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Saúde

Casos de Covid entre policiais que atuam em presídios são 50% maiores do que na população de SP

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Casos de Covid entre policiais que atuam em presídios são 50% maiores do que na população de SP

“Minha mulher estava grávida, eu tinha medo de acontecer alguma coisa com a bebê. Teve semanas que fiquei fora de casa, pedi para ficar na casa de colegas”, conta o policial penal Alancarlo Fernet. Há 14 anos, ele trabalha dentro de penitenciárias. “É uma situação horrível devido ao medo que você tem de levar para casa. Só de falar nisso eu engasgo porque é muito sério”, desabafa.

Mais de 4 mil policiais penais, antes conhecidos como agentes penitenciários, já testaram positivo para a Covid-19, segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo. Isso significa que 12% desses profissionais já tiveram a doença. Na população total do estado, a incidência de casos é de 8%. Ou seja, nessa categoria profissional, a incidência de casos de Covid-19 é 50% maior do que na população em geral.

“Um colega pegou Covid, foi para casa e acabou passando para a família toda. No final, a mãe dele acabou falecendo. É bem triste”, relata o policial Fernet.

O médico intensivista e chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Jaques Sztajnbok, explica que ambientes como o das penitenciárias favorecem a propagação do vírus. “Com proximidade física, sem condições de isolamento e com pouca ventilação, basta um caso de qualquer doença de transmissão principalmente respiratória que você tem um surto dentro daquele ambiente”, afirma o especialista. “Esse surto pode vir de visitas externas, do próprio funcionário ou de um novo detento admitido que esteja em fase de transição da doença”, diz o médico.

Durante a pandemia, as visitas presenciais de familiares e advogados foram suspensas entre março e novembro. Depois, foram retomadas e suspensas novamente em fevereiro deste ano. Elas seguem sendo realizadas virtualmente.

Entre os mais de 211 mil detentos distribuídos nas 178 unidades prisionais do estado, quase 15 mil testaram positivo para Covid-19 de acordo com dados da Secretaria de Administração Penitenciária. Foram 62 óbitos entre os detentos, e 113 mortes de servidores penitenciários. Mas especialistas apontam para a subnotificação de casos.

“Não é uma testagem em massa. Não é uma testagem semanal feita no sistema inteiro, e se a gente pensar que as pessoas que estão presas hoje não são as pessoas que estavam presas 15 meses atrás, a gente pode observar que essa testagem feita pelo estado é irrisória ”, diz o defensor público Mateus Moro.

A Defensoria Pública entrou com uma ação, obtida com exclusividade pela Globonews, com pedido de assistência individual de saúde para mais de 200 detentos de uma unidade prisional da capital paulista. Pelo menos sete deles tinham sintomas de covid-19 e afirmam não ter recebido nenhum atendimento médico. Mesmo sintomáticos, eles continuavam dividindo cela com outros presos.

Em outra unidade da capital, durante uma vistoria, a defensoria encontrou um preso que testou positivo para covid-19 e foi isolado. Ele mostrou aos defensores que a cela estava cheia de lixo e afirmou haver presença de ratos.

Segundo o Secretário de Administração Penitenciária do Estado, Coronel Nivaldo Cesar Restivo, presos que apresentam sintomas são imediatamente isolados do resto do convívio. “Os servidores fazem o monitoramento para verificar a evolução desses sintomas, porque pode ser um sintoma que se confunde com covid-19”, afirma. “É pouco crível que tenhamos uma pessoa com sintomas sem que ela seja retirada do convívio para que seja tratada, porque isso vai nos trazer um problema muito maior do que se deixássemos a pessoa no convívio.”

Ao menos 719 presos da Penitenciária II, em Sorocaba (SP), tiveram resultados positivos para Covid-19 — Foto: Secretaria da Administração Penitenciária/SAP
Ao menos 719 presos da Penitenciária II, em Sorocaba (SP), tiveram resultados positivos para Covid-19 — Foto: Secretaria da Administração Penitenciária/SAP

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G1

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