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Diário do Verdão – Análise: Cuca leva Palmeiras a triunfo com mudança tática e jogada ensaiada

Redação

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Diário do Verdão - Análise: Cuca leva Palmeiras a triunfo com mudança tática e jogada ensaiada

Após primeiro tempo ruim, técnico mantém esquema com quatro atacantes, mas troca Erik por Leandro Pereira. Mudança faz Verdão ganhar presença na frente e vencer

Desde abril, quando disse logo após a eliminação alviverde no Paulistão que o Palmeiras seria campeão brasileiro Cuca escancarou a sua enorme confiança no elenco que ele tem em mãos. Na importante vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, no sábado à tarde, pela 27ª rodada, o técnico demonstrou que a sua fé se baseia no conhecimento das características dos seus jogadores. Algo que lhe permite a possibilidade de armar o time taticamente de acordo com o adversário, corrigir erros durante as partidas e trabalhar eficientes jogadas ensaiadas. Cuca tem grandes méritos no 16º triunfo em 27 rodadas do líder do Brasileirão.

Palmeiras x Coritiba campinho (Foto: GloboEsporte.com)

A linha ofensiva do Palmeiras no primeiro tempo (Foto: GloboEsporte.com)

Após um primeiro tempo muito truncado, o comandante alviverde acertou ao modificar uma peça no seu esquema ofensivo e viu uma jogada treinada na Academia culminar no segundo gol. Cabe ao treinador entender o quanto antes os fatores que levam sua equipe a cair de produção. Saber usar o intervalo para acertar o time também deve ser uma prerrogativa para comandar um grande clube. Mas nem todos sabem disso. Cuca soube.

Como iria encarar em casa um rival bem mais fraco tecnicamente e em posição intermediária na tabela de classificação (13º), Cuca colocou em campo um time com quatro atacantes e nenhum jogador mais marcador no meio. Os homens de frente eram Dudu, pela esquerda, Róger Guedes, pela direita, além de Gabriel Jesus e Erik atuando mais adiantados. Atrás deles ficaram os volantes Tchê Tchê e Moisés, que saem jogando e não são apenas especializados no combate ao oponente.

Apesar da boa aposta tática, o Palmeiras sentiu falta de um articulador, enfrentou grandes dificuldades para furar a retranca do Coritiba e teve uma atuação muito abaixo da média no primeiro tempo, quando apenas uma chance clara de gol foi criada – e desperdiçada – por Jesus.

Palmeiras x Coritiba campinho 2º tempo (Foto: GloboEsporte.com)

Campinho mostra a linha de frente do Verdão na segunda etapa (Foto: GloboEsporte.com)

No intervalo, Cuca demonstrou que fez uma leitura correta da primeira etapa e com uma modificação na linha ofensiva venceu o jogo. O centroavante Leandro Pereira entrou no lugar de Erik, que atua pelos lados. Com um homem mais centralizado na frente, os defensores do Coxa passaram a dar mais espaços para a chegada dos outros atacantes.

Quem mais se aproveitou da mudança foi Dudu, que, ao encontrar preciosos espaços, passou a comandar o time, sendo o criador de jogadas que faltou na primeira etapa. Mais efetivo, o Palmeiras acabou abrindo o placar, aos 5 minutos, com Leandro Pereira. Dudu bateu falta pela esquerda, o lateral Walisson Maia desviou de cabeça para trás e, o camisa 30 foi mais esperto que o goleiro Wilson e cabeceou para abrir o placar. Veja o lance:

Empolgado e ocupando os espaços com extrema qualidade, o Palmeiras chegou ao segundo gol em jogada ensaiada que fez Cuca vibrar muito em frente ao banco de suplentes. A trama, aos 11 minutos, foi, mais uma vez, iniciada por Dudu. O capitão cobrou falta na intermediária rolando a bola para Egídio, que tocou para Moisés, na direita. De primeira, o volante lançou Róger Guedes, que apareceu livre dentro da área e cruzou para o meio. Quatro jogadores chegaram prontos para fazer o gol. Mina empurrou para a rede.

Relaxado, o Palmeiras passou a trabalhar mais as jogadas em busca do terceiro gol. Com mais espaço, Gabriel Jesus, artilheiro do Brasileirão tentou deixar o gol dele. Ele desperdiçou duas boas chances. Em um contragolpe, o Coxa acabou diminuindo cinco minutos depois, com Iago. Mas a diminuição do placar não assustou o Palmeiras. Tratava-se de um clássico gol de honra, daqueles que não significam início de uma reação, apenas um último espasmo do time perdedor.

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