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Borracheiro tenta construir helicóptero com motor de Fusca

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Borracheiro tenta construir helicóptero com motor de Fusca

‘Falta só uma hélice’, diz borracheiro que constrói helicóptero na garagem

Zé Fernando constrói ‘aeronave’ há mais de 1 ano em Nepomuceno, MG.
Otimista, ele diz que, se não voar, já sabe o que fazer com ‘brinquedo’.

Borracheiro de Nepomuceno tenta construir helicóptero na garagem de casa (Foto: Samantha Silva/G1)

Borracheiro de Nepomuceno tenta construir helicóptero na garagem de casa (Foto: Samantha Silva/G1)

José Fernando Pedro soma três prenomes na identidade e muita criatividade. Borracheiro de Nepomuceno, a garagem da casa dele no interior de Minas Gerais guarda um projeto ambicioso: o próprio helicóptero. Ele foi montando cada peça pensada por ele mesmo, e agora, pouco mais de um ano depois de começar o projeto, acredita que falta pouco para levantar voo. Tem só um sonho: ver a paisagem lá de cima sobrevoando com a aeronave que ele mesmo criou.

A ideia de inventar um helicóptero surgiu no céu para “seu” Zé Fernando. Em setembro de 2015, ele estava na roça da tia dele – como em todos os domingos – quando se desenrolou a seguinte cena. “Eu vi passar um [helicóptero] desse aqui [voando] baixinho, bem baixinho mesmo, daquele de dois banquinhos. Aí, estava eu com meu tio, e meu primo. Passou por cima de nós assim, baixinho. Aí, eu falei assim pra eles: ‘ah, desse aí eu faço um’. Aí eles nem obediência [confiança] deram pra mim. Eu fiquei quieto”.

Zé Fernando só deixou de falar, mas a cabeça dele não parou de tagarelar inúmeras possíbilidades de colocar o projeto em prática. O primeiro passo foi fazer uma maquete para delinear as formas da aeronave. Sem ter mais dúvidas, começou janeiro de 2016 improvisando na garagem um pequeno hangar.

 

De onde vem o Zé
Hoje com 53 anos, Zé Fernando não foge ao padrão de muita gente simples do interior de Minas. Cresceu até os 7 anos na zona rural do município, quando teve que ir pra cidade estudar. Da escola, lembra mais das “artes” do que das lições.

“Eu nunca gostei de escola. Aí, quando eu passei pro 4º ano, eu falei: ‘nunca mais eu volto’. Mas nunca tomei uma ‘bomba’ também pra contar história”, conta. Ele jura, ainda, que só tirava 10, mas a falta de interesse em estudo fez com que ele passasse a vida sem fazer curso técnico ou tentar faculdade.

Eu vi passar um [helicóptero] desse aqui [voando] baixinho. Aí, eu falei assim: ‘ah, desse aí eu faço um'”.
José Fernando Pedro, borracheiro

Em contrapartida, a curiosidade por máquinas automotoras foi despertada desde pequeno. “O negócio meu, desde pequenininho, [foi motor]. O patrão lá tinha um ‘jipão’ 54, era só ele chegar na fazenda quando eu estava lá, eu corria e já deitava debaixo do jipe dele e já ficava olhando as peças”, conta Zé Fernando, que voltou para a zona rural ao deixar a escola.

Com 20 anos, teve que ir pra zona urbana conseguir trabalho. Já começou em uma oficina, onde ocupou a função de eletricista de carros. “Já entrei fazendo tudo”, jura o borracheiro. “Fazia parte de instalação, parte de luz, partida, alternador.”

Após nove meses de trabalho, montou a oficina dele e se dividia entre várias outras que pegava serviço junto. Foi trabalhando assim até sossegar como borracheiro mesmo, “só consertando uns pneuzinhos”. Mantém o negócio no fundo da garagem de casa, onde atualmente mora com o pai e a madrasta.

Zé Fernando usou peças usadas de veículos e outras encomendadas em helicóptero, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)

Zé Fernando juntou peças usadas de veículos e outras pensadas por ele (Foto: Samantha Silva/G1)

Hangar caseiro
Quando o portão se abre no imóvel da Rua Professor João de Abreu Salgado, os curiosos não se contêm em dar uma paradinha na calçada. Todo mundo em Nepomuceno conhece, ou pelo menos já ouviu falar, do “Zé do helicóptero”. Os cumprimentos se revezam em: “’Ó,’ Zé, ‘tá quase pronto.” “Cada vez mais famoso, ‘hein’. Zé, dando entrevista de novo?” “E quando é que vai voar, Zé?”

A fama de “Professor Pardal” de Nepomuceno já começou muito antes do helicóptero. Os amigos de longa data que passaram pela garagem lembram de quando Zé Fernando inventou uma cama que aquecia o colchão no inverno e tinha interruptores pra ligar a luz do quarto e a televisão. “Naquela época não tinha ainda nem controle remoto”, lembra Vitor Luiz Soró, ex-maratonista, amigo do borracheiro.

Desde que teve a ideia do último projeto, Zé Fernando aproveitava para espiar todos os helicópteros que pousavam perto da cidade, de bombeiros a aeronaves de passeios turísticos, para entender como funcionava a máquina. Um deles era bem semelhante ao que ele queria fazer e foi assim que achou bem parecido o funcionamento com o dos veículos que ele costumava consertar.
Uns falam que eu sou inteligente demais, outros, que eu sou doido”
José Fernando Pedro, borracheiro

“Ele deixou ‘eu’ revisar tudo, deitei por baixo, olhei tudo. O alternador que eu coloquei ali, o verdadeiro tem a mesma ‘coisa’. Só que o dele é diferente, o dele é o mesmo do carro, só que o dele tem um cabo de contagiro dele também, no eixo do motor dele [pra ver a rotação no painel]. Mas, é o mesmo alternador do carro”, explica.

Pergunto se o povo debochou quando ele disse que ia fazer um helicóptero. “Aqui em Nepomuceno, todo mundo acha que eu sou doido, desde quando eu mudei pra cá”, responde. “Alguns falaram que eu não era capaz. A gente que mexe com carro, todo mundo conhece. Uns falam que eu sou inteligente demais, outros, que eu sou doido”.

Em construção
Mas “seu” Zé Fernando nem titubeou e começou a montagem da aeronave. Todas as peças foram pensadas por ele e explicadas na prosa – assim mesmo, sem colocar nada no papel – para o moço da serralheria, o torneiro mecânico, que fabricavam cada item. “Só aqui”, diz ele apontando pra cabeça. “Bolando e fabricando”.

As peças de veículos encaixadas na “aeronave” foram compradas de ferros-velhos, algumas de carros, tratores e a maioria de motocicletas. Um pintor coloriu de verde militar o equipamento. Todo o resto das instalações é do “seu” Zé Fernando.

Motor da aeronave (à esq.), cabine montada com guidom de moto (à dir., acima) e motor da aeronava visto de trás (à dir., abaixo), Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)

Motor da aeronave (à esq.), cabine montada com guidom de moto (à dir., acima) e motor da aeronava visto de trás (à dir., abaixo) (Foto: Samantha Silva/G1)

Um tanque de 20 litros para gasolina e uma bateria foram instaladas pra fazer o helicóptero se mover, e o motor de um Fusca na garagem carrega a bateria da aeronave. Mas ele explica que quando o motor do próprio começa a funcionar, ele carrega junto a bateria também. Por dentro, o assento de carro dá lugar pra somente uma pessoa. O para-brisa é movido manualmente.

Na hora de voar, o guidom de uma moto direciona as hélices da aeronave e o painel só cita informações de combustível e velocidade mesmo. Nada de comunicação com o exterior. O piloto vai ter que se guiar no olho mesmo. Uma grande caixa de som instalada em cima da cabeça dele vai ser a trilha sonora da viagem. Pergunto se ele não vai fechar a cabine toda, que tem duas grandes aberturas de cada lado. Ele responde que não, além de não precisar, atrapalha a ver a paisagem.

Toda vez que Zé Fernando abre a garagem, curiosos param pra ver helicóptero, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)

Toda vez que Zé Fernando abre a garagem, curiosos param pra ver helicóptero, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)

Ele calcula que, atualmente, a máquina está pesando mais de 300 quilos, mas não tem problema. “Isso aqui saiu do chão, você empurra assim, vira uma ‘palha’. É levinho. Ele saiu do chão, acabou!” Até agora, o borracheiro investiu pouco mais de R$ 15 mil no projeto, ou nas palavras dele: “Falta R$ 15 pra R$ 15,5 mil.”

A teoria do “seu” Zé Fernando é que, pra sair do chão, agora ele só precisa de uma hélice maior e de um material mais leve do que a de ferro que ele fez. Improvisada, essa foi só pra testar se estava funcionando. E é aí que mora o problema. A hélice do jeito certo custaria pelo menos uns R$ 300 mil – verba impossível de conseguir.

Mas se eu ver que ‘tá muito perigoso, eu não vou [longe] não. Volto ele aqui pra garagem e deixo só pra ouvir música”
José Fernando Pedro, borracheiro

Ele diz que nesse 1 ano, já recebeu visitas de um mecânico de São Paulo, um piloto de Goiânia e até um funcionário de uma empresa de aviação norte-americana, que é casado com uma moça da cidade. Todos eles disseram que a máquina tem possibilidade de voar, mas o piloto advertiu que ele precisa dar uma pequena reforçada na estrutura. Saindo do chão, ele calcula que deve alcançar uns 80 metros.

De todas as pequenas invenções que fez, agora só falta fazer voar o helicóptero, seu último projeto. “É o último degrau, agora acabou”.

Nas alturas
O sonho do borracheiro de voar vem da vontade de passear em sua invenção. Ele conta que, se tivesse tido cabeça pra escola, hoje queria estar trabalhando numa fábrica de aeronaves mesmo. “Mas só que eu queria estar lá, mas ter o verdadeiro meu mesmo. Inventar um… Queria ter um também”, destaca, enfático.

Zé Fernando explica, ainda, que nunca se interessou por aviões, só gosta de helicópteros. “Porque esse a gente anda baixinho, pra gente ver a paisagem ‘né’. Desses outros eu não interesso não, esses que anda alto, não. Eu gosto é de ver a paisagem, de cima pra baixo, assim, baixinho.”

Zé Fernando com a maquete que deu origem ao projeto do helicóptero em Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)

Zé Fernando com a maquete que deu origem ao projeto do helicóptero (Foto: Samantha Silva/G1)

Ele ainda não pensou um nome para a aeronave. O pintor do helicóptero já perguntou a mesma coisa pra ele e ele respondeu (brincando) assim: “Morte Instantânea. Porque caiu, é morte instantânea mesmo (risos).”

Mas, ele decolando, todo o plano de voo já está na cabeça do borracheiro. Vai levá-lo para um campo de futebol na roça, para levantar voo. Aí, vai passar do lado da cidade de Campo Belo, seguir entre Boa Esperança com Campos Gerais, sair entre Santana da Vargem com Três Pontas e chegar de novo no mesmo lugar. No chão, esse percurso somaria uma volta de cerca de 270 km.

Coragem para arriscar não falta em “seu” Zé Fernando. Mesmo sabendo dos riscos, garante que vai tentar voar. “Mas se eu ver que ‘tá muito perigoso, eu não vou [longe] não. Volto ele aqui pra garagem e deixo só pra ouvir música”.

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