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Brasil deve produzir menor volume de açúcar desde 2015/16, diz Conab

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Brasil deve produzir menor volume de açúcar desde 2015/16, diz Conab

Redução ocorre em meio ao enfraquecimento das cotações do açúcar e maior atratividade do etanol no mercado interno.

O Brasil deve produzir na atual safra 2018/19, iniciada em abril, o menor volume de açúcar desde 2015/16, com usinas do maior player global do setor sucroenergético impulsionando a fabricação de etanol, projetou nesta terça-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em seu segundo levantamento sobre o ciclo vigente, a Conab previu uma produção de 34,25 milhões de toneladas de açúcar, ante 35,48 milhões na estimativa anterior, de maio, e 37,86 milhões de toneladas no ciclo passado.

Trata-se de um volume semelhante ao observado três anos atrás, segundo o órgão de estatísticas. Do total, 31,60 milhões de toneladas virão do centro-sul, principal área produtora do país, e os outros 2,64 milhões do Norte/Nordeste.

O corte na estimativa ocorre em meio ao enfraquecimento das cotações internacionais do açúcar, que na véspera tocaram o menor nível em uma década, abaixo de 10 centavos de dólar por libra-peso.

Além disso, o etanol tem se mostrado mais atrativo internamente, na esteira de mudanças tributárias e uma nova política de formação de preços de combustíveis pela Petrobras.

Segundo a Conab, o Brasil deverá produzir neste ano 30,41 bilhões de litros de álcool. O volume é superior aos 28,16 bilhões de litros estimados em maio e também frente os 27,24 bilhões de 2017/18. O centro-sul responderá por 93,5 por cento do total.

“O etanol, diferentemente do açúcar, que tem sua comercialização pautada em contratos futuros, permite que a unidade de produção aumente o fluxo de caixa com maior rapidez, uma vez que a comercialização é praticamente instantânea. O pagamento é realizado tão logo o combustível é entregue na distribuidora”, lembrou a Conab.

A companhia estimou ainda uma produção de 635,51 milhões de toneladas de cana em 2018/19, sendo 587,47 milhões no centro-sul e 48,04 milhões no Norte/Nordeste,

Em maio, previa moagem de 625,96 milhões de toneladas, enquanto em 2017/18 o volume foi de 633,26 milhões.

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