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Craque Neto – Ficamos dependentes do ‘VAR’?

Redação
Escrito por Redação

Quando começou a polêmica sobre a implantação do árbitro de vídeo VAR no Brasil eu confesso que fui contra porque achei que realmente acabaria com as discussões sobre os lances polêmicos. E para quem trabalha em televisão esse papo é fundamental, diga-se de passagem! Mas pra minha surpresa – e acredito que da maioria das pessoas – essas resenhas só aumentaram. Poxa vida! No Brasileirão do ano passado tiveram vários lances que os árbitros erravam mesmo com o auxílio do vídeo VAR. Algo inacreditável! Mas é bom que se diga que tem alguns lances que até olhando as duzentas câmeras paira uma dúvida no ar.

Mas vendo esse início de 2020 e alguns lances sobretudo no Campeonato Paulista, que é o que eu tenho acompanhado mais por causa do meu trabalho, tem algumas jogadas que não dá pra acreditar que o juizão ignorou. A falta do lateral Fágner, por exemplo, no jogo do Corinthians diante do Santo André, merecia expulsão direto. Ele deu um rapa feio no menino do time do ABC. Aliás, nesse mesmo jogo o Vágner Love sofreu um pênalti clamoroso. Foi puxado dentro da área e o apito deixou passar. Pra falar a verdade até o comentarista de arbitragem da TV Globo erradamente deixou passar. Ridículo!

Agora outra jogada absurda aconteceu nesse clássico entre Palmeiras e Santos no Pacaembu. O que foi esse pisão do hoje zagueiro Felipe Melo no santista Yuri Alberto? Pelo amor de Deus! Como é que o Sr. Flávio Rodrigues de Souza me ignora isso? Era pra cartão vermelho direto com louvor! São por situações assim que o futebol ficou meio dependente do tal VAR. Fica difícil engolir lances polêmicos se nós acostumamos esclarecer logo na sequência. Fica a reflexão.

Artilheiro ou enganação?

Não dá pra negar que o atacante argentino Mauro Boselli tem uma história interessante no futebol. Aos 34 anos ele foi revelado pelo Boca Juniors, passou pela Espanha, Inglaterra e Itália e marcou época no México, onde fez mais de 130 gols com a camisa do León. Foi esse bom desempenho que fez a diretoria do Corinthians correr atrás dele. O trouxe no início de 2019, mas teve poucas oportunidades nas mãos do técnico Fábio Carille. Talvez isso até tenha feito eu ter uma má vontade com ele. Só que em 2020 o gringo voltou como titular e começou arrebentando fazendo três gols na goleada por 4 a 1 do Timão na estreia do Paulistão. Mas a irregularidade nas atuações fez o técnico Tiago Nunes novamente o colocá-lo na reserva.

Aí fico pensando: o cara fez o gol que salvou o Corinthians da derrota vergonhosa para o Santo André na última rodada. Inclusive acertou uma bola na trave e foi o jogador mais lúcido do ataque alvinegro. É um dos artilheiros do Estadual. Agora o que não dá pra entender é porque existe tanta descrença com a qualidade dele? Seria ele realmente um artilheiro de qualidade indiscutível? Ele realmente merece ter um dos maiores salários do País???

Empolgação passageira

Quando a diretoria do Santos anunciou a contratação do português Jesualdo Ferreira pra mim soou até meio ridículo. Afinal, com todo o respeito ao profissional de 73 anos, o Peixe estava descaradamente tentando copiar o sucesso do Flamengo com o compatriota Jorge Jesus sem nenhum estudo estatístico. Ou seja, ele já estava até meio aposentado na Europa trabalhando como comentarista. Mas trouxeram e o futebol meia boca do Peixe já faz a diretoria estudar a troca de comando. Entretanto esbarram na baita multa de mais de R$ 13 milhões para manda-lo embora. Talvez essa seja uma das mais claras mostras de incompetência por parte de um dirigente de futebol. Digo, o cara se empolga pra trazer algo que considera revolucionário, banca uma tremenda grana pra isso (que não sai do bolso dele, não é verdade?) e depois se arrepende de tudo. E tudo isso em um período de pouco mais de dois meses? É incrível ou não é?

 

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