Siga nossa Redes

Sem categoria

Com hospitais lotados pela Covid-19, mães bolivianas escolhem ter filhos em casa com parteiras

Redação

Publicado

em

Com hospitais lotados pela Covid-19, mães bolivianas escolhem ter filhos em casa com parteiras

Existem 200 parteiras certificadas no país. Profissionais estão com cerca de 15 partos por mês.

Irma Arancibia decidiu dar à luz seu sétimo filho em casa, parte de uma tendência que cresce na Bolívia: as futuras mães estão evitando os hospitais, lotados com pacientes da Covid-19.

Os primeiros seis filhos de Arancibia nasceram em hospitais públicos, com os custos cobertos por planos de saúde que não se estendem ao parto domiciliar. Mas, com medo do crescimento da pandemia – houve mais de 8.300 mortes por coronavírus na Bolívia até agora –, ela diz que vale a pena pagar por uma parteira para dar à luz seu bebê.

“(O bebê) vai nascer aqui em casa sem atendimento médico público”, disse Arancibia à Reuters. “Quando a pandemia começou, ficou complicado nos centros de saúde. É difícil ir até eles”.

Arancibia deu à luz um menino, que se juntou a dois irmãos e quatro irmãs.

Na Bolívia, 200 parteiras são certificadas e, há apenas algumas semanas, realizavam apenas alguns partos domiciliares por mês. Agora, cada uma tem uma programação de cerca de 15 por mês.

“Antes, havia apenas algumas mães muito bem informadas que já haviam escolhido conscientemente o parto em casa. Agora há muitas que optam por medo de ir para o hospital”, disse Lina Svenzen, parteira certificada.

Lina Svenzen, parteira certificada conversa com Irma Arancibia após o parto — Foto: David Mercado/Reuters

Lina Svenzen, parteira certificada conversa com Irma Arancibia após o parto — Foto: David Mercado/Reuters

Alguns hospitais privados prestam atendimento especial às gestantes que não podem ter acesso ao sistema público de saúde, enquanto outros abriram alas para mães com Covid-19, já que 80% das gestantes bolivianas testam positivo para o vírus. O país teve 138 mil casos confirmados do Sars CoV-2 até agora.

.

.

.

Por G1

mais lidas