eleição de 1992.

É claro que não dá para generalizar, mas essa uma tendência que é impossível de negar. Na hora do voto, no momento em que se tem que escolher um projeto político para o país, os eleitores tendem a olhar para a economia e para a própria vida financeira.

E isso muitas vezes passa longe de ideias complexas, de planos de longo prazo. É a percepção do dia a dia, aquela que se tem ao ir ao supermercado e ao acompanhar o extrato bancário.

Isso não foi uma invenção do Carville. Há muitos anos, a ideia de que há uma escolha racional por parte dos eleitores faz parte da observação da ciência política, que produziu textos importantes, como o famoso livro Uma Teoria Econômica da Democracia, de Anthony Downs, que, ainda em meados do século XX, relacionou a escolha dos norte-americanos à percepção da realidade econômica.

Digo tudo isso porque, quando me perguntam sobre o resultado eleitoral deste ano, tendo a querer responder como o Carville, sem a necessidade, claro, de usar o vocativo que ele usou.

Bolsonaro será reeleito se conseguir devolver às pessoas o poder de compra, mesmo que para isso tenha que jogar dinheiro na economia e gerar inflação, ou ainda pressionar os bancos para que liberem crédito.

Lula retornará ao Palácio do Planalto se conseguir demonstrar que os brasileiros perderam uma estabilidade econômica que tinham durante os seus governos.

E, se nenhum dos dois for competente nessas missões, vence quem conseguir trazer a esperança de que as pessoas vão ter salários que paguem o supermercado, as contas, a prestação do carro, a picanha e a cerveja para o churrasco.

Por isso, quando ainda tem gente que acha que dá para ganhar a eleição falando de luta contra a corrupção, sou muito claro: só é possível fazer isso se houver competência ao relacionar o discurso anticorrupção ao que as pessoas têm na conta corrente.

Se não, a preocupação moral com a corrupção será somente um discurso frouxo para criticar o projeto adversário.

Porque, no fundo, o que vai decidir essa eleição “é a economia, meus caros!”

 

Kleber Carrilho é professor, analista político e doutor em Comunicação Social

Instagram: @KleberCarrilho

Facebook.com/KleberCarrilho

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