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Comemoração petista

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Por Rodrigo Constantino

Comemoração petista

O PT completou 42 anos de existência essa semana, e tem muito a celebrar. “O povo brasileiro está depositando no PT e em nosso presidente Lula a esperança de reconstruir nosso país”, disse a presidente Gleisi Hoffman. “Apesar de todos os retrocessos que o país atravessa, temos o que comemorar no dia de hoje. Nossa força mostra o quanto sonhar e lutar vale qualquer esforço”, afirmou Lula. Não é por isso que os petistas devem comemorar.

Na verdade, os caciques do partido devem celebrar a impunidade brasileira, a ignorância de parte do povo, o romantismo tolo de uma elite culpada. O PT, principalmente no começo, atraiu artistas e empresários sonhadores, que defendiam a “justiça social”, a “igualdade”, o socialismo. O PT se colocou como defensor dos trabalhadores, mas sempre privilegiou o sindicalismo oportunista. O PT encheu os cofres dos grandes empresários “amigos do rei”, mas se vende como defensor dos pobres.

O crescimento no começou da era lulopetista se deveu basicamente ao fator China, com o preço das commodities que o Brasil exporta explodindo e permitindo a entrada de divisas. O PT deve celebrar a falta de conhecimento em economia de parte da população, que é incapaz de fazer essa associação, e hoje sente os efeitos da reação à pandemia e também não sabe separar isso do governo Bolsonaro. Em suma, o PT festeja a estupidez.

Ao lado do ditador comunista Fidel Castro, o PT fundou o Foro de SP, que avançou com seus tentáculos autoritários pela América Latina, tendo na Venezuela o caso de mais sucesso, do ponto de vista dos tiranos. O PT até hoje defende Cuba, Venezuela e Nicarágua. Mas o PT se coloca como o salvador da democracia brasileira, que estaria ameaçada por Bolsonaro. E o PT conta com muitos militantes disfarçados de jornalistas para alimentar essa narrativa falsa. O PT deve celebrar a falta de ética de uma imprensa vendida.

E claro, há a impunidade. O PT roubou como ninguém, está mais para uma quadrilha criminosa do que um partido político. Não obstante, todos estão soltos, à exceção de Palocci, tratado como traidor por ter dito a verdade sobre a roubalheira. O chefe está não só solto como elegível, com liberdade para mentir nas redes sociais, divulgar o discurso de que foi inocentado, o que é Fake News, bancar o perseguido político. O PT deve celebrar o aparelhamento das principais instituições republicanas, e deveria acender velas para companheiros supremos.

Roberto Campos resumiu bem o fenômeno: “Nossas esquerdas não gostam dos pobres. Gostam mesmo é dos funcionários públicos. São estes que, gozando de estabilidade, fazem greves, votam no Lula, pagam contribuição para a CUT. Os pobres não fazem nada disso. São uns chatos…” Campos também sintetizou com perfeição o petismo: “O PT é um partido de trabalhadores que não trabalham, estudantes que não estudam e intelectuais que não pensam”.

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