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Educação

Creche entrega bebê para mãe com marcas de mordida no interior SP

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Creche entrega bebê para mãe com marcas de mordida no interior SP

A mãe do menino de 1 ano e 5 meses que registrou boletim de ocorrência por lesão corporal após o filho voltar de uma creche de Severínia (SP) com várias marcas de mordidas, diz que se assustou ao ver que a criança tinha ao menos 15 ferimentos pelas costas, orelhas, barriga e rosto.

A mãe procurou a delegacia da cidade para denunciar o caso na manhã desta quarta-feira (20). Quatro funcionárias da unidade de ensino foram afastadas temporariamente do cargo e a Polícia Civil informou que abrirá inquérito para investigar a denúncia.

A mãe afirma que recebeu um telefonema da creche, local onde o menino estudava há oito meses, dizendo que o filho estava machucado porque uma criança tinha mordido ele. Ela conta que trabalha em Olímpia (SP), cidade vizinha a Severínia, e por isso pediu para que a irmã fosse buscá-lo

“EU NÃO CONSEGUIA NEM IMAGINAR O QUE ERA. QUANDO MINHA IRMÃ ME MANDOU FOTOS, EU FIQUEI SEM PERNA. QUERIA VER MEU FILHO, QUERIA ELE DO MEU LADO. NÃO ME CONFORMO. ESTOU CHOCADA COM A ESCOLA. INEXPLICÁVEL”, DIZ A MÃE.

A tia da criança alega que as funcionárias da creche não souberam explicar o que teria acontecido com o menino. Elas apenas disseram que ele estava no berçário com outras duas crianças quando os ferimentos foram causados, conta a tia.

“Eu não tive nem reação. Assim que eu o vi, não acreditei, parecia que tinha sido espancado. O rosto dele estava inteiro inchado. Quem falou comigo foi somente a secretária de educação, mas não teve explicação alguma”, diz a tia.

Por telefone, a secretaria de educação informou à TV TEM que oito monitoras trabalham na creche e que quatro estavam na hora em que o menino foi mordido.

Ela também disse que as professoras estavam transferindo as crianças do berçário pra uma outra sala, quando o menino teria sido atacado por uma das duas crianças que estavam com ele, sem que elas percebessem.

A mãe alega querer uma explicação sobre o que aconteceu com o filho e pede que as funcionárias sejam responsabilizadas por não terem evitado a situação.

“Eu quero que seja esclarecido. Quero imagens de câmeras e tudo. Não me conformo até agora por saber que tinham monitoras no momento e que não ouviram o choro. Não culpo as crianças que fizeram isso porque são inocentes, mas as funcionárias terão de pagar”, diz a mãe.

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