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Câmara não aprova CEI para investigar vereador de Rio Preto

Redação

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Câmara não aprova CEI para investigar vereador de Rio Preto

Comissão foi pedida para apurar denúncia de ‘assessor fantasma’.
Investigado, presidente da Câmara Fábio Marcondes faltou da sessão.

Uma sessão ordinária na Câmara Municipal de São José do Rio Preto (SP) na tarde desta terça-feira (11) não aprovou a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a conduta do vereador Fábio Marcondes (PR), atual presidente da Casa, na suposta contratação de um “assessor fantasma” durante seu mandato. Os aliados de Marcondes votaram contra a apuração e rejeitaram o pedido da CEI por oito votos a três.

Marcondes não apareceu na sessão da Câmara desta terça-feira.

Segundo a denúncia protocolada pelo vereador Marco Rillo (PT), o pastor Idekim Cândido de Oliveira Júnior foi nomeado no dia 22 de agosto para ser assessor da diretoria geral, com salário de aproximadamente R$ 7 mil, mas ele nunca apareceu para trabalhar.

No documento, o vereador mostrou postagens de redes sociais em que o pastor aparece em horários que deveria estar trabalhando. “Esse pastor não comparecia na Câmara, ele não veio na Câmara. Ele ficava postando, inclusive pedindo votos no Facebook, em horário de expediente. Nenhuma das postagens dele se deu no local da Câmara, nenhuma”, diz Rillo.

No documento, vereador mostra postagens de redes sociais em que o pastor aparece em horários que deveria estar trabalhando (Foto: Reprodução/TV TEM)

No documento, vereador mostra postagens de redes sociais (Foto:Reprodução/TV TEM)

Quem votou contra a investigação, como o vereador Paulo Paulera, se justifica. “Essa CEI não poderia ser votada, primeiro porque no regimento interno da Casa só pode ser feita uma CEI sobre vereador e prefeito. O que poderia ter sido feito era abrir sindicância para fazer análise do caso. Votei contra porque se votasse a favor estaria votando em algo irregular”, diz Paulera.

Outros casos
A Polícia Federal investiga denúncias de crimes eleitorais supostamente cometidos pelo vereador. A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um assessor do vereador, na sexta-feira (7). Por telefone, Fábio Marcondes negou as acusações e disse que o rapaz é amigo dele e não assessor.

O parlamentar foi reeleito para o próximo mandato, com 8.095 votos. Na casa do assessor foram apreendidos dinheiro, santinhos de campanha e uma lista com mais de 100 nomes. Segundo a PF, uma das denúncias refere-se a um gasto de campanha três vezes maior que o estipulado pela lei.

A Polícia Federal instaurou inquérito, a pedido do Ministério Público, para investigar a denúncia. Segundo o promotor Cláudio Santos de Moraes, ele também recebeu várias denúncias de suspeita de compra de votos, abuso do poder econômico e despesas não declaradas na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

O valor máximo que o vereador poderia ter gasto na campanha seria R$ 99 mil, mas a suspeita do Ministério Público é que ele teria gasto o triplo disso. Ainda segundo o promotor, se isso for comprovado, ele pode ter o mandado cassado.

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