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Diretor do Butantan mantém previsão de vacinação contra Covid-19 em SP para janeiro e espera inclusão da CoronaVac no programa nacional

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Diretor do Butantan mantém previsão de vacinação contra Covid-19 em SP para janeiro e espera inclusão da CoronaVac no programa nacional

Dimas Covas disse que início da campanha estadual segue mantido para o dia 25 e afirma que plano foi criado para ‘acelerar’ uso da vacina, ‘dada a imobilidade’ do governo federal. Nesta segunda (14), governo de SP anunciou mudança na estratégia para conseguir registro definitivo da CoronaVac no país.

O comentarista esportivo Orlando Duarte morreu na manhã desta terça-feira (15), aos 88 anos, vítima da Covid-19. Ele, que ficou três semanas internado para o tratamento em São Paulo, também lutava contra o Mal de Alzheimer desde 2018.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta terça-feira (15), esperar a inclusão da CoronaVac no programa nacional de imunização e afirmou que o cronograma de vacinação contra o coronavírus, apresentado pelo governo de São Paulo na semana passada, segue mantido para o final de janeiro.

Produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a vacina ainda está na terceira fase de teste, em que a eficácia precisa ser comprovada antes de ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A vacina estará disponível em janeiro e em 25 poderá começar essa campanha. Espero que essa campanha seja, também, nacional, não seja só do estado de São Paulo, mas que seja incorporada por todo o Brasil através do programa nacional de imunização”, disse Dimas Covas em entrevista à GloboNews.

Segundo Dimas Covas, um dos objetivos do programa estadual é acelerar o uso da vacina e pressionar o governo federal a estabelecer um plano nacional de imunização. O anúncio foi feito no dia 7 de dezembro.

“O Butantan tem o compromisso de entregar as vacinas. Nós temos um cronograma, esse cronograma está sendo rigorosamente cumprido. Vamos ter a primeira vacina disponível aqui no Brasil, e isso é para uso. Não tem sentido a vacina permanecer na prateleira. O plano do governador do estado de São Paulo é um plano exatamente para acelerar esse uso, dada a imobilidade da autoridade maior, do nosso programa nacional de imunização, algo tem que ser feito. Não se admite a vacina parada na prateleira”, afirmou.

Dimas Covas diz que Brasil não se preparou para enfrentar a questão das vacinas

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“Foi proposto esse plano, e ele causou a discussão, ele atingiu já o seu primeiro objetivo, que é provocar a discussão em relação à vacina. Até então este assunto estava imobilizado. Não se discutia, não se discutia de forma aprofundada, nem um plano coerente nós tínhamos e continuamos não ter. Então, nós temos que discutir, sim. É função dos entes que compõe o SUS”, completou.

Registro definitivo

Nesta segunda (14), o governo de São Paulo anunciou uma mudança de estratégia para conseguir autorização para o uso da vacina no Brasil. A previsão inicial era de que os resultados dos testes feitos no país fossem enviados à Anvisa nesta terça (15).

O Butantan optou por desistir de pedir liberação para uso emergencial e apresentar a documentação completa para conseguir o registro definitivo do imunizante.

A solicitação será levada também à NMPA (National Medical Products Administration), instituição chinesa responsável pela regulação de medicamentos.

Número de infectados

Segundo o governo, a fase 3 dos testes no Brasil registra 170 voluntários contaminados. O estudo conclusivo vai medir a taxa de eficácia do imunizante comparando quantos receberam placebo e quantos tomaram a vacina. A taxa mínima recomendada pela própria Anvisa é de 50% como parâmetro de proteção.

“A decisão de concluir o estudo ocorre após os cientistas terem sinalizado que o número mínimo necessário de 151 voluntários infectados já foi ultrapassado. Hoje a fase três da vacina do Butantan já tem 170 voluntários infectados, incluindo os grupos vacinados e placebo”, afirmou Doria nesta segunda.

Aprovação

A CoronaVac está na terceira fase de testes, estágio em que a eficácia precisa ser comprovada antes da liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para que a vacina comece a ser distribuída, é necessário que o Instituto Butantan envie um relatório à Anvisa e que o órgão aprove o uso do imunizante.

O governo paulista espera conseguir o registro em agências reguladoras internacionais para, se necessário, fazer uso da chamada Lei Covid, que prevê prazo de até 72 horas para a Anisa conceder a autorização caso o imunizante tenha conseguido registro no Japão, nos EUA, na Europa ou na China.

Caso o prazo não seja cumprido e a Anvisa não se manifeste, a autorização é concedida automaticamente.

Em entrevista à GloboNews nesta terça, o coordenador Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, Paulo Menezes, disse que o governo espera conseguir a liberação, mas que se recorrerá à aplicação da lei se for preciso.

“Nós esperamos que não haja essa necessidade, que a Anvisa atue como órgão regulador do estado para medicamentos e produtos. Mas, se for necessário, essa é uma possibilidade, sem duvida.”

Coordenador do Centro de Contingência no novo Coronavírus em SP fala sobre próximos passos da CoronaVac

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“Nós esperamos que nessa situação pela qual estamos passando, de recrudescimento da pandemia, com aumento do número de casos, falta de disponibilidade de leitos já em algumas regiões do país e mais de 180 mil óbitos, nós esperamos que tenhamos uma avaliação o mais acelerada possível para iniciar vacinação quase que imediatamente após termos o resultado dos estudos da CoronaVac”, destacou.

Ministério da Saúde

Na semana passada, durante reunião de governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que, se houver demanda e preço, o governo federal irá comprar a “vacina do Butantan” (assista no vídeo acima).

Na mesma reunião, ministro afirmou que a análise da compra da CoronaVac será enviada ao Palácio do Planalto após a conclusão dos estudos do Butantan.

Embates com o governo federal

Em outubro, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, chegou a anunciar, em uma reunião virtual com mais de 23 governadores, a compra do imunizante. Mas, menos de 24 horas depois, a aquisição foi desautorizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em 1° de dezembro, o governo federal divulgou a estratégia “preliminar” para a vacinação dos brasileiros. Naquele calendário apresentado, a CoronaVac não foi citada pelo Ministério da Saúde.

No dia seguinte, a Anvisa disse que irá aceitar que empresas desenvolvedoras de vacinas contra a Covid-19 solicitem o “uso emergencial” no Brasil e divulgou os requisitos para o pedido.

Por conta dos embates políticos, o governo de São Paulo oficializou o programa de vacinação estadual.

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G1 – Globo.

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