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Claudio Nunes: CHAMA O ESPECIALISTA

Redação
Escrito por Redação
CHAMA O ESPECIALISTA

Que saudade da mesa de bar. Que saudade dos amigos. Que saudade da vida normal.
Continuamos com estado tomando medidas restritivas aos cidadãos por conta da Pandemia, cercados por especialistas, nos informam no dia a dia como esculpir nossa rotina.

Verdade, algumas medidas são necessárias e outras nem tanto. No famigerado noticiário da TV a informação de que é necessário exercício físico ao ar livre, respeitando distanciamento social. A própria OMS fez a mesma recomendação e por exemplo em São Paulo, os parques e praças foram fechados. Precisamos combinar melhor com os especialistas o que recomendar. A pergunta que fica é, onde o Paulistano deveria fazer exercício ao ar livre? Na sua sacada ou no meio fio da rua, ele pode escolher. Talvez agora possamos fazer exercícios nas ruas que foram interditadas. Ontem também foi anunciado novo rodízio de carros em São Paulo (a partir do dia 11 de maio), placa podendo rodar dia sim dia não. Análise de efetividade deixo para os mesmos especialistas e convoco o poder público e seus gestores a consulta-los também em diversas áreas, não apenas nessa crise, afinal já vimos que em São Paulo, existem setores que eles não “manjam” nada.

Precisamos rever a política de como tratar o espaço publico em São Paulo e outras cidades do Brasil. Hoje, a chata quarentena, nos ensinou quão necessário é também nossa saúde mental, entretenimento, espaços legais de convívio, bairros cheios de bares e restaurantes e praças bem tratadas, enfim, conteúdo para o cidadão.

A vida do Paulistano não pode ser só trabalho e trânsito! Para não ficar só no abstrato, posso dar um exemplo simples, importamos o conceito do Parklet, além de ser extremamente difícil e restritivo sua aplicação e uso, ele já saiu de cena como vilão na cidade! Triste, funciona tão bem em outros países. A cidade não gastava nada para implementar, ao contrário ainda arrecadava, e os empresários “mecenas” criavam ambientes mais amigáveis para pedestres e ciclistas. Muitas ideias já foram apresentadas na Câmara Municipal sobre o tema de espaço publico para entretenimento, eu mesmo participei de algumas iniciativas e como tudo que têm o benefício exclusivo do cidadão fica esquecido, parado ou recusado. Hoje temos espaços como praças e canteiros que são mantidas por empresas privadas, algumas delas chegam a ter um custo de 200 mil reais por ano para mante-la em bom estado, e a prefeitura dá o benefício ao empresário que esta bancando a conta de colocar uma placa mequetrefe (no padrão exigido) com sua marca.

No nosso mundo digital isso é uma das coisas mais tontas que uma empresa pode fazer, porém muitos empresários seguem fazendo, sabe por que? Senão a praça ao lado do seu comércio fica apodrecida, suja, escura e quebrada. Já falamos sobre isso no passado, mas porque não permitir (como em inúmeras cidades mundo a fora) que o empresário se beneficie deste espaço publico que adotou, criando e mantendo um espaço bacana de convívio para o cidadão e ainda com algum serviço como um café ou restaurante? Ahh empresário capitalista, a praça é pública não pode, então é melhor que ela continue vazia, apodrecida e cheia de lixo e quem sabe alguns poucos cantinhos ficam bonitos por estarem ao lado da sede do banco na Faria Lima.

CLAUDIO G. LOUREIRO NUNES, é CEO da Tamboré Capital e Colunista do Diário de S. Paulo. Graduado em comunicação e marketing pela FAAP, Pós-Graduado em Finanças no Insper e bacharel em Administração pela Universidade Metropolitana da Florida, EUA. É especialista em Marketing e Gestão de Negócios, responsável pela abertura de importantes operações de hospitalidade e gastronomia no Brasil como TGI FRIDAYS.

Contatos:
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