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Esportes

CBV muda regulamento em prol de atletas-mães após apelo de Maria Elisa

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CBV muda regulamento em prol de atletas-mães após apelo de Maria Elisa

Jogadora teve retorno sofrido às quadras após dar à luz e contou com apoio da comissão de atletas para beneficiar futuras grávidas no Circuito; regra também beneficia lesionados

Uma postagem longa, de coração aberto, viralizou nas redes sociais. Quase um mês depois, às vésperas do início da temporada 2021/2020 do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Maria Elisa pode comemorar com orgulho os frutos do seu desabafo. O novo regulamento aprovado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) prevê que atletas que voltarem a jogar em até 18 meses após afastamento por gravidez não perderão pontos no ranking.

A regra vigente até a última temporada previa que a atleta-mãe manteria apenas 75% dos pontos que tinha antes de deixar as quadras se retornasse em até um ano. Se a volta fosse em até 18 meses, manteria somente metade da pontuação conquistada antes da maternidade. Agora a pontuação fica congelada nesse período. Atletas que sofrerem lesões graves também se beneficiam.

Maria Elisa decidiu engravidar quando a parceria com Carol Solberg, apesar de estar entre as dez melhores do mundo, não conseguiu a classificação para os Jogos de Tóquio – o limite máximo de duas duplas por país foi preenchido por Ágatha/Duda e Ana Patrícia/Rebecca.

Lucca nasceu em julho de 2020, e àquela altura Maria cogitava parar de competir. Mas ao retomar às atividades físicas acreditou que seria possível voltar ao circuito. Para tal, reeditaria a parceria que chegou às oitavas de final das Olimpíadas de 2012 com Talita.

A lista de obstáculos

 

Apesar de se ver em boas condições físicas, Maria entendeu rapidamente que muita coisa havia mudado. E viu a perda de pontuação como mais um obstáculo num contexto que por si só já seria muito desafiador.

– Já é tão difícil ter o seu corpo totalmente modificado… O centro de gravidade que mudou, a rotina mudou, o sono mudou… Você teoricamente perde as melhores possibilidades de parceria, que não foi o meu caso, mas perde patrocinadores, tem o hormônio da gravidez, que faz expandir toda sua musculatura para que possa receber uma criança, mas que também facilita ter lesões. Isso aconteceu comigo. Eu tinha uma lesão no ombro que se agravou.

 

Antes da primeira etapa do Circuito Mundial 2021, em Doha, Maria e Talita descobriram que estavam com Covid 19. Recuperadas, jogaram duas etapas do Circuito Brasileiro e ficaram em quarto na nona etapa. Como Maria seguia sofrendo com o ombro, optaram que Talita disputasse a trinca de eventos do Mundial em Cancun com Taiana – as duas venceriam o primeiro deles.

Maria testou positivo para a Covid uma segunda vez e passou por novo isolamento. Ela e Talita ainda jogaram uma etapa do Circuito Mundial, em julho, em Gstaad, na Suíça. Terminaram em nono lugar. Após as Olimpíadas, a sul-matogrossense teve a oportunidade de unir-se a Rebecca, que voltava de Tóquio, e encerrou amigavelmente a parceria.

A busca por uma nova dupla, por coincidência, uniu não apenas duas atletas de elite, mas duas mulheres que precisam se desdobrar e se redescobrir como mães-atletas. Para esta temporada, Maria Elisa terá como parceira Fernanda Berti, que tem os gêmeos Luan e Yago, de apenas sete meses. As duas só não estarão juntas na primeira etapa, em que Maria jogará com Ana Patrícia.

Com gêmeos sem apoio

 

Fernanda Berti com os gêmeos Luan e Yago, e Maria Elisa com Lucca — Foto: Arquivo pessoal

Fernanda Berti com os gêmeos Luan e Yago, e Maria Elisa com Lucca — Foto: Arquivo pessoal

O apelo de Maria Elisa junto à CBV foi feito antes da parceria ser selada, mas beneficiará Berti, que voltará às competições após mais de um ano parada. Como a gravidez era de risco, a jogadora ficou em repouso absoluto. Só voltou a fazer atividades físicas três meses após o nascimento da dupla e sofreu bastante.

– O começo foi terrível, muito difícil. Tudo doía, coisas que nunca senti na vida. Com qualquer lesão você passa por uma reabilitação para voltar a jogar, mas a gravidez pede uma reabilitação completamente diferente. Sobre a parte física, acho que melhorei bastante, estou me sentindo bem. Agora só jogando mesmo para voltar ao que estava antes de engravidar.

Nesse processo, a nova parceria foi fundamental para que Berti retomasse a rotina de atleta. Maria Elisa passou por dificuldades semelhantes alguns meses antes e demonstra empatia diante das necessidades da parceria, em eventuais mudanças de horário e também no local do treino, que duas vezes por semana é mais próximo da casa de Berti para facilitar a logística.

Fernanda Berti (esq.) disputou a corrida olímpica para Tóquio com Bárbara Seixas, prata na Rio 2016 — Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

O grande lamento de Berti é a falta de patrocinadores. Ela tinha três apoiadores até o fim de 2019 e viu todos os contratos serem encerrados ao não conquistar a vaga olímpica para Tóquio. Com a gravidez, só uma empresa se interessou em conversar com ela, mas também não fechou.

– Você presta serviço para o seu país, ganha títulos, medalhas, e de repente fica sozinha. Você volta de uma gravidez e não tem apoio de ninguém. O vôlei de praia é um esporte tão vencedor nas Olimpíadas, mas nesse ponto parece amador. Eu volto com a cara e a coragem, pagando técnico do meu bolso para poder voltar a jogar e quem sabe ganhar algum dinheiro nas competições. É muito triste, porque só dá para contar com você mesmo.

 

Nesse cenário, a decisão da CBV serve de alento. O técnico da dupla, João Luciano Kioday, vê potencial na parceria e acredita que o esforço e os sacrifícios serão recompensados.

– Elas têm um time competitivo na mão. O desafio é muito maior com os filhos, mas elas podem fazer voleibol de alto rendimento de uma forma diferente. Eu vejo pela Maria. Era o sonho dela ser mãe. Acho que hoje ela é uma mulher muito mais realizada, e acredito que a Fernanda também, mesmo com as dificuldades. Quando você está realizada e feliz, a tendência é fazer tudo muito melhor na sua vida.

Engajamento nas redes sociais

 

Em termos práticos, a perda de pontos torna mais longo o caminho das atletas nas competições. Quem tem pior ranking, a nível nacional, precisa disputar o pré-qualifying e o qualifying para só então entrar na chave principal. No Circuito Mundial, as atletas começam no country-cota, confronto entre compatriotas para limitar as duplas de cada país no qualyfing. A chave principal é apenas a terceira etapa.

A postagem de desabafo de Maria Elisa teve mais de 12 mil curtidas nas redes sociais e centenas de comentários, alguns das principais jogadoras de vôlei de praia do Brasil e do mundo.

– Ainda existem empresas que fazem a seguinte pergunta na entrevista de trabalho: ”você pretende engravidar?“ Até quando as mulheres terão que escolher entre maternidade ou profissão? E no esporte nada justifica perder os pontos – escreveu Talita.

– Engravidar deveria ser motivo de mais empatia e não de punição. (…) E, no caso da mulher, obviamente tem tudo que parar 1 ano, e o que isso representa fisicamente, hormonal, emocionalmente. Cada bebê nasce com uma necessidade e cada mãe tem que ter o direito de estar presente de acordo com a necessidade do seu filho. (…) Não pode ser assunto só de quem tem filho. Tem que ser assunto do masculino e do feminino! – escreveu Maria Clara Salgado.

Maria Elisa enviou e-mails para a Federação Internacional (FIVB) e para a CBV. A resposta da FIVB a orientou a procurar a comissão de atletas, o que ela fez também a nível nacional. No Brasil, Ramon Gomes foi um dos responsáveis por levar a demanda à CBV. O assunto foi discutido em duas reuniões, nos dias 24 de agosto e 2 de setembro, e a alteração foi aprovada.

– Após o posicionamento da Maria Elisa repensamos nos reunimos com a Comissão e sugerimos aumentar para 18 meses sem a perda de pontuação. Porém após esse período a pontuação será zerada. Ainda estamos estudando o melhor cenário. A CBV recebeu de forma compreensiva, demonstrou boa vontade e empatia com as atletas – contou Ramon.

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Globo Esporte

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