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Conselheiros, comentaristas, dono de posto: veja por onde andam os heróis do primeiro título brasileiro do Corinthians, em 1990

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Conselheiros, comentaristas, dono de posto: veja por onde andam os heróis do primeiro título brasileiro do Corinthians, em 1990

Relembre ou conheça os jogadores que levantaram a taça há exatos 30 anos

O Corinthians festeja nesta quarta-feira 30 anos de seu primeiro título brasileiro, conquistado em 1990.

Após vencer as duas finais contra o rival São Paulo, a segunda em 16 de novembro daquele ano, o Timão levou, enfim, o caneco para o Parque São Jorge.

Homenagem ao título do Brasileiro de 1990 em CT do Corinthians — Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians

Homenagem ao título do Brasileiro de 1990 em CT do Corinthians — Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians

Abaixo, relembre (ou conheça) os heróis daquele Campeonato Brasileiro. Muitas das informações foram retiradas do “Almanaque do Timão”, do historiador Celso Unzelte :

Ronaldo Giovanelli (goleiro)

Titular da campanha, marcou época no clube e é até hoje o goleiro com mais jogos na história (602). Só fica atrás de Wladimir (805) e Luizinho (606). Cria da casa, já era titular havia dois anos. Depois de 90, venceu a Supercopa de 1991, a Copa do Brasil de 1995 e dois paulistas (95 e 97).

Jogou no clube de 1988 a 1998. Aos 53 anos, é comentarista da TV Bandeirantes e foi eleito conselheiro do clube.

Ronaldo Giovanelli na eleição do Corinthians — Foto: Marcelo Braga

Ronaldo Giovanelli na eleição do Corinthians — Foto: Marcelo Braga

 

Giba (lateral-direito)

Defendeu o Corinthians de 1989 a 1993 após jogar no Guarani, entrando em campo 210 vezes e marcando 17 gols. Fez um gol na campanha de 1990, na vitória contra o Atlético-MG, na primeira fase. Tornou-se técnico, comandou vários clubes (entre eles o Santos), mas morreu em 2014 aos 52 anos, vítima de amiloidose, uma doença rara que atacou os seus rins.

Último clube de Giba como técnico foi o Paulista de Jundiaí, em 2014 — Foto: Anderson Rodrigues / Sala de Imprensa

Último clube de Giba como técnico foi o Paulista de Jundiaí, em 2014 — Foto: Anderson Rodrigues / Sala de Imprensa

Marcelo Djian (zagueiro)

Cria da base, tinha 23 anos na conquista e foi titular durante cinco anos. Para o historiador Celso Unzelte, um dos maiores zagueiros formados na base do clube. Foi vendido para o Lyon no meio do Brasileirão de 1993 após 342 jogos e quatro gols pelo Timão. Atuou ainda por clubes como Goiás, Cruzeiro e Atlético-MG. Virou representante de jogadores.

De 2017 a 2019, teve uma experiência como diretor do Cruzeiro, mas saiu em janeiro. Aos 53 anos, reativou sua licença de agente de jogador e voltará a trabalhar com o mercado francês em 2021.

Marcelo Djian, agente de jogadores e ex-atleta do Corinthians — Foto: Arquivo pessoal

Marcelo Djian, agente de jogadores e ex-atleta do Corinthians — Foto: Arquivo pessoal

Guinei (zagueiro)

Tinha 21 anos na conquista e vinha do São Bento, junto com Tupãzinho. Foi titular ao lado de Marcelo. No ano seguinte, ficou marcado por erros contra o Boca Juniors, da Argentina, na eliminação da Libertadores. Deixou o clube em 1992 com 128 jogos e um gol. Tem 51 anos, vive em Sorocaba e dá aula em escolinha de futebol.

Guinei, ex-Corinthians, dá aula em Sorocaba — Foto: Reprodução

Guinei, ex-Corinthians, dá aula em Sorocaba — Foto: Reprodução

Jacenir (lateral-esquerdo)

Tinha 31 anos na conquista e vivia sua segunda passagem pelo clube. Fez 214 partidas pelo Corinthians, com sete gols marcados. Jogou na Portuguesa, Ituano, Santo André e parou de jogar no futebol norte-americano. Chegou a ser auxiliar técnico de Giba. Tem 51 anos e vive nos Estados Unidos e dá aula para crianças na United Futbol Academy.

Jacenir, ex-Corinthians, hoje trabalha nos Estados Unidos — Foto: Reprodução

Jacenir, ex-Corinthians, hoje trabalha nos Estados Unidos — Foto: Reprodução

Márcio (volante)

Cria do terrão, Henrymárcio Bittencourt era símbolo de raça do Timão. Tanto que saiu de campo na final contra o São Paulo com uma marca de sangue na camisa. Marcador implacável, disputou a Copa América pelo Brasil em 1991. Fez 273 jogos pelo clube e nunca fez um gol a favor – seu único gol na carreira foi contra o Timão, quando defendeu o Inter em 1992.

Auxiliar do Corinthians nos anos 2000, assumiu a equipe com a demissão de Daniel Passarella em 2005, fez 29 jogos, mas acabou deixando o cargo na reta final com a contratação de Antônio Lopes. Hoje, aos 56 anos, ocupa um cargo de conselheiro nas categorias de base do Timão.

Neste ano, ele participou do podcast “GE Corinthians” e lembrou detalhes da conquista

Márcio Bittencourt em jogo da base — Foto: Danilo Sardinha

Márcio Bittencourt em jogo da base — Foto: Danilo Sardinha

Ezequiel (volante)

Mais um ídolo identificado pela raça. Vivia em 1990 o seu primeiro ano de clube, que havia lhe trazido do Ituano. Ficou até 1995, participando das conquistas do período. Fez 245 jogos e 11 gols e ganhou grito da torcida: “Eeee…ze-qu-iel! Eeee…ze-qu-iel”. Foi para a Ponte Preta em 95.

Tem hoje 58 anos, vive em Campinas e trabalha em escolinha de futebol.

Wilson Mano (volante)

Autor do gol da vitória no primeiro jogo da final contra o São Paulo, acumulou 405 jogos pelo Timão em duas passagens, marcando 34 gols.

Jogou em diversas posições e era muito útil, mesmo saindo do banco. Chegou do XV de Jaú e atuou também como lateral-direito, zagueiro, meia e até atacante. Jogou no Bahia e se aposentou no XV.

Virou treinador, mas já não atua na função há cinco anos. Aos 56, é dono de alguns postos de gasolina em Jaú.

Wilson Mano, ex-jogador do Corinthians — Foto: Arquivo pessoal

Wilson Mano, ex-jogador do Corinthians — Foto: Arquivo pessoal

Neto (meia)

Principal nome da conquista, veio do Palmeiras em 1989 após uma troca de jogadores. Aos 23 anos, foi autor de nove gols na campanha do título e virou o “Xodó da Fiel”, que amava as suas cobranças de falta. Fez 80 gols pelo Timão em 228 jogos divididos em duas passagens. A última se encerrou em 1997, quando foi campeão paulista como reserva.

Jogador polêmico, se aposentou aos 33 anos jogando no Deportivo Italchacao, da Venezuela. Virou comentarista esportivo e hoje é apresentador do Grupo Bandeirantes. Foi eleito conselheiro trienal nas eleições de novembro e diz ter o sonho de um dia se tornar presidente do Timão. Tem 54 anos.

Mauro (ponta)

Aos 58 anos, continua no Corinthians. Mas não como jogador, claro. Observador técnico do Timão nos últimos 13 anos, tendo sido responsável por achar craques no interior, Mauro da Silva foi um ponta-esquerda muito veloz que surgiu na Ponte Preta e vinha do Palmeiras.

Tinha 27 anos na campanha do Brasileirão. Fez um gol contra o Atlético-MG naquele título, na primeira fase. Deixou o Timão em 91 com 104 jogos e oito gols.

Duílio Monteiro Alves, novo presidente do Corinthians, ao lado de Mauro da Silva e Vilson — Foto: Marcelo Braga

Duílio Monteiro Alves, novo presidente do Corinthians, ao lado de Mauro da Silva e Vilson — Foto: Marcelo Braga

Fabinho (ponta)

O ponta-direita do Timão havia chegado do Novorizontino no ano anterior e tinha 24 anos. Foi o autor da jogada do gol de Tupãzinho na grande decisão contra o São Paulo. Em duas passagens, acumulou 258 jogos e 25 gols. Fez um na campanha do título, contra o Bragantino.

Em 1995, partiu para o Internacional. Tem 55 anos, vive em Santo André e trabalha como agente de jogadores.

Fabinho, campeão brasileiro pelo Corinthians em 1990 — Foto: Arquivo pessoal

Fabinho, campeão brasileiro pelo Corinthians em 1990 — Foto: Arquivo pessoal

Tupãzinho (meia)

Foi o carrinho de Tupãzinho que deu o título brasileiro de 1990 ao Corinthians na vitória por 1 a 0 contra o São Paulo, numa tarde de Morumbi lotado. Virou “Deus Tupã” naquele dia. Virou talismã da Fiel, muitas vezes saindo do banco para resolver jogos.

Jogou por sete temporadas no clube, até 1996. Acumulou 341 jogos e 52 gols.

Emprestado ao América-MG em 1997, onde foi campeão da Série B, acabou negociado em definitivo com o Fluminense. Depois, jogou em clubes do Mato Grosso e de Minas Gerais.

Aos 52 anos, vive em Tupã-SP, cidade que deu o apelido a Pedro Francisco Garcia. Virou treinador, mas está sem clube. Foi vereador na cidade de 2013 a 2016. Diz que largou a política.

Tupãzinho, autor do gol do título do Corinthians em 1990 — Foto: Arquivo pessoal

Tupãzinho, autor do gol do título do Corinthians em 1990 — Foto: Arquivo pessoal

Dinei (atacante)

O Campeonato Brasileiro de 1990 marcou o início da história de Dinei, filho de Ney, craque dos anos 1960, no Corinthians. Cria da base, estreou num 0 a 0 contra o Vasco e, na rodada seguinte, fez o gol da vitória por 1 a 0 contra o Santos, no Pacaembu. E foi só o início da história.

Muito identificado, tornou-se o primeiro jogador tricampeão brasileiro pelo clube (1990, 1998 e 1999). No período, rodou por vários clubes do Brasil e jogou até na Suíça. Em 1996, pelo Coritiba, foi suspenso por quatro meses por uso de cocaína. Voltou ao Timão em 1998 e foi fundamental na conquista.

Ganhou também o Paulista de 1999 e o Mundial de 2000. Aposentou-se em 2003, na Portuguesa Santista. Participou de duas edições de “A Fazenda”, da TV Record, e frequentemente se candidata a cargos de vereador ou deputado estadual, mas nunca foi eleito. Completou 50 anos em setembro.

Dinei completou 50 anos em 2020 — Foto: Filipe Rodrigues/GloboEsporte.com

Dinei completou 50 anos em 2020 — Foto: Filipe Rodrigues/GloboEsporte.com

Paulo Sérgio (meia)

Outra prata da casa, tinha sido vice-campeão paulista pelo Novorizontino naquele ano, voltando para integrar o elenco campeão brasileiro em 1990. Foi muito usado pelo técnico Nelsinho Baptista, que já o conhecia do clube do interior. Em 1993, chegou até a jogar no gol num jogo em que Ronaldo foi expulso. Disputou a Copa do Mundo de 1994 com Carlos Alberto Parreira.

Pelo Timão, fez 183 jogos e 24 gols Na época do tetra, já jogava pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha. Na Europa, atuou também pela Roma, da Itália, e pelo Bayern de Munique, onde venceu a Liga dos Campeões de 2000/01.

No Brasil, encerrou a carreira no Bahia em 2003. Hoje, aos 51, atua como comentarista na Rede TV.

Élber e Paulo Sérgio homenagem Bayern de Munique — Foto: Reuters

Élber e Paulo Sérgio homenagem Bayern de Munique — Foto: Reuters

Nelsinho Baptista (técnico)

Substituiu o pugilista Zé Maria na terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 1990, após se destacar no vice-campeonato paulista com o Novorizontino. Ficou no clube até a metade de 1991, mas voltaria para mais três passagens.

Em 1993, perdeu as finais do Paulistão e do Rio-São Paulo para o Palmeiras. Foi campeão paulista em 1997. A última passagem foi em 2007, quando foi o técnico da reta final do Brasileirão, não conseguindo evitar a queda para a Série B.

Ganhou o Paulistão de 1998 pelo São Paulo e a Copa do Brasil de 2008 pelo Sport, ambos contra o Corinthians. Completou 70 anos em 2020 e segue trabalhando no Japão, no Kashiwa Reysol. É pai do técnico Eduardo Baptista, que já comandou clubes como Ponte Preta e Palmeiras.

Nelsinho Baptista no Kashiwa Reysol — Foto: Kaoru Watanabe / Gekisaka

Nelsinho Baptista no Kashiwa Reysol — Foto: Kaoru Watanabe / Gekisaka

Outros campeões

 

Dagoberto (goleiro)

Jogou no Corinthians de 1989 a 1990, acumulando só 11 jogos. Jogou a estreia daquele Brasileirão, com uma derrota por 3 a 0 para o Grêmio. Hoje tem 58 anos.

Wilson (goleiro)

Jogou no Corinthians entre 1990 e 1995, quando já era um veterano. Com as indisciplinas de Ronaldo, foi acumulando jogos, chegando a 60. Na campanha de 90, entrou na vitória contra o Santos quando Ronaldo foi expulso e foi titular na partida seguinte, contra o Goiás. Hoje tem 62 anos.

Dama (zagueiro)

Seu último jogo pelo Corinthians foi a derrota por 3 a 0 para o Grêmio, na segunda rodada de 1990. Estava desde 1986 no clube e fez 83 jogos e três gols. Foi reserva na campanha toda. Tem 55 anos.

Vagner (meia)

Cria da base, subiu em 1988, foi cedido ao Sampaio Corrêa e voltou na campanha do título, sendo titular também na derrota para o Grêmio, seu último jogo. Acumulou só quatro partidas pelo time profissional. Tem 52 anos.

Gérson (lateral-esquerdo)

Contratado após se destacar pelo Botafogo da Paraíba, fez suas únicas três partidas pelo clube na campanha do título brasileiro, sendo titular na vitória por 2 a 1 contra o Atlético-MG, nas quartas de final. Deu entrevista recente para o ge e contou a sua história. Aos 53 anos, vive em João Pessoa.

Jairo (volante)

Jogador raçudo, chegou do Criciúma naquele ano e, em 1992, foi para o União São João. Disputou cinco jogos na campanha do título nacional. Acumulou 84 partidas e sete gols pelo Timão. Morreu em 2007, aos 41 anos, após um acidente de moto.

Antônio Carlos (ponta) e Ângelo (centroavante)

Dois reforços que chegaram do XV de Jaú naquele ano. Antônio Carlos fez 13 jogos pelo Timão no Brasileirão e marcou um gol importante, na vitória por 1 a 0 contra o Fluminense, na primeira fase. Depois, transferiu-se para o Paysandu. Tem 54 anos. Ângelo, por sua vez, só fez três jogos e não conseguiu deixar a sua marca. Também não ficou para 1991. Tem 55 anos.

Valmir (centroavante)

Sensação da Copinha de 1990, fez 25 jogos no profissional naquele ano, mas só três no Brasileirão. Fez três gols no Campeonato Paulista, mas ficou zerado no Nacional. Acabaria no Bragantino no ano seguinte. Tem 50 anos.

Juarez (centroavante)

Outra revelação da Copinha de 1990. Fez quatro jogos no Paulistão, dois no Brasileirão, mas não vingou. Acabou no Bragantino. Tem 48 anos.

Télson (atacante)

De seus dois jogos pelo Corinthians, um foi no Brasileirão de 1990, quando substituiu Márcio na derrota para o Grêmio. Partiu depois para o Fluminense. Tem 52 anos.

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GE – Globo Esporte.

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