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Butantan conclui entrega de documentação à Anvisa para pedido de uso emergencial da CoronaVac

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Butantan conclui entrega de documentação à Anvisa para pedido de uso emergencial da CoronaVac

Instituto informou neste sábado (16) que processo foi concluído na noite desta sexta (15). Anvisa decidirá em reunião no domingo (17) sobre os pedidos feitos para uso de duas vacinas contra a Covid-19 que foram testadas no Brasil.

 

O Instituto Butantan terminou de entregar todos os documentos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) necessários para o pedido de uso emergencial da CoronaVac no Brasil.

Segundo o Instituto, as informações adicionais, que ainda estavam pendentes desde quinta (14), foram entregues na noite desta sexta (15).

A Anvisa decidirá em reunião no domingo (17) sobre os pedidos feitos para uso de duas vacinas contra a Covid-19 que foram testadas no Brasil: a CoronaVac e a vacina da Fiocruz, desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

O pedido para uso emergencial da CoronaVac foi protocolado pelo Instituto Butantan no dia 8 de janeiro, junto ao resultado da terceira fase de testes da vacina no Brasil, mas a agência solicitou mais documentos. O prazo para a análise do pedido de registro emergencial de uma vacina é de dez dias.

  • Eficácia da CoronaVac: veja 10 perguntas e respostas

 

Na ocasião, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a solicitação de informações complementares faziam parte do processo e que a Anvisa seria “prontamente atendida”.

Na última quarta-feira (13), o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, participou de uma reunião com a frente nacional de prefeitos e anunciou que a vacinação contra a Covid-19 deve começar na quarta-feira (20), em todo o país, ao mesmo tempo.

Eficácia da CoronaVac

 

 

Os testes da CoronaVac no Brasil foram feitos em 12.508 voluntários – todos profissionais de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus – e envolveram 16 centros de pesquisa.

A vacina registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no país, índice que aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves.

O número mínimo recomendado pela OMS, e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é de 50%.

Na prática, a CoronaVac tem potencial de:

  • reduzir pela metade (50,38%) os novos registros de contaminação em uma população vacinada;
  • reduzir a maioria (78%) dos casos leves que exigem algum cuidado médico.

 

Além disso, nenhum dos vacinados ficou em estado grave, foi internado ou morreu.

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